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A taxa de mortalidade infantil (TMI) é um importante indicador de saúde e de condições de vida de uma população. No Brasil, a TMI apresentou uma redução importante entre 1990 e 2015, passando de 47,1 para 13,3 óbitos infantis por mil nascidos vivos. Contudo, em 2016, observou-se um aumento da TMI, que subiu para 14,0. Esse incremento foi observado em todas as Regiões do Brasil, exceto na Região Sul. De 2017 a 2019, a TMI retornou ao patamar de 2015, com 13,3 óbitos por mil nascidos vivos, e em 2022 caiu para 12,6.
Segundo o Ministério da Saúde, o aumento da TMI observado no ano de 2016 pode ser explicado por alguns fatores prováveis, mas não únicos, a saber:
a privatização da saúde e o aumento do número de partos por cesariana nas Regiões do Brasil acometidas.
a piora da assistência à saúde materno-infantil e da segurança alimentar e nutricional das mães e dos recém-nascidos.
o aumento de gestantes adolescentes, associado à redução do aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida dos bebês.
a redução da cobertura vacinal das crianças menores de um ano de idade, que provocou um aumento de mortes por sarampo nesse grupo.
a epidemia de vírus Zika, que levou à queda da natalidade, e a crise econômica, que ocasionou um aumento no número de óbitos por causas evitáveis.