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A automação modificou significativamente a realização do hemograma, permitindo a análise rápida e padronizada de grande número de amostras. Os analisadores hematológicos modernos empregam diferentes princípios físicos e ópticos para contagem e caracterização das células sanguíneas e podem emitir sinalizações (flags) diante de resultados ou de populações celulares suspeitas. Referente aos princípios e às limitações da automação aplicada aos testes hematológicos, aponta-se que:
a impedância elétrica é utilizada principalmente para determinar a concentração de hemoglobina, enquanto a contagem de eritrócitos e plaquetas é realizada exclusivamente por avaliação microscópica automatizada
os analisadores hematológicos automatizados eliminam a necessidade de avaliação do esfregaço sanguíneo, uma vez que os flags emitidos pelo equipamento estabelecem, de forma definitiva, a identidade das células anormais
os analisadores hematológicos podem utilizar princípios como impedância elétrica e métodos ópticos para contagem e caracterização das células sanguíneas; resultados anormais e flags podem indicar a necessidade de procedimentos complementares, incluindo a avaliação morfológica do esfregaço de sangue periférico
a automação hematológica restringe-se à contagem total de eritrócitos, leucócitos e plaquetas, não permitindo a obtenção de índices eritrocitários nem a realização do diferencial leucocitário