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No gênero notícia, o nariz de cera é mais importante que o lide.
O lide é um exemplo de que o jornalismo prioriza o conhecimento filosófico e especulativo. Segundo as regras de redação do lide jornalístico, as especulações são mais importantes do que o fato em si.
Informação, originalmente não destinada à divulgação pública, que o jornalista conhece e publica chama-se:
off the record.
bastidores.
vazamento.
segredo.
barriga.

release padrão.
release dirigido.
release especial.
release de opinião.
A maioria dos jornais de circulação nacional usa o perfil, tipo de texto jornalístico que se caracteriza por ser uma reportagem sobre uma pessoa. É um estilo leve e fácil, que acaba por se tornar supérfluo e vazio, já que é sempre um apanhado de elogios de amigos e críticas de inimigos.
Existem dois tipos básicos de lide: o noticioso, que responde às questões principais em torno de um fato, e o não-factual, que lança mão de outros recursos para chamar a atenção do leitor.
No planejamento das edições, o processo de seleção das notícias e matérias se dá por meio da pauta, que é um instrumento antigo e tradicional, cultivado a partir dos tablóides franceses do pós-Revolução, no século XVII.
No título, a expressão “diz ex-ministro” indica que a notícia tem como foco a declaração do ex-ministro Delfim Neto. Portanto, trata-se de lide do tipo declarativo.
O lide apresenta todos os elementos fundamentais de uma notícia, na seguinte ordem: o quê, quem, quando, como e onde.
A pauta, principalmente na grande empresa, dá ampla liberdade ao repórter, que não precisa seguir os quesitos nela estabelecidos.
A pauta é exemplo de investigação jornalística, no sentido estrito, pois exige rigorosa apuração e investigação científica.
Os lides, na redação jornalística, são usados para abrir matérias de repercussão e suíte. O lide não trata a notícia de forma direta e exige criatividade e cuidado para que não caia no lugar comum.
Suíte ou sumário são pequenos textos de primeira página reunidos em quadro com fundo colorido, normalmente editado na parte inferior da capa de uma edição.
Release (ou press-release) é um texto encomendado pelo editor de um jornal ou revista, com finalidade de divulgação de uma empresa, sob a forma de texto jornalístico.
A grande maioria dos jornais brasileiros ainda se utiliza do lide para várias das reportagens que publica. Os lides podem ser noticiosos e não-factuais, admitindo ainda outras variações, dependendo do tipo de matéria que está sendo produzida.
Os jornais usam cada vez mais o recurso da sub-retranca, que vem a ser a reportagem ou texto que explora os desdobramentos de uma notícia publicada na edição anterior. A sub-retranca deve ser intitulada procurando uma conexão com fatos já acontecidos e sua marca gráfica é sempre em corpo maior que a de um texto autônomo.
O uso do recurso de redação conhecido como nariz de cera é cada vez mais execrado nas redações dos jornais de circulação nacional. Ele é definido como uma introdução vaga e desnecessária, que retarda a entrada no assunto específico, dispensável em qualquer notícia. O nariz de cera chega a ser identificado como sinal de prolixidade e mau texto jornalístico.
Briefing é o texto de abertura de uma coluna de notas informativas, com o objetivo de situar o leitor sobre o tema principal da coluna.
Em jornalismo, os textos classificados como "suítes" se referem a:
aberturas destacadas dos textos das reportagens.
textos em destaque – normalmente em itálico – das notícias.
continuações de coberturas de fatos já noticiados.
resumos das notícias do dia publicadas na primeira página do jornal.
textos mais amplos do que as legendas que acompanham certas fotografias.
Os veículos como jornais, revistas e tablóides chamam de circulação paga o número total de uma edição colocado nas bancas e entregue aos assinantes, bem como o entregue graciosamente a autoridades, bibliotecas ou escolas.