

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Um docente do curso de técnico de Proteção e Defesa Civil orienta uma comunidade na elaboração do Plano de Autoproteção Familiar, utilizando o Guia de Autoproteção Familiar (IFC, 2024) como estratégia pedagógica para desenvolver a percepção de risco e a tomada de decisão em situações de emergência. Ao estruturar o conteúdo sobre rotas de fuga seguras, o docente busca integrar a formação do técnico em Proteção e Defesa Civil com princípios de gestão de riscos, continuidade de funções críticas, com a Lei nº 12.608/2012 e com as diretrizes internacionais do Marco de Sendai e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – PCC (2023). Nesse contexto, analise as assertivas a seguir:
I. A definição da rota de fuga no âmbito familiar constitui uma aplicação prática da gestão de riscos, baseada na identificação de ameaças, vulnerabilidades e capacidades locais.
II. A priorização da proteção da vida na definição de rotas de fuga está alinhada ao conceito de continuidade de funções críticas, sendo a vida o ativo essencial a ser preservado.
III. A inclusão de grupos vulneráveis (idosos, pessoas com deficiência, crianças e animais) é elemento estruturante do plano, influenciando diretamente a viabilidade da rota de fuga.
IV. A participação da comunidade na identificação de rotas de fuga pode comprometer a eficácia dos planos institucionais, devendo ser limitada ao cumprimento de orientações previamente definidas.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e III.
I, II, III e IV.
O PN-PDC 2025-2035 prioriza a segurança de infraestruturas críticas. Nesse contexto, insere-se o Plano de Ação de Emergência de Barragens (PAEBM). Qual é o requisito técnico essencial para a eficácia desse plano em caso de galgamento (overtopping)?
O uso de sirenes de alerta que toquem exclusivamente na sede administrativa da empresa mineradora, sem avisar a comunidade de jusante, para evitar pânico e desvalorização imobiliária.
A definição clara da zona de autossalvamento (ZAS), com sistemas de alerta redundantes e rotas de fuga sinalizadas que permitam a evacuação antes da chegada da onda de cheia, integrando os dados com a Defesa Civil Municipal.
O galgamento é um fenômeno físico impossível de ocorrer em barragens de rejeitos modernas, dispensando qualquer tipo de plano de emergência ou sinalização de fuga.
O PAEBM deve focar exclusivamente o salvamento dos equipamentos de mineração de alto custo, visto que a população local possui seguro de vida obrigatório.
O PN determina que a segurança de barragens de rejeitos é de responsabilidade técnica exclusiva da Marinha do Brasil e da Aeronáutica.
Um docente do IF é designado para coordenar a expansão do Curso Técnico em Proteção e Defesa Civil para novos campi localizados em regiões com vulnerabilidades geológicas e hidrometeorológicas distintas. O projeto deve estar alinhado ao PN-PDC 2025-2035, que prevê a capacitação continuada e o comportamento de prevenção como eixos transversais de resiliência nacional. O cenário geral é descrito a seguir:
1. Cenário pedagógico: a necessidade de implementar a avaliação por competências e o uso de simulações e exercícios operacionais (simulados) integrados à comunidade local.
2. Cenário institucional: a exigência de que o curso não seja apenas uma entrega de sala de aula, mas um hub de apoio técnico e científico aos setores de Proteção e Defesa Civil municipais da região, integrando ensino, pesquisa e extensão (Nexus).
3. Dilema de gestão: como estruturar a expansão do curso para que ele atue simultaneamente na formação técnica de excelência e na assessoria científica à gestão de riscos local, respeitando a autonomia dos entes federativos e as normas da EPT.
Considerando os fundamentos da EPT e os estudos de Beppler et al. (2024) sobre a atuação dos IFs, qual é a estratégia de expansão mais robusta e tecnicamente correta?
Focar a teoria em sala de aula para garantir o cumprimento da carga horária mínima exigida, deixando as atividades práticas e a integração com a comunidade para uma fase posterior, de pós-graduação.
Propor que o curso técnico substitua integralmente as funções das Defesas Civis municipais da região, assumindo a responsabilidade administrativa e técnica pelas interdições e obras de contenção, visando otimizar os recursos públicos federais em detrimento da autonomia municipal.
Adotar um modelo de ensino puramente focado em softwares de geoprocessamento (SIG), eliminando as visitas de campo e o contato com as comunidades para priorizar a transformação digital e a produção de mapas estéticos para publicação acadêmica, independentemente da utilidade prática para a gestão local.
Estruturar o curso utilizando a metodologia de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) aplicada a diagnósticos reais de vulnerabilidade da região, transformando-o em um polo de suporte técnico aos municípios através de projetos de extensão que auxiliem na elaboração de planos de contingência e no mapeamento colaborativo de riscos.
Limitar a expansão do curso técnico a municípios que já possuam 100% de resiliência e ausência de riscos, garantindo que os alunos não enfrentem dilemas éticos ou técnicos complexos durante sua formação profissional inicial.
Ao vistoriar uma encosta inclinada em dias de chuva constante, o Agente de Defesa Civil percebe grande probabilidade de um deslizamento sobre os casebres de madeira abaixo. O evento físico perigoso (deslizamento) representa a ________, enquanto as casas frágeis e a comunidade exposta representam a _______. A junção desses dois fatores resulta no risco do desastre.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
ameaça; vulnerabilidade.
proteção; prevenção.
mitigação; resiliência.
resposta; segurança.
vulnerabilidade; ameaça.
A rotina operacional do Agente de Defesa Civil inclui promover treinamentos e garantir que todos saibam como agir em um eventual desastre. Diante disso, analise as assertivas abaixo:
I. Promover e realizar regularmente exercícios simulados faz parte das competências legais dos Municípios.
II. Os exercícios práticos e as evacuações simuladas devem ser testados com base no Plano de Contingência do município.
III. É parcialmente proibido por lei tentar treinar e capacitar associações de voluntários para ajudar nos dias de resgate.
Está CORRETO o que se afirma em:
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
A Prefeitura está organizando seu Plano de Contingência (PLANCON) para agir rapidamente durante as fortes chuvas de verão. Diante disso, o Agente de Defesa Civil ajuda na elaboração desse documento. Considerando essas informações, analise as assertivas abaixo:
I. O Plano de Contingência funciona como um planejamento da fase de resposta e deve ser construído de forma antecipada nos momentos de normalidade.
II. Durante o desastre, o Plano de Contingência deve ser deixado de lado, pois a equipe deve fazer as rotas de fuga no momento das fortes chuvas.
III.O Plano de Contingência deve prever sistemas de monitoramento, alarmes sonoros (sirenes) e as rotas de evacuação da população vulnerável.
Está CORRETO o que se afirma em:
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, IIe III.
Na prevenção de desastres em encostas, a escolha da obra de contenção adequada depende das características do terreno e da necessidade de drenagem. Sobre as estruturas de contenção comumente monitoradas pela Defesa Civil, identifique a alternativa correta.
O muro de gabião é uma estrutura de gravidade, flexível e permeável, formada por gaiolas metálicas preenchidas com pedras, que permite a passagem da água e reduz a pressão no maciço.
Os muros de concreto armado são estruturas obrigatoriamente permeáveis, que dispensam a instalação de drenos internos ,(barbacãs), para o alívio da pressão da água.
A técnica de solo grampeado consiste, exclusivamente no plantio de vegetação rasteira para segurar a terra, não utilizando elementos rígidos como barras de aço ou concreto projetado.
As bacias de detenção, popularmente conhecidas como "piscinões", são obras de contenção de encostas projetadas especificamente para impedir o deslizamento de grandes massas de terra.
Durante um temporal severo, observa-se um fluxo de água que desce uma via urbana íngreme com velocidade extremamente elevada e grande poder de transporte de detritos, independentemente da existência de rios próximos. Esse fenômeno é tecnicamente definido como:
Enxurrada: escoamento superficial de alta velocidade e energia cinética, provocado por chuvas intensas e concentradas.
Inundação Gradual: transbordamento lento das águas de um curso d'água para as planícies adjacentes após chuvas persistentes na cabeceira.
Alagamento: acúmulo de água em áreas rebaixadas devido à deficiência ou obstrução do sistema de drenagem pluvial urbana.
Enchente: elevação do nível da água de um rio dentro do seu canal de drenagem, sem atingir as áreas de ocupação marginal.
Um município é incluído no cadastro dos municípios suscetíveis a eventos de enxurradas e inundações quando apresenta uma combinação de fatores. Uma dessas combinações é a presença de
episódio único de inundação, vegetação natural e chuvas fortes.
área plana, baixa ocupação e drenagem eficiente.
chuvas moderadas, solo permeável e rio com leito regular.
terreno inclinado, chuvas intensas e ocupação irregular.
urbanização intensa, boa drenagem e boa vegetação.
A combinação de água em excesso mal controlada e solo exposto resulta em processos de degradação que necessitam intervenções, em função do nível de risco. A intervenção recomendada, no caso de ravinas em estágio avançado, é o uso de
canaletas estruturadas, drenagem e estabilização superficial.
drenagem superficial como sarjetas, canaletas e cobertura vegetal.
revegetação, cobertura do solo e controle de escoamento.
projeto geotécnico, drenagem profunda e controle de fluxo.
obras de contenção, dissipadores de energia e reconfiguração do terreno.
Os elementos que, quando combinados, indicam uma situação que requer evacuação urgente por risco de queda da estrutura são:
trinca diagonal na parede, porta travando e piso levemente inclinado.
paredes estufando, estalos frequentes e pilares fissurados.
trincas finas espalhadas, revestimento descolando e parede craquelada.
trinca vertical isolada, fissuras próximas às janelas e umidade próxima ao solo.
pintura com bolhas, manchas de umidade no teto e trinca no piso sem desnível.
A defesa civil classifica as áreas de risco em função da probabilidade de, no local, acontecerem desastres e da vulnerabilidade das pessoas expostas. Considerando o contexto de chuva intensa, nas últimas 48h, uma encosta com casas de alvenaria simples, com trincas no solo próximas das casas e água escorrendo pela encosta é classificada como uma área de
baixo risco.
médio risco.
alto risco.
muito alto risco.
risco iminente.
Analise o conceito a seguir:
Refere-se ao risco efetivo, atual e perceptível em áreas ocupadas, identificado a partir de evidências observáveis no terreno, isto é, sinais concretos de que eventos adversos podem estar ocorrendo ou podem se repetir. Fonte: Ministério da Integração Nacional. Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Módulo de formação: noções básicas em proteção e defesa civil e em gestão de riscos: livro base. Brasília: Ministério da Integração Nacional, 2017.
O conceito apresentado corresponde ao risco:
Residual.
Instalado.
Tolerável.
Aceitável.
No contexto internacional, as instituições de Defesa Civil dedicavam-se, até a década de 1970, quase exclusivamente à resposta aos desastres e à redução de seus efeitos. Posteriormente, o processo de gestão de riscos passou por mudanças significativas, quando se reconheceu que:
I.O investimento em ações de preparação pode reduzir os impactos dos desastres.
II.Parte desses eventos pode ser evitada por meio de medidas preventivas.
A partir dessas mudanças, é possível AFIRMAR que:
Houve uma transição do foco nas pessoas para o foco no risco.
Houve uma transição do foco nos riscos para o foco no desastre.
Houve uma transição do foco nos desastres para o foco nas pessoas.
Houve uma transição do foco nos desastres para o foco no risco.
Qual é o lema da Defesa Civil?
Proteger para reconstruir.
Prevenir hoje para salvar o amanhã.
Defesa Civil somos todos nós.
Unidos contra os desastres.
Qual a única alternativa que não se enquadra nas situações que podem ocorrer em áreas de risco?
Obstrução de ruas e estradas;
Desbarrancamento;
Poluição sonora e visual;
Enchentes e inundações.
No contexto da drenagem urbana sob influência de eventos extremos associados ao El Niño, e considerando a Lei nº 12.608/2012, o Código Florestal e normas técnicas de gestão de riscos, assinale a alternativa INCORRETA.
Sistemas de drenagem baseados exclusivamente em canalização tendem a reduzir o tempo de concentração e podem aumentar o risco de inundação a jusante.
Soluções baseadas na natureza, como jardins de chuva, contribuem para a redução do escoamento superficial e aumento da infiltração.
A supressão de APPs urbanas pode ser realizada livremente desde que haja necessidade de obras de drenagem.
A variabilidade climática associada ao El Niño pode alterar padrões históricos de precipitação, exigindo revisão de parâmetros de projeto.
A Lei nº 12.608/2012 estabelece a integração entre planejamento urbano e redução de riscos de desastres.
No contexto da implementação do PN-PDC 2025-2035, um docente do curso técnico em Proteção e Defesa Civil propõe aos seus estudantes o desenvolvimento de um plano de evacuação para uma indústria química de alto risco, localizada adjacente a uma comunidade vulnerável, utilizando a metodologia de Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP). O projeto envolve a pesquisa de normas de segurança industrial, a interação com a comunidade local para levantamento de vulnerabilidades e a proposição de soluções integradas. Considerando a situação apresentada, assinale a alternativa que melhor descreve como esse projeto se integra às diretrizes do PN-PDC 2025-2035 e às responsabilidades acadêmicas e profissionais.
O projeto, embora louvável em sua intenção, desvia-se das atribuições docentes, que devem focar exclusivamente a transmissão de conteúdo teórico em sala de aula, sem a intervenção em problemas reais que poderiam gerar conflitos com o setor privado ou expor o Município a responsabilidades legais.
A metodologia ABP, nesse caso, é inadequada, pois a elaboração de planos de evacuação para indústrias químicas é de competência exclusiva de engenheiros de segurança e órgãos de fiscalização, limitando o papel dos estudantes e do docente à mera coleta de dados secundários, não sendo indicada a proposição de soluções.
A integração do projeto reside na indissociabilidade entre ensino, pesquisa aplicada e extensão, promovendo a formação de profissionais críticos e proativos, atendendo diretamente aos eixos do Plano para a ERRD e de fomento à pesquisa e inovação. Ao articular academia, setor privado e comunidade na construção de soluções para a governança de riscos tecnológicos, capacita os alunos a serem agentes de transformação da cultura reativa para a proativa.
O PNP-DC 2025-2035, ao enfatizar a resiliência, sugere que a comunidade deve desenvolver sua própria capacidade de resposta, tornando desnecessária a intervenção acadêmica em planos de evacuação, que seriam de responsabilidade exclusiva da Defesa Civil municipal, sem a necessidade de colaboração externa.
A participação dos estudantes e do docente em um plano de evacuação para uma indústria química configura um deslocamento de função, pois a legislação vigente atribui a responsabilidade pela elaboração e implementação de tais planos exclusivamente às Forças Armadas e aos Corpos de Bombeiros Militares, em caráter de sigilo absoluto, para não gerar pânico na população.
Um gestor de Defesa Civil recebe um laudo técnico apontando a necessidade de monitoramento de uma ponte com suspeita de recalque diferencial em um dos encontros. Qual é a diferença técnica fundamental entre o uso de um teodolito e de uma estação total para esse monitoramento?
O teodolito realiza medições automáticas de distância via laser infravermelho, enquanto a estação total mede apenas ângulos horizontais e verticais através de nônios ópticos.
A estação total deve ser utilizada exclusivamente para obras de arquitetura paisagística, enquanto o teodolito é o instrumento padrão ouro para monitoramento de recalques em grandes barragens.
O teodolito mecânico possui maior precisão em ambientes com alta umidade e neblina do que a estação total eletrônica, segundo os novos manuais de instrumentação do Sinpdec.
Ambos os equipamentos foram substituídos integralmente pelo uso de bússolas de geólogo e clinômetros manuais nas diretrizes de modernização do PN-PDC 2025-2035.
O teodolito é um instrumento puramente goniométrico (mede apenas ângulos), exigindo o uso de trenas ou diastímetros auxiliares para distâncias, enquanto a estação total integra a medição angular com um EDM, permitindo o cálculo imediato de coordenadas tridimensionais (X, Y, Z).
No salvamento aquático simples, realizado sem o uso de pranchas ou embarcações, qual é o principal objetivo da técnica de abordagem pelas costas da vítima?
Garantir que o salva-vidas mantenha contato visual direto com a vítima durante o resgate.
Impedir que a vítima agarre o salva-vidas, evitando risco de afogamento duplo.
Facilitar o transporte da vítima por meio do nado lateral, aumentando a velocidade.
Permitir a aplicação imediata de respiração boca a boca ainda dentro da água.
Manter o salva-vidas submerso para maior estabilidade durante o reboque.