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A criminologia cultural
considera aspectos típicos da pós-modernidade na compreensão do desvio.
surge nos anos 1980 como uma forma de resistência à criminologia crítica.
propõe, por focar nas influências culturais sobre a criminalidade, uma análise que despreza as dinâmicas individuais, concentrando-se nas dinâmicas coletivas.
está voltada à máxima quantificação do comportamento humano, identificando os padrões encontrados em toda a sociedade.
tem por objeto de estudo as relações entre a questão criminal e manifestações de cunho artístico-cultural, apontando tendências de criminalidade na cultura popular e de prevenção do desvio na cultura erudita.
O fenômeno da criminalização da cultura diferente, na dinâmica da vida cotidiana do século XXI, como a de mendigos, prostitutas, punks, grafiteiros, neonazistas, dentre outras “tribos”, inspirou autores como Jeff Ferrell, Keith Hayward e Jock Young, que lançaram as principais premissas da nova vertente da Criminologia Crítica denominada
Criminologia do Enraizamento Social.
Criminologia Cultural.
Teoria da Ocasião Diferencial.
Teoria da Conformidade Diferencial.
Criminologia da Associação Diferencial.
Sobre uma importante vertente da Criminologia estadunidense, a Escola de Chicago, é correto afirmar que
a criminalidade nas grandes cidades tem explicação no controle social informal enfraquecido e desorganizado.
são seus principais idealizadores: Émile Durkheim, Robert Merton e Talcott Parsons.
também é conhecida como Teoria da Ecologia Social ou da Organização Cultural.
as ideias dos teóricos dessa Escola possuem fortes influências de Karl Marx.
seu foco de pesquisas é a prevenção aos crimes contra o meio ambiente.
De acordo com a economia política da pena,
a compreensão das variações históricas e contemporâneas do sistema penal deve estar orientada por uma análise estrutural das relações entre tecnologias penais e transformações econômicas.
o poder econômico induz a criminalidade das classes subalternas, que praticam mais crimes do que os poderosos.
a prisão moderna nasce da necessidade de humanização das penas, com o abandono das sanções corporais por influência do racionalismo iluminista e seus postulados de um direito penal liberal.
os crimes de colarinho branco independem do poder econômico do agente, mas de seu caráter sigiloso, como a corrupção policial.
a correta compreensão das funções da prisão deve abandonar razões históricas e concentrar-se em motivações econômicas que se repetem estruturalmente nos diversos locais e períodos.
O pensamento de Émile Durkheim trouxe importantes influxos para a criminologia. Sobre sua obra, é correto afirmar que
a reação social ao delito, mais do que suas causas, é o fundamento que possibilita a crítica do sistema penal moderno.
a pena é um ato de imposição de sofrimento ao ser humano que, todavia, é considerado justo ante o abalo proporcionado à consciência coletiva pela conduta criminosa.
a teoria da anomia conformou o pensamento crítico de resistência ao positivismo criminológico latino-americano ao reconhecer o estado de organização social em uma perspectiva decolonial.
a punição recebeu importância lateral, já que sua obra foi forjada no sentido de entender o crime e suas motivações, preocupações centrais do pensamento social revolucionário.
rejeita a importância da solidariedade social para compreender o fenômeno social e a criminalidade, como faziam os estudiosos do positivismo criminológico.


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O estudo das teorias relaciona-se intimamente com as finalidades da pena. Nesse sentido, a teoria que sustenta que a única função efetivamente desempenhada pela pena seria a neutralização do condenado, especialmente quando a prisão acarreta seu afastamento da sociedade, é a teoria
Para Liszt, o fundamento da pena é orientado às finalidades de: a) ressocialização dos delinquentes suscetíveis de socialização; b) intimidação dos que não têm necessidade de socialização e; c) neutralização dos não suscetíveis de socialização.

O fenômeno retratado pelo trecho acima é chamado de


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Na Criminologia, é frequente o debate a respeito das funções da pena. Segundo a ideia de prevenção especial negativa, a pena teria a função de:
ressocializar o condenado, promovendo sua harmônica integração social.
retribuir proporcionalmente o mal causado pelo delito.
neutralizar ou segregar o condenado do meio social, impedindo-o de cometer novas infrações penais.
reforçar a confiança da coletividade na vigência da norma, estimulando a fidelidade ao Direito.
intimidar e dissuadir a coletividade, de modo que todos se abstenham da prática de infrações penais.
Assinale a alternativa que aponta o ente que exerce ou fomenta, concomitantemente, os controles formal e informal sobre a vida em sociedade.
Poder Judiciário.
Família.
Policiamento Comunitário.
Clubes de Serviço.
Forças Armadas.


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Assinale a alternativa falsa:
As teorias criminológicas de cunho etiológicoindividualizante têm na personalidade deficitária do criminoso o principal fator explicativo da criminalidade.
A teoria da anomia e a teoria da subcultura representam exemplos do paradigma criminológico etiológico sócio-cultural.
A prevenção geral negativa, por meio da punição do autor do delito, tem por propósito desmotivar outros membros da sociedade a realizarem condutas similares.
A teoria da prevenção geral positiva limitadora concebe o direito penal como um instrumento a mais de controle social, caracterizado pela sua formalização.
A teoria preventiva especial positiva atribui à pena a função declarada de ressocializar o agente, o que o faz por meio da inocuização.
Com base no livro As prisões da miséria de Loïc Wacquant, assinale a alternativa correta.
O Estado Penal europeu não está em vias de instauração.
A cooperação policial, judiciária e penitenciária se intensificou bastante na esteira dos recentes avanços da integração econômica e monetária na Europa.
Os Estados Unidos optaram pela não criminalização da miséria.
A Europa já optou pelo fortalecimento da proteção social e o não encarceramento dos pobres.
Sobre a ascensão do Estado Penal e o desmantelamento do Estado Providência, temática tratada no livro As prisões da miséria de Loïc Wacquant (2001), analise as afirmativas a seguir:
I. A atrofia deliberada do Estado social corresponde à hipertrofia do Estado Penal.
II. As políticas neoliberais investiram na ideia do Estado mínimo, provocando a generalização da insegurança social no cerne da prosperidade encontrada e no crescimento vertiginoso das desigualdades.
III. A hipertrofia do Estado Penal conteve a expansão às pretensões da indústria privada da carceragem nos Estados Unidos.
IV. O desmantelamento do Estado Providência alimentou no campo social a segregação, a criminalidade e o desamparo das instituições públicas.
São corretas APENAS as afirmativas:
I, III e IV.
II e III.
II, III e IV.
I, II e IV.