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Em estudos realizados sobre os modelos na gestão do SUS, nos Planos Estaduais de Saúde Quadrienais estudados por Krüger & Reis (2019), há inúmeras referências sobre as dificuldades da gestão quanto à falta de autonomia orçamentária, financeira e técnico-administrativa; limitações de ordem fiscal para admissão e expansão de recursos humanos; falta de agilidade nos processos licitatórios; gestão burocrática e centralizada. Com base nessas referências, é correto concluir que
tais afirmações abrem caminho para a perspectiva gerencialista, aos despolitizarem e sufocarem o modelo de gestão pública estatal, pois a lógica gerencialista de gestão vem revestida de uma série de novas terminologias que têm mascarado os fundamentos do SUS e submete as necessidades de saúde a questões técnicas de eficiência e modernização.
o capital investido em saúde pública por parte do Estado está mais seguro em mãos das iniciativas privadas, como os planos de saúde populares.
nota-se uma linguagem genérica em relação ao SUS, quase como para cumprir um dispositivo legal, mas as perspectivas ideopolíticas dos gestores assentam-se numa expectativa de rever os processos de gestão, sendo o modelo público o mais indicado.
o modelo proposto pela gestão terceirizada é o ideal para promoção da saúde e qualidade nos serviços do SUS para a população usuária.
os planos de saúde populares são uma via de acesso ao setor privado, embora utilize recursos públicos na contratação de pessoal na área da saúde, o que está de acordo com a legislação do SUS.