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Os estudos sobre segurança da informação mostram-se, nos últimos anos, na área limítrofe entre a gestão e segurança da informação normalizadas e orientadas e a gestão e segurança da informação em ambientes não controlados. Este limite surge quando se pensa que tanto a gestão da informação, quanto a segurança da informação eram tópicos encarados dentro de uma perspectiva de hubs ou silos informacionais, ou seja, a informação teria obrigatoriamente que passar por “alguém” que poderia aplicar, sobre ela, um projeto de gestão informacional que levasse em conta aspectos relativos à segurança, por exemplo. Isto ocorria até meados dos anos 2000, quando o posicionamento do ambiente virtual era muito mais de download do que de “interação”. Foi a época de ouro dos portais de informações, ou grandes agregadores de dados, que possibilitavam aos geradores de mídia a implantação de políticas de gestão voltadas para seus interesses, sejam econômicos, políticos ou sociais. Com o advento de fenômenos como as redes sociais, em primeiro lugar – Facebook, Twitter – e com os acessos peer to peer (P2P), que independem de um órgão centralizador como WhatsApp e Telegram, por exemplo, a ligação entre o gerador da informação e o alvo desta informação torna-se cada vez mais direta, e é esta a grande preocupação atual no sentido de que a segurança da informação deixou de ser uma característica que possa ser imposta ou gerenciada, e está passando para um terreno onde não há nenhum tipo de regulação possível.
(Extraído de: NASSIF, Mônica Erichsen; RESENDE, Walisson da Costa.
Gestão da informação e do conhecimento e suas relações com segurança
da informação, tecnologias da informação e compartilhamento. Ciência da
Informação, [S.l.], v. 45, n. 3, feb. 2018. ISSN 1518-8353. Disponível em:
<http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/4052/3568>.
Acesso em: 07 jan. 2019. https://doi.org/10.18225/ci.inf..v45i3.4052. Com
adaptações.)
Com base no texto, é correto inferir que é necessário encarar a necessidade do surgimento de
uma cultura de segurança da informação.
uma política de segurança da informação.
novos atores do cenários das redes sociais.
uma democratização dos detentores da informação.
uma nova governança sobre a informação digital.