Eleonora Fabião, ao discorrer sobre “Corpo Cênico, Estado...
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Eleonora Fabião, ao discorrer sobre “Corpo Cênico, Estado...

Eleonora Fabião, ao discorrer sobre “Corpo Cênico, Estado Cênico” (2010), escreve:

Imagino a praia às nove da manhã. Maresia, azul e luz. Lembro da sensação da correnteza repuxando as pernas e os passos, do impacto firme da primeira onda e chuá. Mergulho: água fria no couro cabeludo quente. Submersa: que passem por mim ondas de ondas, fluxos e refluxos do tempo. Olho em volta: a firmeza da paisagem apesar do mar, do vento e do pássaro: a vertigem do fixo-móvel. Já fora d’água: o corpo distendido no espaço. A praia se foi com uma onda e eu fiquei na sala – salgada. Imaginar transforma a matéria. Rememorar transforma a matéria.

Revista Contrapontos - Eletrônica, Vol. 10 - n. 3 - p. 321-326 / set-dez 2010.

Nesse contexto, o pensamento de Fabião versa sobre


A

o corpo cênico que potencializa um devir mulher água.


B

o corpo da cena que inventa uma dimensão irreal.


C

a fluidez e a temporalidade contínua como uma onda.


D

a temporalidade e a espacialidade do corpo cênico.


E

o corpo da cena, que é a matriz fluxo-espacial do texto.