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Os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) foram criados pelo Ministério da Saúde em 2008 com o objetivo de apoiar a consolidação da Atenção Básica no Brasil, ampliando as ofertas de saúde na rede de serviços, assim como a resolutividade, a abrangência e o alvo das ações. A Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011, regulamenta que as atribuições de cada um dos profissionais das equipes de atenção básica devem seguir as referidas disposições legais que regulamentam o exercício de cada uma das profissões. No entanto, descreve que são atribuições comuns a todos os profissionais:
Realizar o cuidado da saúde da população pobre, prioritariamente no âmbito da unidade de saúde, e quando possível no domicílio e nos demais espaços comunitários (escolas, associações, entre outros); realizar ações de atenção à saúde, conforme a necessidade de saúde da população local, bem como as previstas nas prioridades normatizados nos protocolos da gestão local.
Garantir a atenção à saúde, buscando a integralidade por meio da realização de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde e prevenção de agravos; e da garantia de atendimento da demanda sistematizada e organizada; participar do acolhimento dos usuários realizando a escuta qualificada das necessidades de saúde, procedendo a primeira avaliação (classificação de risco, avaliação de vulnerabilidade, coleta de informações e sinais clínicos) e identificação das necessidades; realizar busca ativa e notificar doenças e agravos de notificação compulsória e de outros agravos e situações de importância local, quando for das competências das categorias profissionais do NASF.
Responsabilizar-se pela população integral, mantendo a coordenação do cuidado mesmo quando esta necessita de atenção em outros pontos de atenção do sistema de saúde; praticar cuidado familiar e dirigido a coletividades e grupos sociais que visa propor intervenções que influenciem os processos de saúde doença dos indivíduos, das famílias, coletividades e da própria comunidade; realizar reuniões de equipes, a fim de direcionar, de acordo com cada olhar profissional, o planejamento e avaliação das ações da equipe.
Participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe, identificando grupos, famílias e indivíduos expostos a riscos e vulnerabilidades; manter atualizado o cadastramento das famílias e dos indivíduos no sistema de informação indicado pelo gestor municipal e utilizar, de forma sistemática, os dados para a análise da situação de saúde considerando as características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas do território, priorizando as situações a serem acompanhadas no planejamento local.
Acompanhar e avaliar sistematicamente as ações implementadas, visando à readequação do processo de trabalho; garantir a qualidade do registro das atividades nos sistemas de informação na Atenção Básica;realizar trabalho interdisciplinar e em equipe, integrando áreas técnicas e profissionais de diferentes formações;participar em consonância à sua categoria profissional, das atividades de educação permanente.