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André Lepecki (2012) aborda de que modo a coreografia hoje...

André Lepecki (2012) aborda de que modo a coreografia hoje pode ser usada simultaneamente como prática política e como enquadramento teórico que mapeia, de modo incisivo, performances de mobilidade e mobilização em cenários urbanos de contestação. Assim, a coreografia


A

deve ser entendida como imagem, alegoria ou metáfora da política, tendo caráter social implícito em toda obra de arte. A metalinguagem é a escolha particular e o caminho para criação.


B

aciona uma pluralidade de domínios virtuais – sociais, políticos, econômicos, linguísticos, somáticos, raciais, estéticos, de gênero – e os entrelaça no seu muito particular plano de composição.


C

tem conferido ao intérprete uma relação de poder e de confrontos, como no manifesto da não dança de Ivone Rainer, em que o corpo é o provedor de emoções e de drama, utilizando elementos constitutivos dos jogos coreográficos.


D

tem buscado práticas e enquadramentos nos roteiros, filmes e nas trilhas dramatúrgicas. Em toda forma de dança existe uma coreografia, mesmo na contemporânea, que mobiliza uma representação gráfica e textual.