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No contexto da Atenção Básica, propõe-se que as necessidades de saúde não sejam concebidas como dados prévios à ação profissional, mas como construções simbólicas produzidas na relação com os usuários, exigindo análise situada, escuta qualificada e compreensão dos modos de viver (Schraiber; Nemes; Mendes-Gonçalves, 2000). Considerando essa perspectiva, reconhecer as necessidades de saúde implica
analisar os perfis de morbidade da população adscrita com vistas à reorganização do acesso e da alocação dos recursos assistenciais.
interpretar a experiência do adoecimento como fenômeno socialmente construído nas interações entre sujeitos e instituições.
organizar o cuidado segundo a estimativa de vulnerabilidades presentes no território, articuladas à lógica técnico-assistencial predominante nos serviços.
planejar o processo de trabalho com base nas demandas mais recorrentes, de acordo com os registros operacionais acumulados no serviço.
reconhecer as condições epidemiológicas e contextuais que atravessam os modos de viver e adoecer das populações no cotidiano do cuidado.


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