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Em 1999, para controlar o déficit em conta corrente na ordem de US$ 30 bilhões, o governo precisou adotar uma medida de equacionamento de fuga das divisas externas. Que medida foi essa?
A desvalorização Cambial.
O acordo para a China emprestar dólares para o Brasil.
O acordo para Argentina emprestar dólares para o Brasil.
A emissão de dinheiro.
A proibição, por lei, da retirada de recursos para fora do país.
No final da década de 1990, a crise que se instalou sobre a economia brasileira, causada principalmente pelo escalonamento do endividamento frente as elevadas taxas de juros, exigiu a reformulação da política econômica central, resultando na adoção do chamado “tripé macroeconômico”, que consistiu
num conjunto de políticas voltadas ao estabelecimento dos mecanismos de protecionismo, suspensos desde o final da década de 1980, quando iniciou-se a implementação do ideário neoliberal no país.
na adoção de um bloco de políticas compostas por câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário, como forma de reduzir os impactos causados pelas elevadas taxas de juros no processo de endividamento.
na reestruturação dos mecanismos adotados desde 1993 com o Plano Real, especificamente os instrumentos da âncora cambial, que passavam a determinar o valor da moeda nacional a partir de uma cesta de moedas internacionais, e não mais apenas o dólar.
na formulação de uma nova política econômica, que incorporava abertura comercial, abertura financeira e redução do papel do Estado, como forma de convergir a atração de financiamento externo com redução de gastos, e com isso equacionar a dívida pública.
Em relação ao período entre 1998 e início de 1999 (quando ocorreu a maxidesvalorização), não é correto afirmar que
como forma de atender à demanda por proteção cambial, o Banco Central vendeu um grande volume de reservas em dólares.
como forma de atender à demanda por proteção cambial, o governo alterou a composição da dívida pública, reduzindo os títulos prefixados e aumentando os indexados ao over/Selic e ao câmbio.
como forma de atender à demanda por proteção cambial, o governo vendeu dólares ao setor privado no mercado futuro, incorrendo em elevados prejuízos.
a primeira alteração, promovida em janeiro de 1999, foi a desvalorização cambial, extinguindo o sistema de bandas e estancando a fuga de capitais.
as perdas decorrentes da maxidesvalorização se concentraram no setor público e em uma pequena parcela do setor privado.
Desde 1999, considerando-se a prática do sistema cambial em funcionamento no Brasil, identifica-se que se trata de um regime de
câmbio fixo
câmbio semifixo
flutuação pura
flutuação suja
currency-board
Os fundamentos macroeconômicos da economia brasileira foram deteriorando-se significativamente a partir de 1995. A grande perda de reservas verificada principalmente na crise russa, em 1998, o quadro recessivo, a elevada taxa de desemprego, a deterioração do saldo em conta corrente e a elevação da razão dívida pública/PIB tornaram cada vez mais aguda a crise. No início do 2º mandato de FHC, em janeiro de 1999, como resposta a esse quadro, ocorreu o seguinte fato relevante na economia brasileira:
mudança da política cambial.
acordo com o FMI.
redução das taxas de juros.
fim do sistema de metas de inflação.
ênfase nas privatizações.
Quais foram os principais fatores de restrição dos investimentos produtivos até janeiro de 1999?
Câmbio sobrevalorizado e déficit na balança comercial.
Elevadas taxas de juros empregadas e déficit fiscal.
Déficit na balança comercial e déficit fiscal.
Câmbio sobrevalorizado e elevadas taxas de juros empregadas.
Déficit na balança comercial e queda no Risco Brasil.
No início do ano de 1999, com a desvalorização do Real, ocorreu, por um breve período, um processo de corrida bancária no Brasil.
Considerando a equação quantitativa da moeda, e que a economia esteja em pleno emprego, esse processo tende a
elevar a velocidade de circulação da moeda, pressionando a inflação, reduzindo o saldo monetário médio retido pelos agentes e, portanto, diminuindo a demanda real por moeda.
elevar a velocidade da renda monetária, reduzindo o coeficiente marshaliano, ampliando o saldo monetário médio retido pelos agentes e, consequentemente, ampliando a demanda real por moeda.
reduzir a velocidade da moeda, reduzindo o coeficiente de Cambridge, gerando deflação e elevando a demanda real por moeda.
reduzir a velocidade da moeda e o produto nominal, gerando pressão inflacionária e redução do desemprego.
elevar a demanda real por moeda e o produto real, o que mantém constante a velocidade da renda da moeda.