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Em relação às diretrizes nacionais para vigilância, atenção e controle da hanseníase, é correto afirmar:
a baciloscopia de pele deve ser utilizada como exame complementar para a classificação dos casos como reativo (imunocompetente) e não reativo (imunossuprimido), sendo essencial na escolha do tratamento, independentemente do número de lesões ou do acometimento neurológico.
a classificação operacional do caso de hanseníase, visando definir o esquema de tratamento com poliquimioterapia é baseada no grau de imunossupressão, número de lesões cutâneas e grau de acometimento neurológico, sendo assim dividido em paucibacilar e multibacilar.
a investigação epidemiológica de contatos consiste no exame dermatoneurológico de todos os contactantes domiciliares, trabalho e/ou escola dos casos novos detectados, sendo necessário nos casos infectantes (multibacilares), mas desnecessário para os pacientes não infectantes (paucibacilares).
o diagnóstico de caso de hanseníase é essencialmente clínico e epidemiológico, e é realizado por meio da análise da história e das condições de vida do paciente, do exame dermatoneurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos.
os estados reacionais ou reações hansênicas (tipos A, B e C) são alterações do sistema imunológico que se exteriorizam como manifestações inflamatórias subagudas e crônicas, que ocorrem durante ou depois do tratamento com poliquimioterapia, sendo mais frequentes nos casos multibacilares.