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Considerando uma perspectiva inclusiva de ensino da Dança e o papel docente na mediação das relações estabelecidas no coletivo, a decisão pedagógica que melhor articula inclusão, acessibilidade atitudinal e autonomia de um estudante neurodivergente é
manter esse estudante na apresentação final adaptando sua participação na coreografia com uma sequência simplificada e previamente ensaiada. Paralelamente, explicar à turma a necessidade de adaptação de acordo com as características do estudante, e da colaboração coletiva para que todos possam participar.
garantir a participação do estudante no processo de criação respeitando sua decisão de não participar da apresentação, adaptando a proposta para que a experiência do processo não dependa necessariamente da apresentação final. Problematizar com a turma expectativas quanto a padrões e uniformidade, legitimando diferentes formas de dançar e se expressar na dança.
respeitar a escolha do estudante de não participar da apresentação final, e, para evitar novos conflitos, propor a ele atividades individuais de improvisação e criação, dando continuidade à proposta inicial. Assim, cada estudante poderá participar da experiência de dança de acordo com suas próprias características e interesses.
manter o estudante na apresentação coletiva, garantindo que todos os estudantes tenham acesso às mesmas experiências. Negociar com ele uma forma de participação, incentivando-o a superar gradualmente seu desconforto e demonstrando ao grupo como acolher as diferenças sem que ninguém seja excluído do processo.
suspender a apresentação final e substituir a composição coletiva por um aprofundamento na vivência de improvisação. Permitir que cada estudante desenvolva consciência da própria expressão na dança, sem que expectativas de padronização do movimento ou exposição pública constituam barreiras à participação.