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Conforme proposto por Paulo Freire, aos trabalhadores da saúde cabe o desafio de contribuir ativamente com seus pacientes na luta pelo direito à saúde. É correto dizer que o filósofo, ao propor que “a saúde não pode ser uma mercadoria”, enxergava-a como:
Abstrata e sem relação direta com o sistema econômico nacional, porque é uma necessidade fundamental, e não um aspecto social que caiba ao governo ou ao comércio.
Incondizente com o poder estatal, visto que a saúde deveria caber somente ao setor terciário da economia, que é suficiente para atender equitativamente toda a população.
Necessária para a autonomia coletiva, uma vez que a população tem o direito de se apropriar do sistema de saúde vigente no país e disputar por sua satisfação com o atendimento.
Intrínseca ao setor comercial, pois tomava o aspecto bancário da saúde como fundamental para a disputa mercadológica, que acarreta baixos preços ao aquecer a economia e, por conseguinte, facilita o acesso da população a planos de saúde privados.