Questões de Concurso sobre História e Teoria do Paisagismo

 
 
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O jardim, desde a antiguidade, sempre foi um espaço de lazer e prazer mesclando um paradigma de sonho e realidade. Através deste espaço, era possível viajar no tempo, experimentar sensações diferentes, promover encontros e entrar em contato com a natureza em sua mais exuberante expressão.

Segundo Michael Corajaud, o jardim é como fragmento de um sonho e deve ser compartilhado por todo e qualquer usuário, portanto, quanto mais um jardim consegue aguçar todos os sentidos, melhor cumpre seu papel.

Os Jardins sensoriais são idealizados a fim de estimular os sentidos do corpo humano por meio de plantas e materiais presentes no local, gerando benefícios múltiplos que incluem desde o bem-estar ao resgate de memórias. Também cumprem um importante papel social.


Aponte este papel nas opções abaixo:


A

contribuem para a adaptabilidade motora de um indivíduo.


B

estimulam a presença da natureza em um ambiente desprovido de tal atmosfera.


C

permitem que pessoas com perda de certos sentidos e mobilidade reduzida também tenham acesso aos claros benefícios do espaço.


D

apresentam uma opção estética contemporânea aos espaços cuja proposta seja implementada.


E

a partir de suas propriedades apresentam uma nova maneira de ocupar o espaço através da presença da natureza.

Assinale a alternativa correta quanto ao objetivo principal da arquitetura paisagística.


A

Promover a preservação de espécies exóticas em áreas naturais preservadas.


B

Criar espaços externos que sejam apenas esteticamente agradáveis.


C

Planejar áreas urbanas sem considerar a vegetação e a topografia do terreno.


D

Conceber e projetar espaços que sejam harmoniosos, funcionais e adequados para as necessidades dos usuários.

A ecogênese tem forjada seu significado através do estudo da botânica e caracteriza-se como um nome novo para uma antiga ideia. Esse termo tem sido, com frequência, associado ao nome de Fernando Chacel, pois é ele quem mais utilizava a palavra ecogênese em seu discurso projetual. O termo foi cunhado por Luiz Emygdio de Mello Filho, e surgiu com base em pesquisas desenvolvidas em parceria com biólogos e botânicos do Museu Nacional, no Rio de Janeiro da década de 1940.


O objetivo da ecogênese no paisagismo é:


A

fazer um mostruário de associações de animais e plantas que já se encontravam em vias de desaparecimento, proporcionando assim habitats a várias espécies de animais e espécies vegetais.


B

reconstruir paisagens que já sofreram profundas modificações em sua estrutura, valendo-se de elementos vegetais autóctones, provenientes de todos os estratos, recompondo suas associações originais.


C

privilegiar caráter nitidamente estático com o meio biótico, respaldando-se em critérios científicos.


D

buscar trabalhar com espécies exóticas das paisagens predominantes dos locais em que se está trabalhando.


E

inserir ao ecossistema trabalhado espécies vegetais que deveriam ser de formações hidrófilas.

O arquiteto paisagista Luís Ramiro Barragán Morfín (9/3/1902 - 22/11/1988) revolucionou a arquitetura moderna em seu país com o uso de cores vibrantes oriundas da arquitetura vernacular mexicana. Entre seus mais importantes projetos estão a Casa Barragán, a Capela das Capuchinas, as Torres de Satélite, "Los Clubes" e a Casa Gilardi. Com uma carreira que conta com mais de 30 obras construídas lhe rendeu o Prêmio Pritzker em 1980, o Prêmio Jalisco em 1985 e, um ano antes de falecer, o Prêmio Nacional de Arquitetura do México.


Seus jardins apresentam os elementos essenciais que marcam sua obra e inspiram projetos até os dias atuais, como:


A

a formalidade, as formas geométricas, a simetria perfeita, uso de círculos, retângulos, quadrados e triângulos criados a partir do corte de arbustos.


B

jardins serenos, paredes sólidas e ortogonais, pátios abertos ao céu e combinação de cores vibrantes.


C

valoriza a paisagem natural, com formas curvas e arredondas tanto no relevo, como nos caminhos e na construção dos maciços e bosques.


D

esculturas que se relacionam com o espaço de jardim, lagos naturais, formas sinuosas e esguichos d`água.


E

desenho mondrianiano, formas rígidas dispostas livremente no contexto espacial, emprego de espécies nativas e uso de aço cortem como elementos marcantes no contexto formal.

Entre as alternativas a seguir, assinale a que apresenta uma característica típica do estilo inglês de paisagismo:


A

Água em formas mais naturais.


B

Rígida distribuição axial.


C

Proporções matemáticas.


D

Grande presença de estátuas.


E

Simetria nos jardins.

A paisagem e a imagem são inseparáveis. Sobre o tema paisagismo, analise as afirmativas abaixo:


I. O arquiteto paisagista deve considerar as vistas a partir de três ângulos diferentes: vistas do sítio para fora, vistas dentro do sítio e vistas para dentro do sítio.

II. As vistas podem formar o elemento principal de um sítio para meditação ou relaxamento, mas também podem ser usadas para induzir as pessoas à movimentação, oferecendo um foco visual que as seduza a explorá-las.


Assinale a alternativa correta


A

As afirmativas I e II estão incorretas


B

As afirmativas I e II estão corretas


C

Apenas a afirmativa I está correta


D

Apenas a afirmativa II está correta

Nos anos 1970, diante da descoberta de que somente 0,06% das florestas do Japão eram nativas, o botânico japonês Akira Miyawaki desenvolveu um método de restaurar as vegetações originais degradadas ou destruídas. Em 40 anos, o botânico criou 1700 florestas urbanas em cidades da Europa e da Ásia, que tiveram suas paisagens modificadas como parte de um movimento mais abrangente destinado a restaurar a biodiversidade e combater a crise climática. Esse movimento inspirou o botânico e paisagista brasileiro Ricardo Cardim a criar um sistema parecido para as cidades brasileiras, que ficou conhecido como


A

Método Miyawaki.


B

Sistema de Reintrodução Florestal Urbana.


C

Pocket Forest.


D

Método Cardim.

“No jardim, sempre se deve ter em mente que as formas espaciais são fluidas, livres e instáveis, como uma bolha de ar que se expande com desenho caprichoso e imprevisível.”


(Abbud, 2006.)


Para projetar espaços em paisagismo, deve-se definir o que é lugar e não-lugar. Considerando a informação anterior, assinale a afirmativa correta.


A

Lugar é um espaço de permanência.


B

Lugar é um espaço de ligação; sinônimo de passagem.


C

Não-lugar é um espaço de permanência e que também possa ter sido projetado para ser visto de fora.


D

Não-lugar é um espaço convidativo que estimula a prática de alguma atividade no local como: descansar, meditar, praticar esportes, dentre outros.

Biofilia é o termo usado para caracterizar


A

a filtragem da água da chuva.


B

parques e áreas verdes urbanas.


C

a interação do homem com a natureza.


D

a preservação das espécies silvestres.


E

a interferência humana em habitats naturais.

O parque Mangal das Garças em Belém, o Vale do Anhangabaú e o Parque da Juventude, ambos em São Paulo, são projetos paisagísticos de qual profissional?


A

Burle Marx.


B

Rosa Kliass.


C

Haruyoshi Ono.


D

Benedito Abbud.


E

Roberto Cardozo.

Associe as correntes paisagísticas com a sua caracterização e assinale a alternativa com a sequência correta.


1. Naturalismo.

2. Contextualismo.

3. Impressionismo.

4. Pós-modernismo.

5. Ecletismo.


( ) Reunião de fases de sistemas diversos, unindo-as em uma unidade nova.

( ) Valorização das impressões visuais produzidas por elementos da natureza e as variações de luz e sombra.

( ) Busca das raízes da cultura, criando a identidade do espaço, carregada de significado e essência cultural.

( ) Espaços de aspecto formal delicado, com predomínio de elementos naturais, buscando a imitação da natureza.

( ) Reação contra a severidade e a monotonia dos espaços, recuperando diferentes períodos do passado como inspiração artística.


A

5 – 3 – 2 – 1 – 4.


B

4 – 2 – 1 - 3 – 5.


C

2 – 3 – 1 – 5 – 4.


D

5 – 4 – 2 – 4 – 1.


E

3 – 1 – 4 – 5 – 2.

Assinale a opção que indica uma propriedade do Neoecletismo, padrão de projeto referente à linha projetual contemporânea da arquitetura paisagística brasileira.


A

Inspiração no tratamento radical de pisos, terrenos, águas e paredes de modo quase pictórico, em que o uso de formas geométricas inéditas torna-se um traço comum.


B

Formas geométricas livres usadas na paginação de pisos e desenhos de canteiros, não se furtando de criar novas experiências formais, mas nunca se remetendo a estilos e formas do passado.


C

Vegetação usada de um modo comportando, estruturada por traçados geométricos simples, retas e curvas dispostas ora em paralelo ora formando ângulos, onde a arborização é um elemento a mais de cenarização.


D

Processo de sincretismo formal e conceitual entre um passado recente e um passado distante e novas experiências formais em andamento, muito ligadas ao uso de novas tecnologias e materiais.


E

Foco principal voltado para a vegetação nativa, que tanto pode ser uma mata de araucária, um manguezal, a vegetação de uma praia ou de cerrado como elemento a ser preservado e valorizado, explorando todas as nuances e tonalidade da vegetação aclimatada.

No Brasil, são identificadas três grandes linhas projetuais na arquitetura paisagística: 1. ECLÉTICA; 2. MODERNA; 3. CONTEMPORÂNEAS, não vinculadas a nenhum período exclusivo. Relacione cada uma delas com suas respectivas características apresentadas a seguir.


( ) Recriação da imagem de paraísos perdidos e campos bucólicos.

( ) Tratamento do espaço livre com uma visão romântica e idílica.

( ) Abandono de qualquer referência do passado imediato.

( ) Surgimento de novas organizações do espaço livre direcionando por um viés ecológico.

( ) Reintrodução da cenarização exacerbada, inspirada em figurações da própria arquitetura.

( ) Adoção de forte postura nacionalista com supervalorização da vegetação nativa.

( ) Concepção pitoresca do mundo com espaços destinados à contemplação e ao passeio.

( ) Substituição dos canteiros floridos por ambientes destinados às atividades esportivas.


Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.


A

1 – 3 – 3 – 2 – 1 – 2 – 3 – 3.


B

2 – 1 – 3 – 3 – 2 – 3 – 1 – 2.


C

3 – 3 – 2 – 2 – 1 – 3 – 1 – 3.


D

1 – 1 – 2 – 3 – 3 – 2 – 1 – 2.


E

2 – 3 – 3 – 2 – 1 – 2 – 3 – 2.

Considerando o paisagismo como área de conhecimento da arquitetura e do urbanismo, assinale a opção correta.


A

O paisagismo é definido como arte e técnica de planejar e organizar a paisagem para possibilitar ao usuário maior aproveitamento e fruição de grandes espaços externos de uso coletivo.


B

O paisagismo ecológico objetiva a valorização cultural da propriedade e das áreas de utilização pública.


C

O paisagismo de bioma da mata atlântica tem como característica a paisagem de savana, pontualmente marcada por árvores de troncos grossos e tortuosos.


D

Os jardins urbanos de características naturalistas definem-se como equilibrados, simétricos, com partes facilmente reconhecidas e geometria rigorosa.


E

A principal característica a ser considerada no paisagismo da caatinga é o clima tropical com grande biodiversidade, típico desse bioma.

Fazem parte do conjunto histórico e paisagístico “Ver-o-Peso”, em Belém do Pará, as seguintes edificações:


A

Mercado do peixe, Igreja da Sé, Praça Pedro II e Solar da Beira.


B

Boulevard Castilhos França, Mercado do peixe e Forte do Presépio.


C

Mercado de Carne, Mercado do peixe, Solar da Beira e Praça Pedro II.


D

Mercado de Carne, Mercado do peixe, Igreja da Sé e Forte do Presépio.


E

Teatro da Paz, Boulevard Castilhos França, Mercado do peixe e Praça Pedro II.

Os jardins do Ministério de Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, projetados por Burle Marx em 1938, constitui marco inicial do modernismo na arquitetura paisagística nacional.


Assinale a opção que apresenta uma característica desse jardim que norteou o projeto de Marx.


A

Caráter recreativo.


B

Formas sinuosas.


C

Composição clássica.


D

Rigidez formal.


E

Linguagem eclética.

Os elementos da arquitetura de Le Corbusier são pilotis, planta livre, fachada livre, janela em fita e terraço jardim. No que se refere à janela em fita, esta


A

surge para facilitar a elevação do prédio do chão.


B

facilita a comunicação direta entre o dentro e o fora, ou seja, traz a paisagem para dentro da casa.


C

facilita a independência das paredes em relação à estrutura, o que permite a flexibilização do espaço.


D

transfere o solo ocupado pelo prédio para cima.


E

possibilita a introspecção do espaço, o que fundamenta o conceito de domesticidade da casa.

Burle Marx viveu em Recife, entre 1934 e 1937, onde atuava como chefe do setor de parques e jardins da diretoria de arquitetura e urbanismo de Pernambuco. Nesse período, ele lançou as bases de sua carreira, que incluíram


A

reflexão sobre o paisagismo no espaço público como disciplina autônoma e fortemente ancorada em movimentos internacionais de composição paisagística.


B

preferência por temas prosaicos e pitorescos representados em jardins interiores de pequena escala.


C

valorização de desenhos de piso e elementos fabricados como componentes principais da comunicação artística, em detrimento da vegetação.


D

concepção da vegetação como meio de amenizar o clima e a poluição urbana, além de emprego e valorização da flora autóctone.


E

formulação de pressupostos e princípios de ação, sobretudo por meio do desenho, excluindo experiências botânicas.

Segundo Gordon Cullen paisagem urbana é a arte de organizar visual e sensorialmente um conjunto de edifícios, ruas e espaços constituem o ambiente urbano. Assinale a alternativa que apresenta os três aspectos estruturantes no conceito de paisagem de Cullen.


A

Pessoas, edifícios e ruas


B

Desníveis, cheios e vazios


C

Ótica, local e conteúdo


D

Texturas, ponto focal e monumentalidade

O arquiteto austríaco Camillo Sitte, autor de planos de ampliação de algumas cidades austríacas, observa a paisagem da cidade moderna e releva seus inconvenientes.


Assinale a opção que apresenta um desses inconvenientes.


A

Composições assimétricas a qualquer custo.


B

Monumentos deslocados do centro geométrico das praças.


C

Espaços inarticulados e desproporcionais à arquitetura.


D

Ambientes pitorescos, mas sem uniformidade.


E

Recintos com irregularidade excessiva.

   
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