Questões de Concurso sobre Cultura

 
 
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Leia o trecho a seguir.


Não foram apenas os intelectuais racistas formuladores das propostas de branqueamento racial ou os propagadores da mestiçagem hierarquizada e cordial que viram os povos bantos como dotados de um conjunto de práticas desprovidas de maior profundidade. Até mesmo intelectuais comprometidos com a valorização das culturas africanas para a formação da identidade brasileira consideraram os saberes e espiritualidades dos bantos menos sofisticados, complexos e elaborados do que os dos iorubás, trouxeram ao Brasil o culto dos orixás.


SIMAS, Luiz Antonio. Umbandas: uma história do Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022.


Com base no trecho, que aborda as tensões em torno das culturas africanas no Brasil, assinale a afirmativa correta.


A

A categorização das culturas africanas reproduziu uma lógica de dominação mesmo em discursos que buscaram exaltar a herança cultural dos subalternizados.


B

Os ideólogos conservadores da mestiçagem tomaram as culturas banto como exemplares das características então desejadas para a sociedade brasileira.


C

A hierarquização das culturas africanas foi uma estratégia deliberada das elites coloniais para dividir as populações escravizadas e enfraquecer a resistência cultural.


D

Os intelectuais reconhecedores da influência positiva das culturas africanas no Brasil tomaram a simplicidade das culturas banto como modelo.


E

A predominância dos cultos de matriz iorubá no imaginário brasileiro reflete imparcialidade na valorização das diferentes culturas trazidas ao Brasil.

Os fluxos culturais, entre as nações, e o consumismo global criam possibilidades de “identidades partilhadas” – como “consumidores” para os mesmos bens, “clientes” para os mesmos serviços, “públicos” para as mesmas mensagens e imagens – entre pessoas que estão bastante distantes umas das outras no espaço e no tempo. À medida que as culturas nacionais tornam-se mais expostas a influências externas, é difícil conservar as identidades culturais intactas ou impedir que elas se tornem enfraquecidas através do bombardeamento e da infiltração cultural.


HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.


O trecho acima apresenta uma leitura sobre os efeitos do processo de globalização sobre a formação de identidades.


Assinale a opção que reflete corretamente o que é exposto no trecho.


A

Os fluxos culturais globalizados tendem a dissolver os pertencimentos partilhados e manter os grupos isolados.


B

O encurtamento das distâncias gera novos referenciais para o pertencimento dos indivíduos a grupos de identidade.


C

O consumismo global dissolve as barreiras entre identidades, criando nações unificadas pelo mercado.


D

As trocas internacionais se intensificam à medida que a globalização amplia o valor das particularidades locais.


E

Os fluxos culturais globais provocam a intensificação das culturas nacionais como movimento de reação.

[Q]ualquer sistema cultural está num contínuo processo de modificação. Assim sendo, a mudança que é inculcada pelo contato não representa um salto de um estado estático para um dinâmico, mas, antes, a passagem de uma espécie de mudança para outra. O contato, muitas vezes, estimula a mudança mais brusca, geral e rápida do que as forças internas.


LARAIA, Roque de Barros. Definições e Conceitos Sobre Cultura. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 2013.


Com relação à mudança cultural, conforme o trecho acima, assinale a afirmativa correta.


A

O contato entre culturas promove uma transição de um regime de mutação para outro, alterando seu ritmo.


B

O fator mais vigoroso de transformação cultural é interno, com as culturas evoluindo sobretudo por conta própria.


C

O dinamismo de uma cultura é posto em risco ao contato com outras, já que tende a estancar seus processos.


D

O contato extracultural impede que as culturas se estabeleçam, sem sofrer transformações ao longo do tempo.


E

O intercâmbio entre culturas é desejável, pois acelera seu desenvolvimento e evolução para formas mais complexas.

Em uma entrevista com o crítico Paul Gilroy para sua antologia Small Acts: Thoughts on the Politics of Black Cultures [Pequenos atos: reflexões sobre a política das culturas negras] (1994), a romancista Toni Morrison (1931-2019) argumentou que os sujeitos africanos que vivenciaram a captura, o roubo, o rapto, a mutilação e a escravidão foram os primeiros modernos.


ESHUN, Kodwo. Outras considerações sobre o Afrofuturismo. In: Histórias afro-atlânticas: antologia. São Paulo: MASP, 2022.


O trecho acima apresenta uma relação entre a experiência das populações negras escravizadas e a condição do indivíduo na modernidade.


Assinale a opção que apresenta o aspecto que justifica esta afirmação.


A

A capacidade de manutenção de tradições ancestrais, mesmo sob violência extrema.


B

A vivência de desenraizamento e fratura, que prefigura a alienação típica da modernidade.


C

A adequação dos indivíduos a novas dinâmicas sociais, facilitando sua incorporação às estruturas modernas.


D

A transformação dos negros em atores fundamentais da expansão colonial e econômica moderna.


E

A rejeição cultural das populações escravizadas à integração no sistema global moderno.

Alimentar a ideia de que a diversidade de costumes no tempo e no espaço não é simplesmente uma questão de indumentária ou aparência é também alimentar a ideia de que a humanidade é tão variada em sua essência como em sua expressão. Mas se nós descartamos a noção de que o Homem, com letra maiúscula, deve ser visto “por trás”, “debaixo”, ou “além” dos seus costumes, e se a substituímos pela noção de que o homem, sem maiúscula, deve ser visto “dentro” deles, corre-se o perigo de perder por completo a perspectiva do homem.


GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2015.


Assinale a opção que reflete corretamente a problemática antropológica exposta no trecho acima.


A

A compreensão dos seres humanos por meio das várias culturas pode obscurecer sua humanidade compartilhada.


B

A antropologia deve buscar uma essência universal do homem, superando as limitações dos costumes.


C

A identidade humana se define primariamente por fatores naturais, dos quais as práticas culturais são variações.


D

A antropologia deve rejeitar a generalização sobre o humano, tratando cada sistema cultural como incomensurável.


E

A multiplicidade cultural impossibilita a formulação de uma antropologia que transcenda os contextos específicos.

O conjunto de convenções da UNESCO, que define e instrui os processos de restituição ou retorno de objetos culturais, tem como princípio o reconhecimento histórico da pilhagem de objetos durante a Segunda Guerra Mundial e o colonialismo europeu dos séculos XIX e XX. Por conta disso, medidas de reparação por danos patrimoniais e morais devem ser geradas. Assim sendo, os processos de restituição são definidos como


A

obrigações legais de países que detém coleções contrabandeadas e que precisam ser repatriadas.


B

obrigações morais de países que detém coleções contrabandeadas e que precisam ser repatriadas.


C

obrigações legais e morais de países que detém coleções contrabandeadas em contexto de violências históricas.


D

obrigações variadas de países que detém coleções que precisam ser vistas e conhecidas por mais públicos.

O antropólogo Franz Boas é conhecido por ter dado início à corrente culturalista da antropologia norte-americana.

Para tanto, ele teve de se contrapor ao ideário


A

estruturalista, segundo o qual as culturas devem ser entendidas através de sistemas simbólicos subjacentes que determinam os comportamentos e crenças.


B

evolucionista, segundo o qual as sociedades passam por estágios fixos de desenvolvimento cultural, de formas mais primitivas às mais civilizadas.


C

pós-moderno, segundo o qual as narrativas culturais são construções subjetivas que refletem diversas verdades e realidades, sem uma base objetiva única.


D

etnológico, segundo o qual o estudo comparativo das culturas deve buscar leis gerais que regem o comportamento social e cultural dos grupos humanos.


E

particularista, segundo o qual cada cultura é única e deve ser estudada em seus próprios termos, sem a imposição de categorias de pretensão universal.

Diversas formas expressivas populares e étnicas foram preteridas e silenciadas ao longo da história de formação dos símbolos nacionais. Capoeira e samba, nas primeiras décadas do século XX, Funk e Hip hop nas últimas décadas, foram incompreendidas, perseguidas e proibidas. Paulatinamente, no entanto, resultado da articulação entre artistas populares, intelectuais e promotores culturais, gêneros antes perseguidos foram consagrados, por sua força expressiva e popularidade, como ícones de regiões e da Nação. Nesse quadro, museus antropológicos podem participar contribuindo com


A

processos de gravação, edição e difusão de fonogramas em plataformas digitais criadas para esse fim.


B

processos de assessoria e fiscalização de direitos de autoria e propriedade sobre produtos culturais.


C

processos de difusão das formas expressivas populares, através de apresentações e exposições.


D

processos de pesquisa e elaboração de dissertações e teses sobre algumas dessas formas expressivas.

Numa cidade polarizada por carências profundas e privilégios cristalizados, propor uma política cultural supõe decisões mais amplas, definição clara de prioridades, planejamento rigoroso dos recursos, sobretudo em tempo de crise econômica, quando um órgão público precisa fazer mais com menos. Numa perspectiva democrática, as prioridades são claras: trata-se de garantir direitos existentes, criar novos direitos e desmontar privilégios.


(CHAUÍ, Marilena de Souza, 2006.)


A filósofa Marilena Chauí foi uma das responsáveis por popularizar o termo “cidadania cultural”, principalmente pelo livro “Cidadania cultural: o direito à cultura”. Segundo a filósofa, se exercer a cidadania é ter capacidade de dispor de seus direitos, então ter acesso à cultura também é um direito. No Brasil, esse direito à cultura


A

é alheio ao Estado, ao qual, cabe apenas assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, e à convivência familiar.


B

no que tange ao ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), mesmo nas versões mais recentes, não é prioridade. A situação de grande parte das crianças do Brasil requer outros cuidados muito mais urgentes.


C

no que diz respeito à carta constitucional, que deveria ser o carro chefe da cidadania cultural, não é referendado, pois as questões especificamente relacionadas às questões culturais, são vistas como secundárias.


D

em se tratando de crianças e adolescentes, vistos como vulneráveis, cabe a nós, civis e populares, responsáveis prioritários por lutar pelo direito à construção de uma cidadania que inclua as manifestações culturais.


E

é regido por nossa lei maior, que estabelece que é dever de União, Estados, Municípios e Distrito Federal, garantir meios de acesso à cultura. As leis são claras, a fim de que a União crie regras gerais, e os Estados e DF atuem.

A redefinição do lugar da cultura na sociedade e no governo exige muito trabalho de sensibilização da sociedade, de seus agentes e comunidades; do ambiente político e dos governantes. Existem múltiplas alternativas para reverter o espaço secundário destinado à cultura. Uma delas diz respeito à superação da visão da cultura apenas como belas artes e patrimônio. Hoje, em uma concepção mais atualizada, ela necessita ser compreendida de modo mais amplo, envolvendo artes, patrimônio material e imaterial, culturas e saberes populares, culturas digitais, pensamento, concepções de mundo, comportamentos, modos de vida, valores etc.


(RUBIM, Antonio Albino Canelas. 2019.)


A redefinição desse lugar da cultura amplia o universo da gestão cultural tornando-a mais complexa, mais presente na sociedade e no governo. As possibilidades de interface cultura e desenvolvimento se alargam. Nesse contexto, o papel do gestor cultural:


A

Limita-se às funções de publicar materiais informativos como brochuras, pôsteres, boletins ou comunicados à imprensa.


B

Exige uma postura de gestão diferenciada na medida em que seu valor ainda não está comprovado ou reconhecido pela maioria das pessoas.


C

Estabelece um vínculo tênue e sem compromisso com poucas instituições culturais devido, principalmente, às instabilidades desse mercado cultural.


D

Vincula-se unicamente às leis de incentivo à cultura promovidas sazonalmente pelo estado, o que confere uma característica de instabilidade ao profissional dessa área.


E

Apresenta-se como uma atividade profissional relativamente recente e guiada, muitas vezes, através de uma lógica informal, ou seja, sem vínculos oficiais ou regulamentados.

Rodar a baiana


“Quem nunca?” A expressão quer dizer dar um escândalo em público e teria se originado nos blocos de Carnaval do Rio de Janeiro no início do século XX. Dizem que nessa época alguns malandros aproveitavam a folia para dar beliscões no bumbum das moças dos desfiles até que capoeiristas passaram a se fantasiar de baianas para proteger as garotas do assédio. Daí, quando algum engraçadinho desavisado avançava o sinal, levava um golpe de capoeira e, quem estava de fora, só via a “baiana rodar” sem entender direito o que estava acontecendo.


(A origem de 40 expressões populares brasileiras. r7.com.)


“Rodar a baiana” é uma expressão linguística especificamente brasileira. O Brasil tem uma notável diversidade criativa, em seus mais variados aspectos. Entendidas em seu sentido amplo, as práticas culturais compreendem desde políticas públicas, linguagens, até os eventos mais cotidianos da vida em sociedade, sobre os quais podemos afirmar que:


A

A comunidade internacional reconhece formalmente a natureza cultural e econômica das expressões culturais contemporâneas desde que produzidas por artistas e profissionais da cultura.


B

O desaparecimento da língua de fato nacional, de falares e expressões do vernáculo brasileiro de fato é uma grande ameaça para a nossa herança cultural, bem como para nossa criatividade e inovação.


C

O Estado é por excelência o provedor na elaboração de conceitos, metas e políticas em favor da diversidade das expressões culturais, com ênfase às culturas e alguns credos, bem como dos saberes sistematizados.


D

Cada vez mais a informação e o conhecimento são determinantes-chave na geração de riquezas, na transformação social e no desenvolvimento humano. A língua é ainda um dos principais meios para transmitir informação e conhecimento.


E

As culturas indígenas possuem uma riqueza de conhecimentos essenciais nas expressões culturais contemporâneas; no entanto, guardam um grave deficit: só podem ser valorizadas como patrimônio imaterial, pois não possuem registros gráficos.

Em vários países podemos verificar a existência de planos e estratégias de ação cultural. Há, também, um amplo referencial estatístico que recolhe dados sobre a contribuição da cultura para o desenvolvimento. Há, inclusive, quem defenda a necessidade das empresas implementarem um novo paradigma de relação com o mercado, em que ao invés dos produtores determinarem o que é que os consumidores consomem, que tem vindo a gerar aquilo a que consideramos a uniformização dos consumos com a consequente perda das diversidades locais; são os consumidores com a força da sua cultura local que escolhem o que querem consumir localmente. Defende-se, portanto, que as empresas que sobreviverão no mercado serão as que forem capazes de aproveitar o potencial local, as chamadas comunidades de consumidores. Isso seria também relevante para criar inovação.


(UNESCO, Políticas Culturais para o Desenvolvimento, Brasil. UNESCO, 2003.)


Como postulado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a cultura, assim como a educação e a ciência, é um dos pilares para o desenvolvimento humano e social. Sendo assim, é correto afirmar que a relação entre cultura e desenvolvimento é:


A

Importante, mas não pode ser considerada indispensável, podendo ser plenamente substituída pela educação pura e simples.


B

Contraditória, no sentido de que existe uma dialética interessante entre ambas: a cultura gera o desenvolvimento que extermina a cultura.


C

Comprovada, embora, nesses tempos de globalização e mundialização econômica, estrutural e étnica, tenha perdido praticamente seu sentido.


D

Indissociável, ou seja, não há vida humana que não se estruture e nem se desenvolva sem estabelecer uma relação direta com a cultura que a envolve.


E

Unilateral, uma vez que quanto mais o desenvolvimento, principalmente tecnológico ocorre mais a cultura se torna reproduzida e sem originalidade.

Se oferecêssemos aos homens a escolha de todos os costumes do mundo, aqueles que lhes parecessem melhor, eles examinariam a totalidade e acabariam preferindo os seus próprios costumes, tão convencidos estão de que estes são melhores do que todos os outros.


(Heródoto. 484-424 a.C. In.: Cultura laraia | Evandro Catunda Junior - Academia.edu)


Evidentemente, cultura é um componente fundamental de toda a sociedade. No vasto mundo dos estudos e teorias acerca das relações entre cultura e sociedade ao longo do tempo, esse tema surge como uma questão crucial da teoria crítica, representada, dentre outros por Max Horkheimer, que afirma que


A

o caráter dinâmico da cultura se perde em alguns momentos específicos da história como, por exemplo, quando há antagonismos entre as classes sociais.


B

o ensinamento da cultura deve ser sistematizado, pois contribui para a ordem social contínua, e transmite a forma como as pessoas devem se comportar nas situações.


C

o conteúdo cultural situa-se em um ponto intermediário constituído pela tríade “arte, religião e filosofia” e determina a partir daí a compreensão da totalidade social.


D

o desenvolvimento psíquico individual e suas transformações não têm lugar nas esferas culturais, pois dependem prioritariamente de fatores genéticos peculiares a cada um.


E

a elaboração de uma teoria da sociedade exige tanto a consideração da intermediação dos processos psíquicos dos indivíduos quanto uma compreensão determinada da cultura.

Criatividade é um atributo essencial para músicos, mas repaginar outros sons também faz parte do processo. O problema surge quando a inspiração dá lugar ao plágio. O caso mais recente noticiado foi o da condenação de Pharrell Williams e Robin Thicke, que, segundo Tribunal Federal dos Estados Unidos, considerou que os artistas copiaram a música “Got To Give It Up” (1977), de Marvin Gaye, na criação de “Blurred Lines” (2013). Eles foram obrigados a pagar 7,3 milhões de dólares aos herdeiros de Gaye. Além deles, há vários outros casos semelhantes no mundo musical.


(5 casos de plágio que abalaram o mundo da música | Exame.)


A expressão “direitos culturais” aparece pela primeira e única vez na longa história das constituições brasileiras precisamente no Art. 215 do texto constitucional de 5 de outubro de 1988. Historicamente, o direito autoral, um direito cultural, consagra universalmente os direitos dos autores sobre as suas obras. Sobre ele, assinale a afirmativa correta.


A

É tão antigo quanto a própria cultura e fez parte de grandes civilizações como Grécia e Roma, não sendo característico, no entanto, das civilizações hidráulicas como China e Índia.


B

Surgiu com o nacionalismo no contexto do surgimento dos Estados Nacionais, quando a produção cultural de um país era sinônimo de grandeza e pertença, reconhecidamente como identidade nacional.


C

Surgiu no contexto do Renascimento Cultural Italiano, quando o artista, um mero trabalhador das artes sacras, passou a ter autonomia, individualismo e ser reconhecido como autor dessa ou daquela obra.


D

Foi o primeiro direito cultural internacionalmente estabelecido e nasceu dos processos revolucionários e atos legais reconhecendo a criação intelectual e artística como a mais legítima e a mais pessoal das propriedades.


E

Tende a desaparecer, nesse contexto, no qual as redes eletrônicas possibilitam uma desenfreada pirataria, e os autores, com raras exceções, já estão percebendo que não há outra opção, a não ser se submeter às demandas midiáticas vigentes.

É famosa a formulação do antropólogo estadunidense Roy Wagner de que “a antropologia é o estudo do homem como se houvesse cultura”.


Com essa proposição, o autor se refere à


A

invenção da cultura.


B

impertinência da noção de cultura.


C

relevância da etnografia.


D

impertinência da superioridade humana.


E

invenção das tradições.

A gestão compartilhada e processos sociais participativos, pautados pela participação de membros dos seus variados segmentos, tende a inverter o processo caracterizado e desenvolvido de forma tradicional, onde deixa de ocorrer sob o movimento vertical passando a adotar e a valorizar a participação sob a ótica horizontal, possibilitando a participação dos seus membros, promovendo a condução do processos de forma inovadora, onde cada integrante deixa de ser um ser passivo assumindo a condição de membro ativo, participativo e transformador, seja no campo de tomada de decisões, ou dentro das práticas que permeiam todo o processo de ação.


(DALMAS, Ângelo, 2008.)


A gestão compartilhada e processos sociais participativos no âmbito escolar, ou no âmbito empresarial, ou cultural traz como consequência:


A

Negativa, uma gestão coletivizada, onde não há como responsabilizar indivíduos por suas ações, ou seja, ninguém assume a gerência do processo.


B

Negativa, a inexistência de uma felicidade individual, ou mesmo de uma realização mais introspectiva, já que o individualismo se perde por completo.


C

Negativa, não se tratar mais do cidadão como autônomo e participativo, uma vez que o fato de delegar seus poderes, sem de fato exercê-los, o que o exclui do processo.


D

Positiva, uma tomada de poder do cotidiano particular para a sociedade e sobre as coisas, em uma forma de influir definitivamente sobre o destino da coletividade.


E

Positiva, a participação de um maior número de integrantes onde a responsabilidade não é somente de uma pessoa, e há maior possibilidade de uma eficácia coletiva.

A respeito da interculturalidade, analise as afirmativas a seguir.


I. É o termo descritivo que se refere à multiplicidade de culturas existentes em um determinado espaço, sem que haja relações entre elas.

II. É a prática de julgar a cultura do outro baseado nas suas próprias crenças, moral, leis, costumes e hábitos.

III. É a práxis desenvolvida nas formas de relações e articulações sociais entre pessoas e grupos culturais diferentes, de modo a não supervalorizar ou erradicar as diferenças culturais.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

II, apenas.


C

III, apenas.


D

I e II, apenas.


E

I, II e III.

Ano: 2023
Prova: CETREDE - - Prefeitura de Santana do Acaraú - Professor de Educação Básica - Área: Ciências Humanas - 2023

“só o ser humano é transformador da natureza, e o resultado dessa transformação se chama cultura”.


[ARANHA; MARTINS. 2005]


O conceito de cultura é usado de formas diferentes na Sociologia e Antropologia. O texto, refere-se à cultura como


A

ideologia.


B

alta cultura versus cultura popular


C

reprodução cultural


D

um contraste com a natureza.


E

uma extensão do aspecto biológico.

Atualmente, a cultura e a diversidade como tema transversal ou singular das políticas vêm desafiando governos democráticos e, ao mesmo tempo, exigindo dos cidadãos a contínua articulação em redes para a efetivação de direitos coletivos. Através das redes podemos reconhecer, a grosso modo, os tipos ou níveis de solidariedade: o nível mundial; o nível do território; dos Estados; e, o nível local.


(SANTOS, 2006.)


A noção ampliada de cultura para sua efetividade em políticas culturais exige o acionamento e a potencialização da transversalidade como componente da cultura e das políticas culturais, sob pena de distanciar a narrativa, que reivindica o conceito ampliado, e a prática, que não consegue tornar tal discurso realidade. Sobre tal transversalidade cultural, é correto afirmar que, é:


A

Fundamental, urgente e necessário reconhecer a transversalidade como característica intrínseca à própria cultura.


B

Patente o fato de que as políticas transversais voltadas para o próprio meio cultural deturpam a própria essencialidade da cultura.


C

Comprovado que a transversalidade não consegue perpassar diferenciados universos sociais, o que na realidade, nem é a sua função.


D

Histórica a composição da cultura por setores diferenciados e com alta tendência à dispersão porque a cultura mudou, surgiu a transversalidade.


E

Verídica a ideia de que a cultura não só se compõe de áreas e linguagens específicas, mas depende unicamente da organização imposta pelas classes dominantes.

O conceito de cultura, no contexto socioantropológico, refere-se:


A

à representação de parte de uma sociedade.


B

ao conjunto de práticas, crenças e valores compartilhados por um grupo de pessoas.


C

ao idioma oficial de uma nação envolvida.


D

à moda predominante em uma sociedade que afeta padrões interligados ao contexto.

 
 
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