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Sobre a Política de Saúde Mental voltada à Rede Básica de Atenção:
As equipes da Rede Básica de saúde, podem detectar transtornos mentais em seus usuários, mas não estão capacitadas para fazer o diagnóstico, nem o Projeto Terapêutico Singular − PTS. Este, de competência exclusiva de equipes onde estão presentes o psiquiatra e o psicólogo. Assim, a orientação da Política de Saúde Mental, ao se detectar casos de transtorno mental, que ele seja referenciado para o CAPS mais próximo no território.
A equipe do NASF fará a supervisão de todos os casos nos quais foram detectados sinais de transtorno mental como ansiedade, depressão, acompanhamento de gestantes, dependência ao álcool.
A Rede Básica não está preparada para o atendimento a portadores de transtorno mental.
As ações a serem desenvolvidas pelas equipes da Atenção Básica − AB devem conformar um Projeto Terapêutico Singular − PTS para cada criança ou adolescente, elaborado a partir da discussão em equipe multiprofissional e contextualizado na realidade de vida da criança ou adolescente e sua família. Sempre que necessário este projeto deve ser discutido com equipes de apoio, como os Nasf, Caps ou Capsi. É importante que um profissional da equipe da AB atue como profissional de referência para cada criança ou adolescente acompanhado na comunidade.
O fortalecimento das equipes de Saúde da Família é de suma importância para a saúde mental. A educação permanente pode impulsionar mudanças das práticas em saúde, estimulando a construção de ações mais inclusivas das populações vulneráveis. Cabe à equipe de saúde mental supervisionar, programar cursos e avaliações periódicas das equipes da rede básica.