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A respeito do sistema de saúde brasileiro e de sua implantação, de acordo com Paim, Travassos, Almeida, Bahia e Macinko (2011), é correto afirmar:
Desde 1988, o Brasil tem estabelecido um sistema de saúde dinâmico e complexo (o Sistema Único de Saúde — SUS), baseado nos princípios da saúde como um direito do cidadão e um dever do Estado, com objetivo de prover uma atenção abrangente e universal, preventiva e curativa, por meio da gestão e prestação centralizadas de serviços de saúde, promovendo a participação da comunidade em todos os níveis de governo.
A reforma do setor de saúde ocorreu antes do processo de democratização, tendo sido liderada por governantes e representantes do poder militar.
A implementação do SUS foi complicada pelo apoio estatal ao setor privado, pela concentração de serviços de saúde nas regiões mais desenvolvidas e pelo subfinanciamento crônico.
Por causa das limitações políticas, o SUS ainda não conseguiu amplamente o acesso à atenção básica e de emergência, nem atingir uma cobertura universal de vacinação e assistência pré-natal, apesar dos grandes esforços para fabricar os produtos farmacêuticos mais essenciais ao país.
Em última análise, os principais desafios enfrentados pelo SUS são de ordem técnica, pois não podem ser resolvidos na esfera política; só poderão ser solucionados com os esforços que dependem mais da formação especializada de recursos humanos do que propriamente da participação da sociedade.