Uma das especificidades do atendimento de crianças e adolescentes é o fato de que geralmente não chegam ao serviço de saúde por si mesmo, mas levados por um adulto que tem a responsabilidade de seu cuidado. Estes últimos podem buscar o serviço também a partir do encaminhamento feito por outras instituições, como a escola, ou outro serviço de saúde, por exemplo. Com relação ao encaminhamento de crianças e adolescentes para avaliação na rede de saúde mental é recomendado que:
A
situações de auto-mutilação ou mesmo tentativas de suicídio praticadas por adolescentes não sejam encaminhadas para serviços de saúde mental, pois estão relacionadas a modismos e tentativas de receber atenção.
B
o encaminhamento ao serviço de saúde mental não seja um mero procedimento burocrático de referenciamento, mas um encaminhamento implicado em que se participe ativamente de todo o processo de chegada do caso a seu novo destino e, mesmo posteriormente, se permaneça no acompanhamento da situação.
C
as situações de vulnerabilidade não sejam encaminhadas para os serviços de saúde mental até que as questões sociais estejam sanadas e só então o caso esteja aberto à intervenção em saúde mental, se necessário.
D
somente o profissional médico esteja responsável por avaliar a pertinência do encaminhamento de uma criança a um serviço de saúde mental.
E
todas as crianças e adolescentes com variados problemas na escola – dificuldades de aprendizagem, de comportamento e de atenção – sejam encaminhados imediatamente para atendimento em saúde mental, pois precisam de tratamento.