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Leia o texto a seguir.
Os dados revelam que o lazer nos manicômios modernos está orientado pela concepção do louco e do consumidor de droga como um indivíduo problemático e desviante, que deve ser controlado. Quando existem, as atividades de lazer estão centradas em poucos elementos da cultura corporal e assumem uma perspectiva funcionalista, acompanhadas por dramáticas violações de direitos. Por isso, a presença de atividades de lazer não é por si só indicadora do cuidado humanizado. Isso não quer dizer que o lazer está apenas subsumido, mas que apresenta as contradições institucionais de desgaste do manicômio e, contraditoriamente, confere legitimidade à instituição.
PASQUIM, Heitor. Martins., MIRELLY Gonçalves de Sousa, P., PESSONI de Paula e Silva, A., & NEVES Lira de Rezende, Ricardo. Pesquisa documental sobre o papel do lazer nos manicômios modernos: relatórios de inspeção nacional. Revista Brasileira De Estudos Do Lazer, 9 (3), 1–15. Disponível em: <https://periodicos.ufmg.br/index.php/rbel/article/view/37096> . Acesso em: 11/09/2023.
O lazer, nesse contexto, assume o papel de
reorientação do cuidado e fortalecimento da promoção da saúde mental dos internos.
conscientização dos usuários sobre a sua condição de liberdade e emancipação.
fortalecimento dos princípios da reforma psiquiátrica brasileira.
fortalecimento da instituição manicomial e dos processos disciplinares.