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“Os economistas têm dedicado pouca atenção ao papel da cultura no desenvolvimento econômico, seja ao contextualizar o processo de crescimento no mundo em desenvolvimento ou ao influir mais diretamente nos resultados econômicos dos países desenvolvidos” (Throsby apud Fonseca, 2007).
A partir dessa citação, Ana Carla Fonseca, no livro “Economia da cultura e desenvolvimento sustentável: o caleidoscópio da cultura” (2006) desenvolve o conceito de Economia da Cultura.
Esse conceito pode ser entendido como:
A Economia da Cultura se refere ao uso da economia e de sua metodologia no campo cultural, com o intuito de economizar verba dos fundos municipais. A economia passa assim a ser instrumental de redução de gastos públicos para reforçar a coerência e a consecução dos objetivos traçados pela política pública.
A Economia da Cultura se refere ao uso da lógica econômica e de sua metodologia no campo cultural. A economia passa assim a ser instrumental, emprestando seus alicerces de planejamento, eficiência, eficácia, estudo do comportamento humano e dos agentes do mercado para reforçar a coerência e a consecução dos objetivos traçados pela política pública.
A Economia da Cultura se refere ao uso do dinheiro público no campo cultural. A economia passa assim a ser instrumento de controle financeiro para reforçar a coerência e a consecução dos objetivos traçados pela política pública.
A Economia da Cultura se refere ao uso de agências e instituições financeiras do campo da economia pública na área da cultura. A economia passa assim a ser instrumental, emprestando seus bancos de investimento, agentes de mercado, sistema de pregão e cotação eletrônico para reforçar a coerência e a consecução dos objetivos traçados pela política pública.