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Na obra “Medicinas indígenas e as políticas da tradição: entre discursos oficiais e vozes indígenas”, publicada em 2013, como parte da Coleção Saúde dos Povos Indígenas organizada pela Fundação Oswaldo Cruz, Luciane Ouriques Ferreira aborda o modo como as categorias “tradição” e “tradicional” foram inseridas na formulação de políticas públicas de saúde implementadas no Brasil. Segundo a autora, as diretrizes estabelecidas pelo Subsistema de Saúde Indígena e pelo Plano Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas em relação às crenças e costumes tradicionais são


A

inexequíveis em função da hierarquia histórica estabelecida entre “medicina científica” e “medicina tradicional”, que impossibilita a articulação dos saberes médicos com o sistema de crenças indígenas.


B

normativas que reconhecem integralmente a eficácia das medicinas tradicionais indígenas ao restringir o uso de fármacos no tratamento oferecido a essas populações.


C

fruto de sanções internacionais capitaneadas pela Organização Mundial da Saúde em defesa dos direitos das minorias étnicas a cuidados de atenção diferenciada à saúde.


D

resultado direto da articulação de organismos internacionais para fazer valer os direitos das populações indígenas brasileiras por uma atenção diferenciada à saúde.


E

parte do processo de reconhecimento e legitimação das “medicinas tradicionais” enquanto objeto de políticas públicas no campo da saúde no Brasil.