Alfredo e Ricardo disputam o único salva-vidas durante o naufrágio de um barco, provocado
dolosamente por Alfredo. Ricardo, desconhecendo que Alfredo foi o causador do naufrágio, para
alcançar a posse exclusiva do salva-vidas, termina por matá-lo. Neste caso, Ricardo teria atuado
justificadamente, em estado de necessidade defensivo. E, se houvesse uma terceira pessoa na
embarcação, também inocente na provocação do naufrágio, que com ele disputasse o mesmo salvavidas,
se a matasse para salvar a própria vida, Ricardo teria feito em estado de necessidade agressivo,
excludente da ilicitude.