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Suponha que o governo tenha um resultado negativo no saldo das suas contas públicas, gerando, por conseguinte, um déficit fiscal (ou primário). Por causa disso, a conjuntura do país apresenta-se com hiato inflacionário em virtude dos excessos de gastos públicos na economia, ou seja, tratando-se de um perfil de inflação de demanda. Nesse caso, o governo, dentre outras alternativas para combater esse tipo de inflação, pode utilizar:
um aumento da carga tributária sobre os bens (e serviços) de consumo devendo sempre preservar, na medida do possível, os investimentos e as exportações, sob o risco de comprometer a produção futura e perder mercados já conquistados no exterior.
uma queda da carga tributária que iria desonerar a produção da economia a curto prazo, fazendo com que as empresas diminuíssem os preços dos seus produtos, aliviando, por conseguinte, a pressão inflacionária em razão do excesso de demanda no país.
um aumento das tarifas e barreiras às importações, diminuindo o grau de abertura da economia para produtos estrangeiros, pois estes tenderiam a aumentar mais ainda o nível da demanda agregada no país sem acirrar, adequadamente, a competitividade produtiva e comercial.
uma maior quantidade de recursos extrafiscais por meio da colocação de títulos públicos nos mercados financeiros interno e externo que tenderia a gerar mais moeda em circulação para que o governo cobrisse o seu déficit fiscal e diminuísse as expectativas negativas desses mercados.
uma melhor alocação dos gastos do governo para diminuir o trade-off entre a taxa de desemprego e a taxa de inflação formado a curto prazo na economia do país, onde a curva de Phillips, nesse prazo, iria se deslocar mais perto para a origem dos eixos que formam essa curva.