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A revolução digital, a convergência tecnológica e a globalização — tal como ocorrem contemporaneamente — são processos intimamente relacionados.
A multiplicação das fontes de informação proporcionada pela nova mídia implica, necessariamente, a democratização do acesso tanto ao consumo quanto à produção de formas e conteúdos comunicativos.
Não sendo mais possível recuperar um arquivo de texto perdido, pode-se optar por digitalizar as páginas impressas desse texto para depois processá-las por meio de programas que utilizam a técnica de OCR. Porém, desse modo não é possível editar e formatar o texto.
Um ponto comum entre as tendências atuais e as anteriores refere-se aos efeitos da comunicação caracterizados pela pesquisa, ainda concernentes aos valores, às atitudes e aos comportamentos dos receptores.
No Brasil, a nova realidade tecnológica das comunicações vem modificando substancialmente o quadro da propriedade e do controle da mídia tradicional — especialmente imprensa e radiodifusão.
A chamada crise da intermediação pode levar à extinção do jornalismo, uma vez que não compete mais aos profissionais das redações levantar informações e interpretar a realidade.
As denominadas novas tendências da pesquisa sobre os mass media (estudo dos efeitos a longo prazo) incluem a hipótese do agenda-setting, gatekeeping e newsmaking.
No Brasil, a convergência tecnológica tem resultado em processos equivalentes — na sua lógica, dinâmica e simultaneidade — de desregulamentação nas áreas de telecomunicações, comunicação de massa e informática.
Independentemente das técnicas utilizadas, a persuasão continua a ser um dos principais objetivos da comunicação. A persuasão baseia-se no fato de que os significados concentram-se nas palavras e nos símbolos, portanto, basta adequá-los ao que se deseja expressar para que haja uma perfeita compreensão por parte do receptor e a conseqüente viabilização da comunicação.
Uma diferença fundamental entre as tendências atuais e as anteriores é a busca, hoje, de uma abordagem abrangendo todo o sistema da mídia — com enfoque em determinadas áreas temáticas — em vez do estudo de casos individuais, sobretudo, de campanhas.
Na última década e meia — tempo de privatizações —, a convergência tecnológica ensejou a maior onda de fusões, aquisições e parcerias entre agentes econômicos da história da economia.
A inovação mais importante proporcionada pela nova mídia é resultado da convergência tecnológica das telecomunicações, da comunicação de massa e da informática — conseqüência, por sua vez, da chamada revolução digital.
Devido a interesses setoriais consolidados, a política de comunicações implementada no primeiro governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-1998) ignorou, na prática, as implicações e as conseqüências da convergência tecnológica.
Um novo conceito de comunicação que emerge é o do tautismo: neologismo que traduz ao mesmo tempo uma comunicação que seria tautológica, autista e interativa, facilitada pelo incremento das tecnologias.
Ao contrário da comunicação de massa, a interatividade é possibilidade inerente à nova mídia.
No Brasil, o suporte tecnológico que permite a operação em rede da radiodifusão foi resultado de investimentos privados coordenados pelo Estado.
No novo contexto tecnológico, a concentração da propriedade e do controle dos meios de comunicação nas mãos de poucos tem sido politicamente contrabalançada pelo caráter interativo da nova mídia, acessível a muitos.
Na globalização contemporânea, a conseqüência mais evidente da convergência tecnológica entre a comunicação de massa, as telecomunicações e a informática é a concentração progressiva da propriedade e do controle da mídia por megaconglomerados mundiais.