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A identificação de grupos, famílias ou indivíduos expostos ao risco de violência doméstica é responsabilidade de todos os profissionais da atenção primária à saúde, incluindo o Agente Comunitário de Saúde (ACS). Desse modo, em sua prática, tal profissional deve atentar-se aos sinais indicativos de tal situação, seja ela física, psicológica ou sexual. Segundo o Ministério da Saúde, embora possa ocorrer em qualquer grupo populacional, mulheres — sobretudo aquelas com menos de 35 anos; gestantes; e que fazem uso abusivo de álcool ou que têm parceiros que o fazem —, crianças e idosos são as parcelas de maior vulnerabilidade.
Frente a tal cenário, é dever do Agente Comunitário de Saúde
guardar sigilo, quando a suspeita permanecer mas não puder ser comprovada, visto que a equipe não poderá definir estratégias para lidar com a suspeita.
reportar o caso ao seu supervisor de campo, quando ficar caracterizada a violência doméstica, a fim de que sejam tomadas as medidas cabíveis.
preterir manifestações de baixa auto-estima, cansaço excessivo, dor de cabeça frequente, problemas de memória e concentração, medo intenso, insegurança, vergonha, culpa e insônia como sinais que caracterizam a violência doméstica.
questionar a vítima sobre o assunto, seguindo alguns princípios para confirmar a veracidade dos fatos — como inquirir o suspeito quanto à violência cometida.