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As informações a seguir contextualizam as questões 42 e 43. Leia-as atentamente.
O diagnóstico laboratorial de estrongiloidíase pode ser realizado por diferentes métodos, sendo o estágio larval identificado em amostras de fezes frescas e aspirados duodenais. É essencial uma análise criteriosa das fezes para diferenciar entre as larvas de ancilostomídeos e as de Strongyloides stercoralis, evitando possíveis erros de identificação:

(DPDx – Laboratory Identification of Parasites of Public Health Concern. Disponível em: https://www.cdc.gov/ Acesso em: agosto de 2024.)
Para a realização de uma avaliação microscópica da urina com competência é fundamental possuir um conhecimento das diversas estruturas morfológicas presentes. Além disso, o biomédico deverá estar atento à importância clínica dos achados urinários e a sua correlação com as anomalias bioquímicas frequentemente associadas à análise microscópica. Diante disso, assinale a afirmativa INCORRETA.
A piúria indica a ocorrência de infecção ou inflamação no trato urinário. Quando acompanhada de cilindros de leucócitos ou cilindros mistos contendo leucócitos e células epiteliais, considera-se que o número aumentado de leucócitos na urina tem origem renal.
O método mais rotineiro de conservação de amostras urinárias é a refrigeração de 2 a 8°C. No entanto, antes da análise química por tiras reagente, a amostra deve atingir a temperatura ambiente. A refrigeração pode causar aumento da gravidade específica e precipitação de fosfatos e uratos amorfos.
O teste de tiras reagentes para nitrito oferece um método rápido para detecção precoce de doença hepática e distúrbios hemolíticos. Quando há diminuição da função hepática, o fígado não consegue processar adequadamente os nitritos, que então se acumulam no sangue e são filtrados pelos rins, aparecendo na urina.
Para interpretar corretamente os achados clínicos, tanto o pH quanto a gravidade específica da amostra devem ser considerados. Um pH alcalino e uma baixa gravidade específica, sobretudo inferior a 1,010, favorecem a lise de eritrócitos e leucócitos. O conhecimento do pH também é útil para a identificação correta dos cristais.