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Na trajetória histórica da Biblioteconomia,
no Egito Antigo, na Grécia Clássica, no Império Romano, nos mundos árabe e chinês do primeiro milênio e na Idade Média na Europa, ergueram-se e consolidaram-se bibliotecas relacionadas exclusivamente a fins religiosos e políticos.
desde o Egito Antigo até a Idade Média no mundo ocidental, existiram bibliotecas que criaram procedimentos e métodos e que possuíam caráter eminentemente científico, surgido da necessidade de se lidar com acervos.
com o Renascimento, a partir do século XV, aparecem os primeiros traços de um conhecimento teórico próprio da Biblioteconomia, com uma publicação de Gabriel Naudé que marca a transição da Biblioteconomia empírica para a moderna prática bibliotecária.
com a Revolução Industrial na Inglaterra surgiu o conceito de Biblioteca Nacional, instituição formada por grandes coleções com amplos processos de aquisição e acumulação de acervos, o que reforçou a natureza pós-custodial desta instituição.
nos séculos XVIII e XIX, ocorreu a consolidação da Biblioteconomia como ciência pós-moderna, forma legítima de produção de conhecimento no movimento das disciplinas sociais, constituída nos moldes das ciências da natureza denominado funcionalismo.