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A Educação Permanente em Saúde (EPS) deve ser compreendida não apenas como uma estratégia de qualificação técnica, mas como um campo político e pedagógico comprometido com a transformação do trabalho em saúde. Essa concepção requer o reconhecimento dos trabalhadores como sujeitos coletivos, a valorização dos saberes locais e a problematização das práticas institucionais (Feuerwerker, 2014). Com base nessa formulação, qual proposição expressa com maior fidelidade os fundamentos da EPS como política pública no Sistema Único de Saúde?
A adoção de abordagens por competências na EPS pode favorecer a reorganização do processo de trabalho em saúde, desde que contextualizadas às necessidades locais e articuladas aos objetivos institucionais.
A consolidação da EPS requer diretrizes nacionais orientadoras capazes de garantir alguma padronização formativa em programas locais incluindo e valorizando a diversidade dos contextos territoriais.
A EPS pode se estruturar por iniciativas formativas focadas na atualização técnico-operacional dos profissionais, priorizando metas institucionais definidas pelos serviços em seus planos locais de gestão.
A EPS propõe processos de aprendizagem baseados na problematização do trabalho real, na interlocução entre saberes técnico-científicos e populares, e na negociação entre sujeitos implicados na produção do cuidado.
A política de EPS pode ser fortalecida por ações de capacitação alinhadas às metas sanitárias pactuadas entre instituições formadoras, gestores e profissionais de saúde nos diferentes níveis do sistema de saúde.