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Na Renascença, "no âmbito dos métodos de tratamento recreativo, a música emergiu como um dos meios mais eficazes" para educar e reeducar indivíduos em processo de reabilitação. A utilidade da música durante o Renascimento foi revigorada, assim como em diversas áreas científicas e culturais, buscando, assim, dar continuidade ao que havia sido realizado na antiguidade. No que diz respeito ao saber de Descartes, ao emprego e à representação da música como meio terapêutico para promover a saúde, assinalar a alternativa CORRETA:
Sua filosofia mecanicista combinada com a "teoria do afeto", na estética musical barroca, estabeleceu os fundamentos para uma teoria de musicoterapia. Sua teoria enfatizava que os intervalos musicais tinham o poder de ampliar ou reduzir o spiritus animale do corpo, exercendo assim uma influência direta sobre o estado da mente.
Seu saber, baseado no cristianismo, assentia que a música mobilizava todas as forças espirituais, tanto internas quanto externas, com o propósito de enfrentar o mal, a doença ou o sofrimento. Sua potência tinha a capacidade de temporariamente afastar a sensação de dor e ansiedade, proporcionando, assim, um alívio. Além disso, suspeitava que determinados sons, como os dos sinos das igrejas, poderiam, em princípio, ser utilizados para propósitos exorcísticos, ou seja, para expulsar os espíritos do inferno do templo.
Sua abordagem positivista e evolucionista inevitavelmente introduz, nos primeiros estágios de sistematização musicológica, a ideia de música como um progresso constante e ininterrupto, desde as estruturas tidas como primitivas até as mais refinadas.
Sua teoria helenística considerava que os grandes gêneros musicais estavam em uma fase de decadência. Em contrapartida, destacavam-se o virtuosismo dos cantores e a profissionalização dos músicos. Buscava explorar ao máximo o ethos musical, entendido como a capacidade intrínseca dos sons para provocar no ouvinte efeitos de ordem afetiva ou psicológica.