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Em pesquisa realizada junto a assistentes sociais que atuam no NASF, Santos e Bettiol Lanza (2014) identificaram que:
Os assistentes sociais entrevistados efetuam análises que extrapolam a qualificação do processo de trabalho, submetendo o mesmo ao objetivo de superação do modelo médico-hegemônico, e ao posicionamento em favor do conceito ampliado de saúde.
O papel de apoio, realizado pelos profissionais do NASF, prescinde de uma teleologia, na medida em que esse trabalho tem como principais contribuições a ampliação da visão dos sujeitos envolvidos e a construção de outras possibilidades de intervenção no social.
A inserção de assistentes sociais no NASF tende a reatualizar a herança conservadora da profissão, na medida em que esse profissional é, prioritariamente, convocado a mediar situações de conflitos entre objetivos institucionais e reais necessidades da população.
A ampliação das equipes do NASF tem sido acompanhada de uma intensa precarização dos vínculos empregatícios e das condições de trabalho, restringindo a autonomia profissional e comprometendo o alcance de seu projeto ético-político.
A ausência de referências para o trabalho do assistente social neste espaço sócio-ocupacional revela um importante distanciamento entre o que a categoria tem assumido enquanto produção teórica e prática na área da saúde, e as atividades próprias do NASF.