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“A questão central do ensino de Arte no Brasil diz respeito a um enorme descompasso entre a produção teórica, que tem um trajeto de constantes perguntas e formulações, e o acesso dos professores a essa produção, que é dificultado pela fragilidade de sua formação, pela pequena quantidade de livros editados sobre o assunto, sem falar nas inúmeras visões preconcebidas que reduzem a atividade artística na escola a um verniz de superfície, que visa as comemorações de datas cívicas e enfeitar o cotidiano escolar. Em muitas escolas ainda se utiliza, por exemplo, o desenho mimeografado com formas estereotipadas para as crianças colorirem, ou se apresentam musiquinhas indicando ações para a rotina escolar [...]” (BRASIL, 1997, p. 25-26).
Esse trecho está descrito nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Artes para o Ensino Fundamental e descreve as dificuldades ainda enfrentadas no que se refere ao ensino da Arte no Brasil. Partindo dessas constatações, o documento formula alguns princípios inerentes à área da Arte, de modo a orientar os professores em sua atuação profissional. São princípios da Arte descritos nos Parâmetros Curriculares Nacionais, EXCETO:
O universo da arte caracteriza um tipo particular de conhecimento que o ser humano produz a partir das perguntas fundamentais que desde sempre se fez com relação ao seu lugar no mundo.
O desenvolvimento do pensamento artístico, da percepção estética e da imaginação são princípios trabalhados pela Arte.
Apenas um ensino criador, que favoreça a integração entre a aprendizagem racional e estética dos alunos, poderá contribuir para o exercício conjunto complementar da razão e do sonho, no qual conhecer é também maravilhar-se.
A manifestação artística não tem nada em comum com o conhecimento científico, técnico e filosófico por conta de seu caráter de criação e inovação.
A Arte deve ser compreendida como um objeto de conhecimento. O conhecimento artístico, como produção, fruição e reflexão.