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Agentes que promovem a mutagênese letal viral aumentam a taxa de erro das polimerases presentes no contexto da infecção.
Certo
Errado
Os vírus são altamente simétricos, e os dois tipos principais de simetria reconhecidos nos vírus são a helicoidal (cilíndrica) e a icosaédrica (esférica).
Certo
Errado
Os vírus possuem uma ampla diversidade estrutural e podem ser classificados com base em características como o tipo de genoma e a organização de seu capsídeo. Assinale a alternativa que descreve corretamente uma característica estrutural típica de vírus.
Todos os vírus possuem envelope lipídico derivado da membrana celular do hospedeiro.
Os capsídeos virais são formados exclusivamente por lipídios derivados da célula hospedeira.
O genoma viral de RNA é sempre de fita simples.
O genoma viral pode ser composto de DNA ou RNA, mas nunca de ambos.
Os vírus não possuem genomas segmentados.
Os retrovírus possuem genoma de DNA e, por meio da enzima transcriptase reversa, transferem as informações de DNA para RNA.
Certo
Errado
Observe a figura abaixo:

Fonte: Lopes, Sônia. Bio: volume único. São Paulo: Saraiva, 2004.
A figura representa o esquema estrutural do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), observado em corte mediano a partir de imagens obtidas por microscopia eletrônica. Esse vírus apresenta diâmetro variando entre 80 e 140 nanômetros (nm) e contém, em seu interior, três enzimas fundamentais para sua replicação. Com base nessas informações, identifique as três enzimas (1, 2 e 3) presentes no HIV e assinale a alternativa CORRETA.
1.integrase, 2.protease, 3.transcriptase reversa.
1.protease, 2.integrase, 3.transcriptase reversa.
1.transcriptase reversa, 2.integrase, 3.protease.
1.transcriptase reversa, 2.protease, 3.integrase.
1.protease, 2.transcriptase reversa, 3.integrase.
Em um RT-qPCR one-step para vírus de RNA em swab nasofaríngeo, o ensaio inclui: alvo viral, controle interno de amplificação (IAC) e controle de extração (CE, RNA exógeno adicionado antes da lise). Curva em tampão: inclinação −3,32 (R²=0,999), Ct do IAC 28,0±0,2 e CE dentro do esperado. Em extratos clínicos: inclinação −3,70 (R²=0,996), Ct do IAC deslocado +1,8 ciclos e recuperação do CE ~60% do previsto. Após diluição 1:4 do extrato e uso de RNA carreador no protocolo, a curva melhora para inclinação −3,36 (R²=0,998), o IAC passa a +0,6 ciclo e a recuperação do CE ~75%; no ponto 10⁻⁴ ainda ocorre falha do alvo em 1/3 das réplicas. Qual conclusão/conduta é mais consistente com a avaliação da eficiência diante de inibição residual e do uso de CE?
Concluir que a inibição foi resolvida, aplicar eficiência de 100% ao cálculo e manter o limite de detecção (LoD) inalterado.
Reconhecer inibição residual em baixa carga, indicada por deslocamento do IAC >1 ciclo e recuperação do CE <80%; padronizar a diluição 1:4 na rotina, usar a eficiência específica da matriz (~98%) para quantificação, revisar limites de quantificação e detecção (LoQ/LoD) e manter critérios de aceitação do IAC por amostra.
Atribuir a perda de eficiência a dímeros de primers, reduzir a temperatura de anelamento e suprimir o CE para maximizar sensibilidade.
Adotar slope universal −3,32 para todas as matrizes e repetir amostras quando R²<0,95, descartando o efeito de matriz observado.
Os vírus são considerados acelulares, pois não possuem estrutura celular nem metabolismo próprio.
Certo
Errado
O propósito das vacinas virais é usar a resposta imunológica do hospedeiro para evitar a ocorrência de doença viral.
Com relação às vacinas produzidas para a Covid-19, assinale a afirmativa correta.
A vacinação não é o método mais eficiente na prevenção das infecções virais.
As vacinas com vírus vivos atenuados têm a desvantagem de atuar como a infecção natural no que concerne a seu efeito sobre a imunidade.
A tecnologia empregada é o uso do chamado vetor viral, na qual o vírus morto, que infecta chimpanzés, é manipulado geneticamente para que seja inserido o gene da proteína Spike (proteína “S”) da poliomielite.
A vacina que utiliza a tecnologia de vírus inativado (morto) é uma técnica consolidada há anos e amplamente estudada. Ao ser injetado no organismo, esse vírus não é capaz de causar doença, nem induz uma resposta imunológica.
O imunizante que se baseia na tecnologia de mRNA, utiliza o RNA mensageiro sintético que dá as instruções ao organismo para a produção de proteínas encontradas na superfície do novo coronavírus, que estimulam a resposta do sistema imune.
Os vírus são entidades acelulares e só se reproduzem no interior de uma célula hospedeira. Ao penetrar na célula, eles passam a comandar o metabolismo celular, fazendo-a replicar seu material genético e sintetizar suas proteínas. A maioria dos vírus é menor do que as menores células e visível apenas ao microscópio eletrônico. A estrutura mais simples do vírus corresponde a uma cápsula proteica (capsídeo) que envolve o material genético, DNA ou RNA; esse conjunto é chamado de nucleocapsídeo. Entretanto, alguns vírus possuem um envoltório lipoprotéico ao redor do nucleocapsídeo, chamado envelope, que é derivado da membrana plasmática da célula hospedeira.
Fonte: LOPES, S.; ROSSO, S. Ciências da Natureza − água, agricultura e uso da terra. São Paulo: Editora Moderna, 2020.
Dois exemplos de vírus envelopados são:
o vírus do HIV e o SARS-CoV-2.
o vírus do HIV e da poliomielite.
o vírus da poliomielite e da hepatite.
o vírus do HIV e da hepatite.
o vírus SARS-CoV-2 e da poliomielite.
O câncer de colo uterino é um importante problema de saúde pública no Brasil e está associado à infecção persistente por tipos oncogênicos de HPV (papilomavírus humano). Esse câncer está entre as neoplasias malignas mais frequentes entre as mulheres, principalmente na 4ª e 5ª décadas de vida. Em relação a esse tipo de câncer, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O câncer de colo uterino desenvolve-se a partir de lesões precursoras denominadas lesões intraepiteliais escamosas. Dependendo do nível de ruptura da diferenciação epitelial, elas são classificadas como de alto ou baixo grau.
( ) A produção viral ocorre principalmente nas lesões de alto grau e está restrita às células basais. Os tipos virais mais comuns nesses casos são o HPV 11 e o 18.
( ) As lesões decorrentes da infecção pelo HPV geralmente provocam alterações morfológicas, detectáveis pela citologia dos raspados cervicovaginais.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – F.
F – V – F.
V – F – V.
F – V – V.
Nas últimas décadas, a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) tem apresentado mudanças no seu perfil epidemiológico, com destaque para o aumento da prevalência e incidência entre pessoas com idade superior a 50 anos. Diversos fatores explicam essa tendência, entre eles o aumento da sobrevida de indivíduos soropositivos e o crescimento de novos casos em populações mais velhas, muitas vezes ainda sexualmente ativas e expostas a comportamentos de risco. Com base nos dados epidemiológicos apresentados pela OMS, UNAIDS e Ministério da Saúde, assinale a alternativa correta.
O aumento da incidência de HIV em indivíduos com mais de 50 anos ocorre apenas em países em desenvolvimento, não sendo observado em nações industrializadas como Reino Unido e Estados Unidos.
No Brasil, entre 1998 e 2010, a taxa de incidência de HIV entre pessoas de 50 a 59 anos aumentou aproximadamente 40%, semelhante ao aumento na faixa etária de 60 anos ou mais, que foi em torno de 43%.
De acordo com a OMS, a maioria dos casos de AIDS diagnosticados em pessoas idosas no mundo está concentrada na África subsaariana, região responsável por mais de 70% dos novos diagnósticos após os 50 anos.
Nos Estados Unidos, a proporção de pessoas com mais de 50 anos vivendo com HIV permaneceu estável entre 1982 e 2006, correspondendo a em torno de 7,5% da população infectada.
Os vírus são agentes infecciosos acelulares capazes de provocar diversas doenças no corpo humano. Entre suas particularidades, está a presença de diferentes tipos de ácidos nucleicos que possibilitam uma diversificação nas variantes desses agentes. À exemplo disso, o SARS-CoV-2 (causador da COVID-19) é altamente mutagênico devido a:
possuir DNA de fita dupla com elevada taxa de recombinação genética durante a replicação viral
usar enzimas do núcleo celular do hospedeiro que aumentam a fidelidade da replicação do RNA viral
apresentar genoma formado por RNA, cuja replicação é suscetível a erros pela ausência de enzimas corretoras
conter ribossomos próprios que realizam mutações para produzir proteínas virais adaptadas ao hospedeiro
Observe a imagem a seguir.

Disponível em: < https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=970057938499581&id=100064861501028&_rdr>. Acesso em: 18 jan. 2025.
A imagem acima foi compartilhada pelo Ministério da Saúde em suas plataformas de mídia social on-line. O sucesso da distribuição da profilaxia pré-exposição (PrEP) pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no combate ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) é atribuído principalmente à sua capacidade de
eliminar a necessidade do uso de preservativo entre pacientes em tratamento.
fortalecer as defesas naturais do sistema imunológico.
inibir a infecção viral nas células do sistema imunológico.
remover o vírus da corrente sanguínea após contato sexual desprotegido.
Sobre os mecanismos de indução e ação dos interferons do tipo I, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a sequência de eventos moleculares que leva à expressão de genes estimulados por interferon (ISG) após a infecção viral.
O reconhecimento do RNA viral por TLR localizados na membrana plasmática ativa diretamente o NF-κB, o qual transloca para o núcleo e se liga ao promotor de IFN-β, sem a necessidade de fatores reguladores de interferon (IRF).
O RNA viral citoplasmático ativa os sensores RIG-I e MDA-5, que interagem com IPS-1 na membrana mitocondrial, ativando IRF3 e IRF7, que induzem a expressão de IFN-α e IFN-β. Esses, ao se ligarem ao IFNaR, ativam JAK1/TYK2, que fosforilam STAT1/ STAT2, levando à formação do complexo ISGF3 que se liga a elementos ISRE no DNA.
Os interferons do tipo I são produzidos apenas por linfócitos T ativados e sua ação está restrita à ativação de células NK via indução de MHC classe II.
O receptor de IFN-α (IFNaR) ativa a via de sinalização MAPK, resultando na indução exclusiva de MxB, que inibe a tradução de RNA viral de vírus com genoma de DNA.
A ligação de IFN-β ao seu receptor leva à ativação de caspases e à repressão da expressão de MHC de classe I, permitindo que a célula escape do reconhecimento por linfócitos T CD8+.
Durante a infecção viral, os vírus podem explorar vias de sinalização celular pré-existentes para favorecer etapas como penetração, replicação, evasão do sistema imune ou prolongamento da viabilidade da célula hospedeira. A via PI3K-AKT, em particular, está envolvida em múltiplos processos relacionados ao metabolismo, sobrevivência e tráfego vesicular, sendo ativada por diferentes vírus com efeitos contextualmente distintos.
Com base nesse cenário, assinale a alternativa correta.
Vírus apenas ativam vias de sinalização como PI3K-AKT em fases tardias da infecção, quando a replicação já está completa.
A via PI3K-AKT, embora relevante para células normais, é geralmente suprimida por vírus, pois limita a multiplicação viral.
A modulação de vias de sinalização durante a infecção viral tem função exclusivamente antiviral e depende da produção de interferons.
A ativação de vias como PI3K-AKT pode favorecer a penetração e multiplicação de diferentes vírus, com impactos distintos dependendo do vírus e do tipo celular infectado.
A via PI3K-AKT é ativada de forma semelhante por diferentes vírus, seguindo uma cascata conservada de sinalização que resulta em inibição de apoptose em todas as infecções.
Durante a infecção viral, muitos vírus exploram os sistemas de sinalização da célula hospedeira para facilitar sua entrada. Nesse contexto, é correto afirmar que um aspecto geral da sinalização induzida por vírus é de que a
ativação de quinases e a remodelação do citoesqueleto são mecanismos comuns utilizados por vírus para facilitar sua entrada.
sinalização é ativada apenas após o vírus penetrar no citoplasma, sendo irrelevante durante a ligação inicial ao receptor.
sinalização induzida por vírus ocorre exclusivamente por meio de receptores tipo Toll (TLR) na membrana plasmática.
maioria dos vírus evita desencadear sinais celulares durante a entrada, a fim de não alertar os mecanismos de defesa da célula.
sinalização é desencadeada principalmente por proteínas virais liberadas após a transcrição do genoma viral.
Modelos experimentais, utilizando vírus com mutações de perda ou ganho de função, têm se mostrado ferramentas valiosas para investigar os determinantes moleculares da patogenicidade viral, que permite o estudo de fatores associados à evasão imune, tropismo e transmissibilidade. No contexto de viroses emergentes e reemergentes, esses modelos também apoiam estratégias de desenvolvimento de vacinas e antivirais.
Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa correta sobre o uso de mutações funcionais em vírus.
A deleção do gene da enzima timidina quinase do herpesvírus constitui uma mutação de ganho de função, pois facilita a reativação viral a partir da latência.
Mutações de ganho de função aumentam a expressão gênica sem alterar as propriedades bioquímicas ou fenotípicas da proteína viral.
Mutações de ganho de função em proteínas de superfície viral, como a hemaglutinina do vírus influenza, estão restritas a alterações na evasão imune, sem impacto na transmissibilidade.
A deleção do gene K1L do vírus vaccinia resulta em perda da capacidade de multiplicação em células humanas, sendo um exemplo de mutação de perda de função útil para o estudo de permissividade celular.
Mutações de perda de função levam frequentemente à inviabilidade viral, o que impede sua aplicação em estudos funcionais.
Assinale a alternativa que indica, corretamente, uma função adicional dos receptores ou correceptores virais, além da simples ligação inicial à superfície celular.
Correceptores como NPC1 promovem a clivagem proteolítica do capsídeo viral, essencial para a replicação genômica.
Alguns receptores funcionam como chaperonas moleculares, preservando a conformação do envelope viral até a entrada no núcleo.
A presença de correceptores é dispensável em vírus envelopados, que dependem apenas de receptores glicídicos para internalização.
Em geral, vírus com alta afinidade por seus receptores apresentam maior patogenicidade, devido à maior eficiência no processo de entrada na célula hospedeira.
Correceptores como CXCR4 ou NPC1 podem atuar como elementos indutores de reorganizações conformacionais que viabilizam a fusão ou penetração viral.
Em relação às estratégias de replicação e transcrição de vírus de DNA, assinale a alternativa correta.
Os vírus de DNA utilizam exclusivamente enzimas virais para transcrição, mesmo quando replicam no núcleo da célula hospedeira.
O vírus da hepatite B (hepadnavírus) apresenta genoma de DNA circular que é replicado diretamente por DNA polimerase celular, sem necessidade de RNA intermediário.
Os herpesvírus utilizam exclusivamente enzimas celulares para replicar seus genomas no citoplasma de células em divisão ativa.
Os poxvírus são capazes de replicar e transcrever seus genomas no citoplasma por meio de enzimas virais codificadas por seus próprios genes.
A transcrição dos genes tardios de vírus de DNA ocorre antes da replicação do genoma viral, permitindo a formação dos capsídeos necessários para empacotar o DNA.
Até o momento, foram identificados cinco vírus (A, B, C, D e E) causadores dos principais tipos de hepatite viral em humanos. A transmissão dos diferentes tipos de vírus é variável. Os vírus que podem ser transmitidos por via fecaloral são os do tipo
A e C.
A e E.
B e C.
B e D.
C e D.