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De acordo com o Ministério da Saúde (2014) a política de saúde mental infanto-juvenil tem como diretrizes, EXCETO
Acolhimento universal. Significa que as portas dos serviços devem estar abertas a todos aqueles que chegam, com alguma necessidade de saúde e de saúde mental. Não significa que o serviço de saúde e de saúde mental deve atender e acompanhar todos os casos que ali chegam, mas que deve fazer uma abordagem inicial para identificar as necessidades de cada situação, orientar e propor intervenções, se for o caso.
Construção permanente da intersetorialidade. A partir da noção de clínica ampliada e da consideração da complexidade das intervenções em saúde mental, álcool e outras drogas é fundamental a construção cotidiana de uma rede intersetorial, sem a qual não é possível uma resposta potente aos problemas apresentados por esta população.
A criança ou adolescente a cuidar é um sujeito, contudo não é responsável por sua demanda e seu sintoma. É um sujeito de direitos e detentor de lugares autênticos de fala, mas na condição de peculiar de sujeito em desenvolvimento só deve ser atendido na presença de pais ou responsáveis.
Avaliação das demandas e construção compartilhada das necessidades de saúde mental. As demandas que chegam aos serviços de saúde mental, vindas do sujeito, da família, da escola e de serviços da rede de saúde ou rede intersetorial devem ser discutidas e elaboradas em conjunto pelas equipes, familiares e usuários.
Trabalho no Território. Trata-se de um conceito que extrapola os sentidos meramente geográficos ou regionais, mas tem relação com as redes de relações e afetos, bem como as redes sociais daquele que é cuidado, que inclui a família, os vizinhos, a escola, a praça, o clube, os lugares de lazer, etc.