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As transformações no cuidado em saúde e a complexidade das demandas da população impõem desafios à organização do trabalho nos serviços. Nesse cenário, a interprofissionalidade é apontada como meio para fortalecer práticas colaborativas, superando a fragmentação entre saberes e promovendo espaços de negociação e corresponsabilidade entre os profissionais (Peduzzi et al., 2013, 2014). Para tanto, importa aos trabalhadores da saúde reconhecerem que a prática interprofissional
consolida-se quando os papéis dos profissionais são definidos por área de atuação, favorecendo a delimitação das responsabilidades no interior da equipe.
efetiva-se pela distribuição complementar das atividades específicas, articulando diferentes especializações em resposta às necessidades do cuidado.
estabelece-se na equipe quando os procedimentos são aplicados conforme fluxos previamente estabelecidos, contribuindo para a racionalização das ações coletivas.
fortalece-se quando as decisões clínicas são coordenadas por agentes de maior domínio assistencial, assegurando coerência nas condutas.
operacionaliza-se por meio da articulação entre distintos saberes profissionais, sustentada por trocas comunicativas e pela interlocução nos processos de trabalho.