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No final da década de 1990, a crise que se instalou sobre a economia brasileira, causada principalmente pelo escalonamento do endividamento frente as elevadas taxas de juros, exigiu a reformulação da política econômica central, resultando na adoção do chamado “tripé macroeconômico”, que consistiu
num conjunto de políticas voltadas ao estabelecimento dos mecanismos de protecionismo, suspensos desde o final da década de 1980, quando iniciou-se a implementação do ideário neoliberal no país.
na adoção de um bloco de políticas compostas por câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário, como forma de reduzir os impactos causados pelas elevadas taxas de juros no processo de endividamento.
na reestruturação dos mecanismos adotados desde 1993 com o Plano Real, especificamente os instrumentos da âncora cambial, que passavam a determinar o valor da moeda nacional a partir de uma cesta de moedas internacionais, e não mais apenas o dólar.
na formulação de uma nova política econômica, que incorporava abertura comercial, abertura financeira e redução do papel do Estado, como forma de convergir a atração de financiamento externo com redução de gastos, e com isso equacionar a dívida pública.