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Nos anos 90 do século XX, nas comunicações e em vários outros setores, desregulamentação e privatização designaram processos praticamente indissociáveis de reestruturação de bens e serviços.
O advento de um mercado nacional de bens simbólicos no Brasil beneficiou enormemente setores da produção cultural, como as indústrias editorial e fonográfica.
Na década passada, nas comunicações e em vários outros setores, a combinação entre desregulamentação e privatização deu origem a uma onda de fusões, aquisições e joint ventures envolvendo Estados nacionais, o setor financeiro e empresas transnacionais privadas, estatais e mistas.
Pressões mercadológicas — no sentido da difusão de programação popular a um número crescente de ouvintes — fizeram-se presentes no rádio brasileiro desde os seus primórdios.
A política de comunicações implementada no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso estabeleceu dispositivos efetivos contra a propriedade cruzada dos grupos empresariais de telecomunicações, comunicação de massa e informática.
Um fator decisivo para a popularização do rádio no Brasil a partir da década de 30 foi a introdução do receptor de transistor, substituindo o de válvulas — o que diminuiu consideravelmente os custos de produção do aparelho.
A política de comunicações do presidente Fernando Henrique Cardoso estimulou a participação crescente dos chamados global players, de forma direta ou por associação aos grandes grupos nacionais, na expansão e operação das estruturas e serviços da área.
No início dos anos 30, o êxito do rádio despertou o interesse do governo federal, que baixou legislação regulamentando a difusão de publicidade no rádio.
O advento da televisão brasileira, em 1950, ocorreu durante o período de crescimento industrial e da conseqüente migração das áreas rurais para as urbanas: o rádio, então, havia se transformado na mais importante fonte de informações da população nas grandes cidades.
Com a estabilização econômica proporcionada pelo Plano Real na segunda metade da década passada, ampliaram-se os investimentos das redes nacionais de televisão em infra-estrutura, visando o aumento da produção e exportação de programas.
Um fator limitante para o desenvolvimento do rádio FM no Brasil até meados da década de 70 foi a carência de aparelhos que captassem as duas faixas de freqüências (AM e FM) a preços acessíveis ao grande público, uma vez que os receptores disponíveis eram importados e caros.
A primeira rádio brasileira all news — isto é, operando exclusivamente serviço noticioso — foi a Rádio Jornal do Brasil AM, em 1980.
A industrialização e a racionalização do processo de produção jornalística no Brasil — fenômeno acelerado na segunda metade do século XX — resultam no abandono da idéia do jornalismo como missão, em favor de uma concepção da imprensa como serviço prestado por particulares a consumidores de informação.
Escritor, homem culto, político, personalidade marcante do seu tempo, Quintino Bocaiúva foi o grande nome da imprensa brasileira no período de transição do Império para a República.
Ao ser encampada pelo governo de Getúlio Vargas, em 1940, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro perdeu parte de sua popularidade e, conseqüentemente, de sua receita publicitária, por tornar-se porta-voz de um regime autoritário.
Com a substituição progressiva da imprensa artesanal pela imprensa industrial, tendência evidente ao final do século XIX, a imprensa brasileira aproximou-se ainda mais das características e padrões típicos de uma sociedade aristocrática e rural.