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As medidas de proteção contra incêndio e pânico são classificadas em proteção passiva e proteção ativa. Com base nessa classificação, assinale a alternativa correta.
A proteção passiva é ativada manual ou automaticamente em resposta aos estímulos provocados pelo fogo, como calor e fumaça.
A proteção ativa é composta por medidas incorporadas ao sistema construtivo da edificação, atuando de forma permanente e independente da ocorrência de incêndio.
A proteção passiva envolve apenas os sistemas automáticos de alarme, hidrantes e sprinklers instalados na edificação.
A proteção ativa está relacionada ao projeto arquitetônico e visa impedir a ignição inicial por meio do uso de materiais incombustíveis.
A proteção passiva compreende medidas que evitam ou reduzem a propagação do incêndio, garantindo resistência ao fogo e facilitando a fuga dos ocupantes.
Dentro da sala de computadores, o Agente de Defesa Civil acompanha as medições dos rios por meio dos pluviômetros. Ele recebe um aviso sobre risco alto de chuvas e transbordamento. Com base nisso, assinale a alternativa CORRETA.
É um objetivo da Política Nacional de Defesa Civil produzir alertas antecipados e espalhar essa informação para a população evitar o desastre.
Os alertas só podem ser divulgados para os jornais da cidade 24 horas depois de a inundação já ter acontecido.
Somente a Presidência da República tem poder e competência para emitir alertas e alarmes.
O monitoramento e alerta no Brasil servem para desastres de outro tipo, não envolvendo a Defesa Civil em eventos hidrológicos.
Apitos e sirenes de alarme são ferramentas importantes no Sistema Nacional, mas devem ser apenas utilizadas após a ocorrência de desastre.
Ao redigir o boletim de ocorrência de uma chuva forte que fez o nível do rio subir repentinamente e inundar 20 casas, o Agente de Defesa Civil consulta a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade). Acerca da categoria e do grupo desse evento, assinale a alternativa CORRETA.
Esse evento faz parte dos Desastres Naturais, enquadrado no subgrupo dos eventos Hidrológicos.
Esse evento faz parte dos Desastres Tecnológicos, do grupo da Poluição Química.
Esse evento faz parte dos Desastres Naturais, do grupo Estelar.
Esse evento faz parte dos Desastres Antrópicos, do grupo Geológico.
Esse evento faz parte dos Desastres Tecnológicos, do grupo Radioativo.
No planejamento de loteamentos e vias em terrenos com declividade acentuada, a gestão das águas pluviais é o fator mais crítico para evitar processos erosivos que podem levar ao colapso da via e da encosta. Sobre a declividade longitudinal das vias e o sistema de drenagem, assinale a alternativa verdadeira.
O controle da declividade e a instalação de dispositivos de dissipação de energia são necessários para evitar que a água atinja velocidades erosivas que solapem a base da via.
O leito carroçável em áreas de encosta deve ser sempre revestido com gramíneas para garantir que 100% da água da chuva seja absorvida pelo solo da encosta.
As sarjetas devem ser projetadas para acumular a água da chuva no topo da encosta, permitindo que ela evapore, naturalmente, para não sobrecarregar as galerias.
De acordo com a Lei Federal n.º 6.766/1979, não existem limites máximos para a declividade de vias, ficando a critério do morador definir a inclinação da rua em frente à sua casa.
O Sistema COBRADE organiza os desastres naturais em cinco grupos distintos. Um Agente de Defesa Civil, ao registrar um evento de estiagem ou seca no sistema oficial, deve classificálo, corretamente, para garantir o repasse de recursos. De acordo com a classificação vigente, esses eventos pertencem ao grupo dos desastres:
Geológicos.
Hidrológicos.
Climatológicos.
Meteorológicos.
A abertura de vias em terrenos acidentados é um desafio para a engenharia urbana e para a Defesa Civil, pois cortes inadequados podem desestabilizar todo o maciço. No que se refere ao planejamento do traçado viário em áreas de encosta, identifique a alternativa que apresente a prática técnica mais recomendada para garantir a estabilidade do solo e a segurança.
O traçado das vias deve, preferencialmente, acompanhar as curvas de nível do terreno, visando reduzir a necessidade de grandes movimentações de terra, (cortes e aterros).
Para aumentar a velocidade do tráfego em subidas, o projeto viário deve evitar o uso de curvas, priorizando rampas íngremes com declividade superior a 25%.
As vias devem ser projetadas em linha reta seguindo a maior declividade do terreno, (linha de maior caimento), para acelerar o escoamento da água da chuva sobre o asfalto.
A legislação urbanística recomenda que, em áreas de encosta, o leito carroçável ocupe toda a largura da via, eliminando-se calçadas e sarjetas para evitar o acúmulo de peso.
Um Agente de Defesa Civil atua no monitoramento constante para a emissão de alertas à população. Para o desempenho dessa função, é imprescindível distinguir os conceitos de tempo meteorológico e clima, bem como sua relação com os desastres. Sobre esses conceitos, identifique a alternativa correta.
O tempo refere-se às condições atmosféricas momentâneas e localizadas, ao passo que o clima é a síntese estatística das variações do tempo em um longo período de observação.
O clima descreve o estado da atmosfera em um dado momento e local, como a ocorrência de uma tempestade isolada, enquanto o tempo é o registro estatístico das chuvas de uma década.
O planejamento preventivo da Defesa Civil baseia-se exclusivamente no clima regional, uma vez que as variações súbitas do tempo não podem ser monitoradas tecnicamente.
O clima de uma região é imutável e não sofre influência de eventos meteorológicos extremos, como ciclones extratropicais ou frentes frias severas.
A atuação da Defesa Civil exige o conhecimento dos sistemas meteorológicos que podem desencadear desastres hidrológicos. No Brasil, o sistema responsável por manter uma faixa de nebulosidade estacionária que se estende da Amazónia até ao Sudeste, provocando chuvas volumosas e persistentes durante o verão, é denominado:
Vórtice Ciclónico de Altos Níveis, (VCAN).
Zona de Convergência do Atlântico Sul, (ZCAS).
Massa de Ar Polar Atlântica, (mPa).
Brisa Marítima.
Após um desastre, parte da população apresenta sinais de trauma psicológico. Diante do exposto, a conduta CORRETA do Agente deve ser:
Ignorar questões psicológicas, pois sua função é apenas técnica.
Restringir sua atuação a medidas materiais, como fornecimento de alimentos.
Delegar totalmente a questão a ONGs, sem envolvimento institucional.
Reconhecer a importância do apoio psicossocial, articulando atendimento especializado para reduzir impactos emocionais e sociais.
Uma das ações recomendadas quando uma área oferece alto risco é
acompanhamento periódico.
interdição imediata.
orientação preventiva.
monitoramento intensivo.
evacuação obrigatória.
O sistema viário em encostas deve atender critérios específicos, visando o atendimento relativo à segurança geotécnica e à legalidade do projeto. Um desses critérios é de que
a declividade máxima tolerável de vias locais seja de até 15%.
o traçado viário em zigue-zague seja usado para vencer pequenos desníveis.
a largura mínima dos passeios seja de 2,0 metros.
a largura típica do leito carroçável de vias coletoras seja de 10 metros.
o traçado viário acompanhe as curvas de nível, evitando cortes agressivos.
A avaliação de danos estruturais é uma etapa essencial na manutenção de edificações, principalmente quando se observam manifestações patológicas como trincas, fissuras e rachaduras.
Tendo como base esse contexto, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.
Toda fissura superficial é sinal de colapso iminente e exige evacuação imediata da edificação.
Trincas sempre indicam falhas graves na fundação e devem ser tratadas com demolição.
Rachaduras ocorrem somente em estruturas metálicas e não afetam elementos de alvenaria.
Fissuras em revestimentos são sempre estruturais e indicam comprometimento da obra.
Identificar a origem das trincas e fissuras é essencial para avaliar o dano e escolher a solução correta.
Qual das seguintes etapas é fundamental no processo inicial de análise e mapeamento de riscos em uma determinada área?
Alocação de recursos financeiros para a execução de obras de infraestrutura emergencial.
Divulgação imediata dos mapas de risco preliminares para toda a comunidade local.
Treinamento intensivo das equipes de resposta para atuação em cenários de desastre.
Elaboração de relatórios estatísticos sobre eventos perigosos ocorridos em anos anteriores.
Identificação e caracterização das ameaças e das vulnerabilidades existentes na área.
Os colapsos e a subsidência de solos representam riscos geotécnicos relevantes, especialmente em áreas urbanizadas. Esses fenômenos estão ligados a diferentes processos naturais e antrópicos que afetam a estabilidade do terreno.
Tendo como base esse contexto, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.
A subsidência é um fenômeno causado apenas por erupções vulcânicas em regiões costeiras.
A subsidência não tem relação com atividades humanas, sendo sempre de origem natural.
O colapso de solos é provocado exclusivamente por sobrecarga de estruturas muito pesadas.
A subsidência pode ser causada por extração de água ou minerais, provocando rebaixamento do solo.
A subsidência do solo ocorre de forma exclusiva por causas naturais, como por exemplo as movimentações tectônicas.
Referente aos colapsos e subsidência de solos, analise as alternativas e assinale a incorreta.
Os colapsos e subsidências de terrenos são causadores de prejuízos econômicos e mortes pelo desmoronamento total ou parcial de construções.
O processo de colapso corresponde ao movimento, rápido ou brusco, de afundamento de terrenos, devido à deformação ou deslocamento de direção vertical descendente.
O processo de subsidência corresponde ao movimento, relativamente lento, de afundamento de terrenos, devido à deformação ou deslocamento de direção vertical descendente.
Os processos de subsidência ou colapso são processos naturais e não estão relacionados com processos de natureza antrópica.
Em relação à vistoria de avaliação da probabilidade de ruína de estruturas, são considerados sinais de instabilidade das estruturas, exceto:
Problemas de falta de lubrificação das esquadrias.
Perda de verticalidade das alvenarias.
Fissuras diagonais, verticais e horizontais nas alvenarias.
Deformações excessivas dos elementos de telhado.
Qual das seguintes opções descreve corretamente os cuidados essenciais e os riscos mais comuns associados às operações de resposta e resgate durante enchentes em áreas urbanas?
Nas operações de enchente, um cuidado fundamental é a avaliação estrutural de edificações antes da entrada de equipes de resgate, devido ao risco de desabamentos, e um risco comum é o contato com água contaminada por esgoto e produtos químicos, causando doenças infecciosas.
Em operações de enchente, o principal cuidado é garantir a rápida evacuação da área alagada, minimizando o contato com a água contaminada, e o maior risco reside na exposição prolongada ao frio e à umidade, podendo levar à hipotermia e problemas respiratórios.
Durante enchentes, a prioridade é o resgate de bens materiais de maior valor para os afetados, sendo o risco mais comum o estresse psicológico e a perda financeira decorrente dos danos patrimoniais, com menor preocupação em relação à segurança física imediata.
Em operações de enchente, o cuidado primordial é a comunicação constante com a mídia para informar a população sobre a situação e as ações de resgate, sendo o risco mais comum a disseminação de notícias falsas e boatos que podem gerar pânico e dificultar o trabalho das equipes.
Em operações de enchente, o cuidado essencial é o estabelecimento de abrigos temporários seguros e secos para os desabrigados, sendo o risco mais comum a superlotação desses locais e a dificuldade de garantir a higiene e o distanciamento social.
Qual é a medida mais eficaz para garantir a estabilidade de encostas em áreas de ocupação urbana?
Plantar espécies de raízes curtas para embelezar a área.
Ignitar pequenos fogos controlados para secar o solo.
Construir canaletas de drenagem para direcionar a água da chuva.
Cobrir a encosta com lona plástica impermeável.
Remover toda a camada superficial do solo para "renová-lo".
De acordo com o Livro Base de Prevenção Noções Básicas em Proteção e Defesa Civil e em Gestão de Riscos, o risco que ainda permanece num local mesmo após a implantação de programas de redução de risco é chamado de:
risco residual.
risco instalado.
risco Tolerável.
risco Intolerável.
risco aceitável.
No contexto da gestão de desastres, o risco é um conceito fundamental utilizado para orientar ações de prevenção e mitigação. Assinale a alternativa que melhor representa os elementos que compõem o risco:
A quantidade de chuvas registrada em um determinado período, independentemente de sua localização.
A combinação entre a ameaça natural, a vulnerabilidade da população e a exposição de elementos sujeitos a danos.
A estimativa do custo econômico dos danos provocados por um evento climático.
A previsão da intensidade de um evento natural, sem considerar os impactos sobre a população.
A capacidade de resposta de uma comunidade frente a eventos climáticos extremos.