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Durante o regime militar, a televisão contribuiu com a política econômica do governo ao exercer o papel de difusora de bens duráveis e não-duráveis via publicidade, evitando, contudo, divulgar propaganda ideológica do regime.
Na segunda metade da década de 60 do século XX, o estabelecimento da censura prévia pelos militares comprometeu o crescimento econômico da produção cultural.
O advento da denominada Era da Comunicação de Massa deu-se com o aparecimento, no século XX, do telefone, do cinema, do rádio e da televisão.
O envio de jornalistas na condição de correspondente de guerra, como o caso do envio de Euclides da Cunha a Canudos, em 1897, pelo Estado de S. Paulo, já era prática corrente entre os grandes jornais da época.
O Correio Braziliense, de Hipólito da Costa, que marcou em 1808 o advento da imprensa independente no Brasil (embora publicado em Londres), foi exemplo típico de imprensa burguesa da época: jornal noticioso, não doutrinário, voltado para os interesses comerciais das classes exportadoras da Colônia.
Por suas motivações geopolíticas, a integração nacional defendida pelo regime militar de 1964 pouco teve a ver com a integração nacional realizada pela televisão, eminentemente mercadológica.
Embora buscasse vantagens políticas com a televisão operando em rede — como na vitória da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo de 1970, a primeira transmitida ao vivo — , o governo do presidente Médici foi impopular por ter sido o mais repressivo do regime militar.
Devido a interesses setoriais consolidados, a política de comunicações implementada no primeiro governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-1998) ignorou, na prática, as implicações e as conseqüências da convergência tecnológica.
A imprensa brasileira importou o colunismo dos EUA, onde ele existe desde o início do século passado. O colunismo, que, inicialmente, era constituído apenas por colunas de fofocas e de eventos sociais, foi mudando e se especializou em colunas políticas e econômicas, esportivas e outras.
Na década passada, um dos formatos de texto publicitário que voltou a ser usado com freqüência foi o anúncio narrativo, ou seja, aquele em que o texto conta uma história, sobretudo em peças institucionais.
Embora tenha inicialmente recebido respaldo financeiro e técnico do grupo Time-Life, dos EUA, a TV Globo pouco se beneficiou dessa influência por ter criado, mais tarde, uma televisão autenticamente brasileira.
Cunhado no início da década de 60 do século XX, o conceito de rádio social aplica-se aos programas radiofônicos que abrem espaço para a discussão de problemas que envolvam parcelas significativas da população de baixa renda nas grandes cidades brasileiras.
Grupos familiares, associados a elites políticas regionais e locais, têm sido historicamente os maiores beneficiários da concentração da propriedade e do controle das comunicações no Brasil.
Na década de 30 do século passado, a introdução da publicidade no rádio brasileiro provocou mudanças no modo de produção da programação, que pôde ser estruturada pelas emissoras em bases mais duradouras; o rádio culturaleducativo cedeu lugar, então, aos programas populares voltados ao lazer e à diversão.
No Brasil, a implantação da televisão em rede como instrumento de integração — realizada pelo regime militar iniciado em 1964 — deu-se no período em que a UNESCO e os Estados Unidos da América aconselhavam o mundo dito subdesenvolvido a utilizar os meios de comunicação de massa para o desenvolvimento nacional.
Até 1950, os jornais brasileiros seguiam um padrão europeu de apresentação gráfica, com muitos títulos, muitas fotos e ausência de lógica na hierarquia do material.
A exemplo das colônias espanholas na América, o Brasil colonial testemunhou o nascimento de uma imprensa própria, embora dependente de Portugal.
Nos anos 40, a Colgate-Palmolive, que patrocinava uma novela de muito sucesso na Rádio Nacional, promoveu o primeiro concurso radiofônico do Brasil. As milhares de cartas enviadas criaram um sério problema com o Departamento de Correios e Telégrafos, levando o governo federal a baixar regulamentação específica para concursos radiofônicos.
Ao longo da década de 50, o crescimento da televisão brasileira, embora considerável, foi limitado por fatores como o alto preço dos televisores.