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Estudos recentes desenvolvidos no âmbito acadêmico brasileiro têm ampliado a compreensão sobre os múltiplos significados da má nutrição, afastando-se da ideia restrita de que ela se resume apenas à fome ou à desnutrição. Pesquisas baseadas em dados públicos e séries históricas nacionais evidenciam que fatores como gênero, raça, cor da pele e classe social influenciam de forma significativa a ocorrência tanto da desnutrição quanto do excesso de peso. Nesse contexto analítico, a obesidade passa a ser compreendida como parte de um quadro mais amplo de insegurança alimentar e nutricional. A partir dessas considerações, qual interpretação expressa corretamente o conceito de má nutrição apresentado no texto?
A má nutrição é um problema restrito a períodos de crise econômica e desaparece em contextos de maior proteção social.
A má nutrição refere-se exclusivamente à falta de alimentos suficientes para suprir as necessidades calóricas da população.
A obesidade constitui um fenômeno desvinculado da insegurança alimentar, estando relacionada apenas a escolhas individuais.
A má nutrição abrange simultaneamente desnutrição e excesso de peso, sendo ambas associadas à insegurança alimentar e às desigualdades sociais.
O Mapa da Fome, iniciativa da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), é um indicador que revela em quais países
a importação de alimentos é insuficiente.
a produção agrícola é exportada para o exterior.
o desperdício alimentar inexiste.
a população está mais de 2,5% subnutrida.
Em julho de 2025, o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome. O "Mapa da Fome" é um indicador global para a subalimentação. De acordo com os critérios da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um país é incluído nesse mapa quando:
Apresenta níveis de insegurança alimentar moderada em 10% da população.
Sua produção agrícola é insuficiente para o consumo interno.
Mais de 2,5% de sua população enfrenta subalimentação grave.
O número absoluto de pessoas subalimentadas ultrapassa 1 milhão.
O relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025, da ONU, apontou que o Brasil saiu do Mapa da Fome pela segunda vez. A primeira saída ocorreu em 2014, mas o país retornou ao mapa em 2019. Considerando a trajetória brasileira e os critérios do Mapa da Fome, é correto afirmar que:
A Food and Agriculture Organization (FAO − Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) utiliza como critério principal o Índice de Desenvolvimento Humano, e o Brasil saiu do mapa por ter melhorado seus indicadores educacionais.
A prevalência de subnutrição é o critério primordial para inclusão no Mapa da Fome e o Brasil alcançou índice inferior a 2,5% da população nessa condição.
O critério para inclusão no Mapa da Fome é a insegurança alimentar leve, e o Brasil saiu por ter reduzido o desperdício de alimentos no varejo.
A saída do Mapa da Fome em 2025 resultou do aumento das exportações de commodities, que elevou a renda média da população rural brasileira.
O retorno do Brasil ao Mapa da Fome em 2019 decorreu de eventos climáticos extremos que comprometeram a produção agrícola nacional no período.
A segurança alimentar é garantida quando a população tem acesso regular e permanente a alimentos de qualidade. Qual política pública brasileira teve papel fundamental na redução da fome entre 2003 e 2014?
Fome Zero.
Lei Rouanet.
Programa Nacional de Imunização.
Reforma Trabalhista.


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O desperdício de alimentos é um problema global com impactos ambientais, econômicos e sociais. De acordo com o Índice de Desperdício de Alimentos 2024 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o planeta desperdiçou mais de 1 bilhão de toneladas de comida em 2022. A gastronomia é parte essencial do turismo, mas a fartura que encanta visitantes também gera grandes quantidades de descarte. Estudos apontam que o setor de hospitalidade contribui significativamente para esse cenário. Considerando os fatores que agravam o desperdício de alimentos nesse setor, assinale a alternativa correta:
A redução do desperdício depende da diminuição da oferta gastronômica nos destinos turísticos.
Os restaurantes mantêm controle rigoroso das quantidades produzidas, sendo o desperdício causado pelos próprios turistas.
A abundância nos bufês não influencia o volume de descarte, pois os alimentos são integralmente consumidos.
O desperdício ocorre principalmente devido à baixa qualidade dos alimentos oferecidos aos turistas nos estabelecimentos.
A falta de controle de quantidade nos restaurantes e a hiperprodução nas cozinhas para evitar desabastecimento são fatores agravantes.
A alimentação é uma prática social e cultural. Adotar uma alimentação adequada e saudável para a criança é uma forma de fortalecer sistemas alimentares sustentáveis. Analise as afirmativas a seguir sobre a alimentação materna e marque V (Verdadeiro) ou F (Falso):
(__)A amamentação deve ser mantida até os dois anos de idade ou mais, sendo exclusiva até os seis meses de vida.
(__)Durante a amamentação exclusiva, recomenda-se oferecer água, sucos e papinhas para complementar a nutrição do bebê.
(__)Mesmo em regiões quentes e secas, o leite materno é suficiente para hidratar o bebê, não havendo necessidade de outros líquidos.
(__)Oferecer alimentos antes dos seis meses pode trazer riscos à saúde do bebê, aumentando a chance de doenças e interferindo na absorção de nutrientes.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA de cima para baixo.
V, F, F, V.
F, F, V, F.
V, F, V, V.
V, V, F, F.
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) define “segurança alimentar” como uma condição que vai além da produção de alimentos, envolvendo aspectos de acesso, qualidade e adequação nutricional. Assinale a alternativa que expressa corretamente essa definição.
Garantia de autossuficiência agrícola dos países.
Controle estatal sobre toda a produção agrícola.
Exclusão de alimentos industrializados das dietas.
Disponibilidade de alimentos, acesso a eles e qualidade nutricional adequada.
O governo brasileiro e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) firmaram parceria para apoiar populações vulneráveis da América Latina e do Caribe. Essa iniciativa de cooperação visa promover sistemas alimentares urbanos mais eficientes, inclusivos, sustentáveis e resilientes, com o objetivo de erradicar a fome e todas as formas de má-nutrição nos países da região. Para isso, o governo do Brasil e a FAO trabalharão conjuntamente no fortalecimento das capacidades dos governos nacionais e subnacionais nas seguintes áreas-chave:
I. produção, oferta, consumo e acesso a alimentos saudáveis.
II. resiliência dos sistemas alimentares urbanos e periurbanos.
III. governança participativa, intersetorial e multinível em matéria de segurança alimentar e nutricional (SAN) no contexto das discussões estratégicas sobre sistemas alimentares.
Está correto o que se apresenta em
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Em julho de 2025, o Brasil foi oficialmente retirado do Mapa da Fome da ONU, conforme anúncio feito pela FAO durante a Cúpula de Sistemas Alimentares em Adis Abeba. Essa conquista histórica foi alcançada em apenas dois anos de governo e reflete o impacto direto de políticas públicas voltadas à segurança alimentar. Com base no relatório da FAO, qual foi o indicador que permitiu essa retirada?
Redução da pobreza extrema para menos de 10% da população.
Queda da taxa de subnutrição para menos de 2,5% da população.
Aumento da produção agrícola em 25%.
Expansão do Bolsa Família para mais de 25 milhões de beneficiários.


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Nesse território de desigualdades extremas, em que a fartura e a escassez convivem sem pudores, menos da metade (42,2%) da população tem acesso estável a alimentos em quantidade e qualidade adequados. Os outros 57,8% de brasileiros residentes em áreas urbanas convivem com algum tipo de insegurança alimentar, segundo dados de 2022 [...].
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/folha-social-mais/2023/12/cidades-do-pais-tem-fome-escancarada-nas-ruas-e-oculta-nas-periferias.shtml?utm_source=whatsapp&utm_ medium=social&utm_campaign=compwa. Acesso em: 20 jan. 2023.
A insegurança alimentar existe quando
afeta diretamente as pessoas que residem em áreas urbanas.
o acesso a alimentos de forma regular, em quantidade e qualidade, é insuficiente.
mais da metade da população do país não tem acesso a alimentos.
ocorre a falta de comida na maioria das mesas dos domicílios do país.
Leia o texto a seguir.
De acordo com o relatório Índice de Desperdício de Alimentos de 2024 emitido pela ONU, o desperdício de alimentos apresenta impactos ambientais, sociais e econômicos substanciais.
Disponível em: <https://www.ipcc.ch/srccl/chapter/chapter-5/>. Acesso em: 21 ago. 2024.
Dentre os efeitos ambientais causados pela perda e desperdício de alimentos estão
os derretimentos das calotas polares.
as manutenções de áreas naturais ao redor do globo terrestre.
as disponibilidades de áreas destinadas à produção de alimentos.
as emissões globais de cerca de 8% a 10% de gases de efeito estufa.
O diretor-geral da agência (FAO), José Graziano da Silva [...] cita como exemplo [...] o Brasil que “praticamente conseguiu eliminar a fome em menos de 10 anos”. Em 2001, 11% da população brasileira não tinha o suficiente para se alimentar. Este índice passou para 2% em 2010.
Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2018/10/1643882. Acesso em: 14 ago. 2023.
Em 2022 a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que o Brasil voltou ao mapa da fome. A prevalência da insegurança alimentar grave atingiu 15,4 milhões de brasileiros, ou seja, 7,3% da população, entre 2019 e 2021. Os números do inquérito mostram que a prevalência da fome se dá entre as mulheres negras que são chefes de família nas regiões Norte e Nordeste.
Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/08/12/a-fome-do-brasil-e-negra-feminina-e-vive-nas-regioes-norte-e-nordeste.htm. Acesso em: 14 ago. 2023.
O primeiro texto foi publicado em 2018 e, o segundo, em 2023. Os dados apresentados por ambos em relação à fome no Brasil revelam, entre outros elementos, que
a pandemia da Covid-19, entre 2020 e 2022, contribuiu para o retorno do Brasil ao mapa da fome.
as análises não permitem comparação porque, se a primeira é geral, a segunda apresenta recorte de raça e região.
o Brasil, ao reduzir potencialmente a insegurança alimentar, é apontado pela FAO/ONU como exemplo a seguir.
os dados são instáveis, variando conforme a sazonalidade climática, favorecendo ou prejudicando a agricultura.
Leia os textos abaixo sobre falta de comida e produção de alimentos no Brasil:
Dos 204 milhões de brasileiros, 64 milhões viviam com algum grau de insegurança alimentar em 2023, o que representa 29,6% do total. O número é melhor que o da pesquisa anterior (2017/2018), quando 36,7% da população vivia em insegurança alimentar, mas ainda é maior que os 22,6% registrados em 2013, ano do melhor resultado da série histórica. A dificuldade em colocar comida na mesa é maior nos lares com crianças e adolescentes”.
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2024/04/25/. Acesso em: 25 abr. 2024.
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de comida, sendo hoje o maior exportador mundial de vários alimentos, a exemplo da carne e da soja. Segundo pesquisas, a produção de alimentos do Brasil é suficiente para alimentar mais de 800 milhões de pessoas.
Analisando as informações dos textos sobre a situação alimentar da população e a produção de alimentos no Brasil, é CORRETO afirmar que:
A insegurança alimentar atinge boa parte da população brasileira, sobretudo nos lares com crianças e adolescentes.
A produção agrícola e de alimentos do Brasil é insuficiente para alimentar sua grande população.
A proporção de brasileiros que vive em situação de insegurança alimentar aumentou nos últimos cinco anos.
Mais da metade da população brasileira enfrenta o problema da falta ou da insuficiência de comida.
A falta de comida no Brasil ocorre porque o país exporta toda sua produção de soja e de carnes.
Várias entidades internacionais atuam sobre questões relativas à pesca e à aquicultura. Entre elas, a responsável por promover a conservação e o uso sustentável dos recursos pesqueiros em nível global, além de gerenciar acordos internacionais sobre pesca, é a(o)
Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Organização Mundial do Comércio (OMC).
Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (CESNU).
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).


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De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da Organização Pan-Americana da Saúde, do Programa Mundial de Alimentos (WFP) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), na América Latina e no Caribe, a má nutrição infantil é um problema que, em suas diversas formas, continua afetando crianças e adolescentes. A desnutrição e o sobrepeso infantil são duas faces da mesma moeda e requerem uma abordagem abrangente. O excesso de peso infantil aumentou de forma alarmante nas últimas duas décadas, ameaçando a saúde e o bem-estar das crianças. Isso posto, analise as asserções a seguir:
I.É necessário manter as pessoas no centro do conjunto de soluções contra a insegurança alimentar e a má nutrição, particularmente no atual contexto de emergência climática.
II.Ainda não se conseguiu melhorar de modo significativo os números anteriores à crise desencadeada pela pandemia de COVID-19. Com isso, se está, cada vez mais, distanciando-se do cumprimento da agenda 2050.
III.É preciso promover ações que protejam as pessoas mais vulneráveis e transformem os sistemas alimentares por meio de políticas públicas holísticas para promover alimentação saudável e acessível.
É correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
III, apenas.
II, apenas.
I, apenas.
I, II e III.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o mel é um alimento saudável, nutritivo e natural. Sobre o assunto, assinalar a alternativa INCORRETA:
O mel é rico em sais minerais, enzimas, vitaminas e proteínas, características estas que lhe conferem benefícios nutricionais.
O consumo de mel pode ser eficaz no tratamento da dor de garganta graças às suas propriedades anti-inflamatórias, antivirais e antifúngicas.
Essa iguaria possui utilização medicinal ao longo de muitos anos, sendo utilizada por povos ancestrais para tratar feridas e queimaduras, por exemplo.
Esse produto é apenas utilizado para consumo alimentar, sendo excluída qualquer possibilidade medicinal.
Estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) realizado em sete países em quatro continentes revela que integrar biodiversidade nas florestas é saída para combater mudança climática, promover sustentabilidade e garantir segurança alimentar.
Assinale a alternativa correta no que se refere a esse tema e a assuntos correlatos.
Santa Catarina apresentou na COP 27, no Egito, dados de redução das taxas de desmatamento, revertendo um quadro que era negativo até poucos anos atrás.
O Brasil tem se destacado, sendo um dos países que mais reduziram o desmatamento no mundo.
De janeiro a dezembro de 2021, a perda de vegetação nativa na Floresta Amazônica foi praticamente nula, sendo o melhor ano da década em termos de devastação ambiental.
A exploração de recursos naturais e a expansão do agronegócio não tem relação com o desmatamento.
A retirada de cobertura vegetal não compromete a biodiversidade da área.
Mencionada no texto, a OMS é uma das mais conhecidas e atuantes agências especializadas da Organização das Nações Unidas (ONU), a exemplo de outras como FAO, UNESCO e UNICEF.
Certo
Errado
A FDA, agência reguladora de medicamentos dos EUA, aprovou para uso emergencial a pílula da Pfizer Paxlovid (nirmatrelvir) para tratamento da Covid-19 nesta quarta-feira (22/12/21). O medicamento é indicado a adultos e crianças a partir de 12 anos que tenham testado positivo para a Covid-19 e apresentem alto risco de progressão para casos graves, incluindo hospitalização ou morte.
(Fonte: g1.globo.com)
Sobre o uso emergencial da pílula da Pfizer Paxlovid, é CORRETO afirmar
o medicamento ainda não é eficiente contra a variante Ômicron.
outra pílula desenvolvida pela farmacêutica Merck, é considerada a primeira pílula de tratamento da Covid-19.
a pílula não é o primeiro tratamento contra a Covid-19 em forma de pílula, ingerida por via oral.
o antiviral foi 90% eficaz na prevenção de hospitalizações e mortes com pacientes com alto risco de doença grave.
apesar de autorizado pela FDA, o tratamento da Pfizer ainda não foi permitido pela União Europeia.


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