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É de suma importância o conhecimento das necessidades e das exigências de cada espécie, no que se refere ao cultivo, à localização e ambientação adequada, ao tratamento e cuidados específicos. Para essa empreitada, faz-se necessária a utilização de conhecimentos de Botânica, Ecologia, Fitogeografia e Agronomia.
Nesse contexto, relacione as áreas de conhecimento da COLUNA I com as respectivas informações fornecidas por cada uma delas dispostas na COLUNA II:
COLUNA I
1- Botânica.
2- Ecologia.
3- Fitogeografia.
4- Agronomia.
COLUNA II
( ) Trará informações necessárias para a compreensão do habitat das plantas, fornecendo os subsídios necessários para a correta utilização das espécies escolhidas.
( ) Dará suporte à compreensão da fisiologia da planta, ou seja, demonstrará como elas “funcionam”.
( ) Dará suporte necessário ao manejo do solo e das plantas e ao “controle” do jardim, seja para a manutenção da saúde nutricional das plantas, seja para o controle de pragas.
( ) Dará as informações necessárias para a compreensão dos mecanismos de adaptação da planta e suas relações de convívio com outras no novo ambiente – o jardim.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
2 1 4 3.
2 4 1 3.
3 1 4 2.
3 4 1 2.
Analise as figuras de 23 a 26 para responder à questão 30.

Figura 23: Praça Eliane, Casa Cor SP 2016, de Alex Hanazaki
Disponível em: <http://www.eliane.com/blog/casa-cor-sp>. Acesso em: 15 set. 2017.

Figura 24: Praça Eliane, Casa Cor SP 2016, de Alex Hanazaki
Disponível em: <http://www.eliane.com/blog/casa-cor-sp>. Acesso em: 15 set. 2017.

Figura 25: Praça Eliane, Casa Cor SP 2016, de Alex Hanazaki
Disponível em <http://www.eliane.com/blog/casa-cor-sp>. Acesso em: 15 set. 2017.

Figura 26: Praça Eliane, Casa Cor SP 2016, de Alex Hanazaki
Disponível em: <http://www.eliane.com/blog/casa-cor-sp>. Acesso em: 15 set. 2017.
O projeto paisagístico de Alex Hanazaki, para a Casa Cor 2016, aproveita as árvores existentes e propõe o conceito
orgânico, muito comum nos jardins ingleses do século XIX, revisitados neste projeto pela presença do espelho d’água com cascata junto ao muro e pelo pergolado lateral.
clássico, apresentando um equilíbrio rígido e formal, caracterizado por linhas geométricas cujos círculos, retângulos e semicírculos formam uma paisagem de topiarias teatrais.
geométrico, envolvido pela ideia de brutalismo e tropicalismo brasileiro, evidenciados nas formas cúbicas e plantas nos canteiros, que dão a impressão de serem flutuantes.
oriental, caracterizado pela organicidade do espelho d’água com passeio integrado, sugerindo uma atualização dos lagos tradicionais japoneses com pontes.
“Esse conceito foi pensado há bastante tempo, mais precisamente no Egito antigo, porém, definido como conceito arquitetônico apenas em 1920, pelo arquiteto modernista Charles-Edouard Jeanneret-Gris, mais conhecido como Le Corbusier. Foi ele quem desenvolveu a ideia com a intenção de compensar a pegada ambiental causada pela construção no terreno e proporcionar uma maior qualidade de vida às pessoas através de áreas de lazer. O conceito era tão importante que passou a ser considerado um dos pontos fundamentais da nova arquitetura e com sua grande difusão serviu de influência para vários outros arquitetos. Para Le Corbusier, as cidades modernas encontravam-se asfixiadas, sem áreas verdes suficientes, inviabilizando uma boa qualidade de vida aos cidadãos.” Então, propôs que todas as construções tivessem seu próprio
terraço-jardim.
jardim sob pilotis.
jardim de inverno.
espaço interno ajardinado.
Na história da arte dos jardins, o jardim clássico ou formal, exemplificado pelos jardins do antigo Egito ou do estilo francês, é marcado pela liberdade de formas e assimetria.
Certo
Errado
Segundo ABBUD, nos cortes transversal e longitudinal, respectivamente, da figura abaixo, ao longo das ruas, o plantio de árvores verticais desenha túneis verdes também verticais que podem equilibrar a presença das edificações, especialmente se forem muito próximas e altas.

Porém, podem atrapalhar a vista e a insolação das casas e apartamentos, principalmente se o recuo frontal desses imóveis for pequeno e a calçada estreita, indicando que árvores verticais podem:
A influência da vegetação e da arborização na temperatura do ar, principalmente em locais de clima tropical e subtropical úmido, está relacionada com o controle da radiação solar, ventilação e da umidade relativa do ar que ameniza em muito o rigor térmico da estação quente.
De acordo com os autores Lúcia Mascaró e Juan Mascaró do livro Vegetação Urbana (2002), em quantos graus a temperatura do ar é menor sob os grupos arbóreos em relação as áreas expostas à radiação solar?
De 1 °C a 2 °C
De 3 °C a 4 °C
De 5 °C a 6 °C
De 7 °C a 8 °C
Podemos considerar como elementos de comunicação no jardim: linha, forma, textura e cor.
Certo
Errado
“A ideia [da casa] era simples: eles tinham um parque magnífico formado por um campo cercado de árvores; eles desejavam viver no campo; eles estariam ligados a Paris por um caminho de 30 quilômetros de automóvel. Vai-se portanto até a porta da casa de carro, e é o arco mínimo de curvatura do automóvel que fornece a dimensão mesma da casa. O automóvel entra sob o pilotis, contorna os serviços comuns, para no meio, na porta do vestíbulo, entra então na garagem ou segue seu caminho de saída: eis o fundamental. Outra coisa: a vista é muito bonita, a grama é uma coisa bela, a floresta também: se tocará neles o mínimo possível. A casa se colocará em meio à grama como um objeto, sem molestar nada.”
(Le Corbusier.)
Pilotis, planta livre, janela em fita, fachada livre e terraço-jardim são conceitos que permitiram tornar os elementos constitutivos do projeto independentes uns dos outros, possibilitando a maior liberdade de criação na arquitetura moderna de Charles-Edouard Jeanneret-Gris (Le Corbusier). Esses conceitos ficaram conhecidos como:
Menos é mais ou “less is more”.
Cinco modulares de Le Corbusier.
Cinco pontos da arquitetura moderna.
Cinco alicerces da arquitetura contemporânea.
No princípio da escala, a preocupação do paisagista deve ser concentrada na harmonia entre as distâncias ou medidas verticais e horizontais. Com esse princípio, pode-se passar aos usuários da paisagem sensações de liberdade ou enclausuramento, dependendo da disposição dos elementos da paisagem.
Certo
Errado
O Parque Ecológico Sitiê, na Favela do Vidigal, no Rio de Janeiro, tornou-se conhecido e premiado, principalmente, devido ao fato de
ter seu projeto elaborado pelo renomado paisagista Cristóvão Duarte, que defende o paisagismo como garantia de uma cidade mais justa e democrática, o chamado verde social.
ter transformado um depósito de lixo em um parque ecológico, cuja ideia surgiu de dois moradores do Morro do Vidigal, que começaram um processo de reflorestamento, incluindo mudas advindas do Jardim Botânico.
ter sido uma iniciativa de um grupo de estudantes da disciplina de Paisagismo do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, que incentivou a comunidade a fazer, além de horta com legumes, verduras, temperos e frutas.
ter sido implantado pela Operação Brasil, com colaboração internacional para o desenvolvimento social. A equipe de voluntários levou uma maquete para que os moradores pudessem visualizar melhor o projeto.
Na evolução histórica dos jardins, o estilo contemporâneo, com influência __________, destaca-se por ser informal; assimétrico; limitado a formações naturais; caminhos sinuosos; amplos relvados; árvores isoladas, agrupadas ou a grandes maciços irregularmente distribuídos.
Assinale a alternativa que representa as palavras que preenchem CORRETAMENTE a lacuna no texto:
Oriental e Inglesa
Egípcia e Medieval
Grega e Romana
Romana e Persa
Francesa e Inglesa
O planejamento ambiental visa à incorporação dos valores ecológicos nos planos e projetos urbanos. Nesse sentido, pesquisadores têm desenvolvido o conceito de infraestrutura verde urbana, que seria o conjunto de espaços abertos ou áreas verdes que ligam o meio urbano ao campo vizinho. Sobre a infraestrutura verde, assinale a alternativa correta.
A infraestrutura verde é uma alternativa mais custosa que uma infraestrutura urbana tradicional.
A infraestrutura verde pode fornecer importantes contribuições para um desenho ecologicamente mais eficiente da cidade.
A infraestrutura verde não permite aliar a manutenção ou recuperação de fragmentos de vegetação com os demais usos urbanos.
A infraestrutura verde pode criar um retorno financeiro de curto prazo em termos de valor das propriedades, investimentos urbanos e aumento da base fiscal municipal.
Os espaços livres podem conectar fragmentos de vegetação, conduzir as águas com segurança e oferecer melhorias microclimáticas, em detrimento de melhorias estéticas.
Desde o início dos anos 2000, a produção paisagística brasileira vem assumindo grande relevância em intervenções arquitetônicas e urbanísticas relativas ao tratamento de espaços livres e a concepção de planos territoriais e urbanos. A tendência contemporânea da relação entre os projetos arquitetônico, urbano e paisagístico aponta para a
preocupação ambiental, com foco na preservação de espécies estrangeiras em parques públicos.
concepção do projeto paisagístico como objeto artístico, em que a paisagem intocada e selvagem é o princípio definidor do projeto.
recuperação de nascentes e cursos d’água em metrópoles, principalmente em comunidades urbanas alojadas em áreas degradadas.
elaboração de projetos paisagísticos voltados à urbanização padronizada de praças públicas em áreas residenciais de pequenas cidades.
concepção de paisagens de reunião das diversidades urbanas, biofísicas, perceptivas, socioeconômicas e culturais, considerando a paisagem como algo vivo e mutante.
O conhecimento sobre o crescimento das raízes das árvores é essencial para evitar os recorrentes problemas observados nas calçadas das cidades que, com frequência, acabam resultando na derrubada das mesmas. Analise as afirmativas abaixo e assinale a opção que contém as informações CORRETAS:
I. Quando o lençol freático é alto, com a água próxima da superfície do solo, e as espécies não são adaptadas a esse habitat, as raízes tendem a subir, buscando ar para sua sobrevivência. Nesse processo, podem prejudicar pisos e passeios do seu entorno.
II. Em geral, as raízes das árvores se desenvolvem no solo ocupando um volume semelhante ao da copa.
III. Árvores de copa vertical possuem raízes pivotantes, que são mais profundas e servem de ancoragem de resistência aos ventos fortes.
IV. As árvores de copa horizontal desenvolvem raízes também horizontais, que compensam o peso e o balanço de galhos extensos. Tendem a aflorar no solo, podendo levantar pisos que estiverem por perto.
Somente as afirmativas II e III estão corretas.
Somente as afirmativas II e IV estão corretas.
Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
Pode-se conceituar o projeto de Paisagismo como o conjunto de elementos construídos ou naturais que visa a organizar e disciplinar o uso dos espaços externos, e à recomposição da paisagem, de modo a integrá-la com o edifício, ou com o conjunto de edifícios, protegendo e conservando o solo naturalmente e contribuindo para o conforto ambiental. Dentre as orientações a seguir, assinale aquela INADEQUADA, e que, por isso, não deve ser adotada no projeto de Paisagismo de obras públicas:
O projeto deve explorar as potencialidades da área onde será implantado, verificando a vegetação existente, suas características e porte, a fim de delimitar as áreas a serem preservadas, quer pelo porte, quer por se tratar de vegetação existente ou em regime de proteção, ou outra razão.
Sempre que for possível, deve-se priorizar o uso de elementos já existentes no local, porque se adaptam melhor às condições ecológicas regionais e às características visuais da paisagem, considerando também a maior facilidade de obtenção, com consequente diminuição dos custos de implantação e conservação.
Ao escolher e distribuir a vegetação a ser utilizada, deve ser respeitado sempre o porte médio das espécies adultas, sendo estabelecido o espaçamento adequado para o plantio. Desta forma, são evitadas podas deformantes ou que ponham em risco a segurança da construção, quando em crescimento.
Sempre que for possível, a área do projeto deve ser protegida contra a erosão pluvial através de estudo do terreno, mantendo ou refazendo as linhas naturais de escoamento de águas, protegendo essas linhas por meio de vegetação ou pavimentação e fixando o solo desprotegido, por meio de plantio ou impermeabilização.
Sempre que for possível, deve-se priorizar a retirada de espécies autóctones, isoladas, arbóreas ou arbustivas, aproveitando-as como terra orgânica a ser utilizada em trabalhos de terraplanagem, de forma a promover o uso de estratos vegetais com composição local.
Assinale a alternativa em que (todas) a(s) afirmativa(s) está(ão) INCORRETA(S):
I. Pode-se denominar micropaisagismo quando se faz paisagismo com escalas entre 1:5000 a 1:50.000.
II. O material de trabalho do paisagista constitui-se de anseios do usuário, solo (geologia e relevo), flora, fauna, recursos hídricos e minerais, condições ambientais, além de dedicação e paciência.
III. No paisagismo natural do Rio Grande do Sul há sete regiões geomorfológicas (formação e relevo dos solos), seis regiões fitoecológicas (formação das comunidades vegetais) e áreas de tensão ecológica, que são áreas de transição.
IV. Denomina-se de macropaisagismo quando o trabalho é realizado com escalas menores que 1:50 a 1:1000.
I, II, III e IV.
Apenas I e III
Apenas I e IV.
Apenas II, III e IV
Apenas I, III e IV.
O histórico do paisagismo no Brasil é marcado por uma série de fatos históricos e nomes importantes, sendo um, dos principais, Roberto Burle Marx, o qual
por não ser brasileiro realizou seus projetos com predominância de espécies exóticas, produzidas nos hortos reais de Belém, Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo.
demonstrou em seus projetos uma linguagem paisagística moderna, com um conceito de jardim como obra de arte, somado a uma dimensão natural, ecológica e ambiental.
sempre compunha seus projetos com margaridas, rosas, jasmins, hibiscos, copos de leite, dálias, dracenas, agapantus; espécies trazidas da Ilha da Madeira, em Portugal.
foi contratado por Dom Pedro I para implantar o jardim do Palácio de Verão em Petrópolis, criando um dos mais importantes viveiros de mudas dessa região.
buscava, em seus projetos, usar mesas de mármore, pérgolas, espelhos d’água, vasos com ciprestes e floreiras, visando uma simetria em seus jardins, com plantas podadas e labirintos.
O termo forração, no paisagismo, diz respeito àquelas espécies geralmente herbáceas, de pequeno e médio porte, e que proporcionam uma cobertura do solo. Deste modo, assinale a alternativa que corresponde a um exemplo de planta de forração.
Rhipsalis baccifera (ripsális).
Pereskia grandiflora (ora-pro-nobis).
Opuntia microdasys (orelha-de-coelho).
Cereus peruvianus (mandacaru).
Ajuga reptans (ajuga).
Considerando a aplicação de espécies arbóreas para a arborização urbana e o porte médio de espécies, nas classificações técnicas usuais (pequeno, médio, grande porte), é correto afirmar que
entre espécies de grande porte recomenda-se, em média, espaçamento de 10 m para evitar interferência entre copas e raízes.
não é recomendável, na arborização de passeio, mescla de espécies de pequeno e grande porte, por dominância ecológica.
relações de dominância ecológica entre espécies de diferentes portes induzem a maior biodiversidade no ambiente urbano.
processos de ecogênese ocorrem na interação entre espécies nativas em arbustivas e arbóreas, com melhoria genética.
não havendo simetria entre copa e sistema radicular, a distância entre caules de espécies de médio porte em passeio é de 5 m.