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A varejista mencionada no artigo registrou suas dívidas com...

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 23.


O caso Americanas


[...] o rombo bilionário nas planilhas da Americanas só reforçou a importância da contabilidade, de seguir regulamentações e padrões contábeis para evitar problemas financeiros.

Em resumo, o valor de mais de 40 bilhões em dívidas é resultado de uma operação que envolve seus fornecedores e os bancos. Porém, o que é preciso destacar é que o processo da operação é comum, mas o grande problema enfrentando pela empresa estava na forma como o registro dessas dívidas eram feitas nas planilhas contábeis.

O processo era simples: o fornecedor recebia os pedidos antes da venda, a e, Americanas quitava o pagamento com um empréstimo do banco. Com isso, o fornecedor recebe e a companhia paga depois a instituição bancária com os juros. Isso é legal. O problema foi na hora de registrar esses valores.

Em vez de registrar a dívida financeira, a Americanas registrava no balanço a dívida com o fornecedor que − não tinha juros. E isso ao longo de vários anos, o que causou o rombo bilionário na companhia.

O coordenador contábil de Atlas Inteligência para Gestão, Paulo Picarelli, falou sobre o caso e trouxe pontos importantes que as empresas podem se atentar para evitar riscos na contabilidade, comprometendo, assim, a saúde financeira da empresa.

[...]


Disponível em: https://www.atlas.com.vc/caso-americanas. Acesso em 19/08/2024.

A varejista mencionada no artigo registrou suas dívidas com fornecedores de forma inadequada, omitindo os empréstimos bancários associados, o que resultou em distorções significativas em suas demonstrações financeiras. Essa prática influenciou diretamente o cálculo de diversos índices financeiros. Considerando a correta apresentação do balanço patrimonial, os impactos dessa prática no cálculo dos índices de liquidez e de endividamento seriam


A

subestimação do índice de liquidez geral, uma vez que as dívidas financeiras foram contabilizadas como dívidas de longo prazo, e superestimação do índice de endividamento, dado que a classificação inadequada resultou em uma distorção no cálculo da dívida em relação ao patrimônio líquido.


B

superestimação do índice de liquidez seca, devido à ausência das dívidas financeiras que deveriam constar no passivo circulante, e subestimação do índice de endividamento, pois a empresa não refletiu adequadamente a magnitude total de suas obrigações.


C

superestimação do índice de liquidez corrente, pois as obrigações financeiras não foram corretamente classificadas, distorcendo a comparação entre ativo circulante e passivo circulante, e subestimação do índice de endividamento, uma vez que a dívida total foi reportada em valor inferior ao real.


D

subestimação do índice de liquidez corrente, já que as dívidas financeiras não foram devidamente incluídas no passivo circulante, e subestimação do índice de endividamento, visto que a empresa não refletiu adequadamente a magnitude total de suas obrigações.