Questões de Concurso sobre Acima da linha

 
 
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Na análise das contas públicas, a Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP) pode ser apurada por diferentes metodologias. Pelo critério “acima da linha”, a NFSP é obtida a partir do(a)


A

variação do estoque da dívida pública bruta entre dois períodos consecutivos.


B

captação líquida de recursos por operações de crédito do setor público.


C

resultado nominal, dado por resultado primário somado ao saldo da conta de juros.


D

saldo financeiro apurado no balanço patrimonial do setor público consolidado.

Tendo por base os conhecimentos relativos à contabilidade fiscal, assinale a afirmativa INCORRETA.


A

Estatísticas fiscais são tradicionalmente utilizadas para avaliar o tamanho do setor público, o impacto da política fiscal na demanda agregada e a sua contribuição para o nível de investimento e poupança agregados.


B

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) publica informações fiscais, pois é responsável pela apuração do resultado do Tesouro Nacional por meio do balanceamento de receitas e despesas (metodologia “acima da linha”).


C

O Banco Central do Brasil é responsável pela divulgação de informações de indicadores fiscais de Estados e municípios, seguindo as determinações de transparência estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000).


D

O Banco Central apura e publica mensalmente estatísticas sobre a Dívida Líquida do Setor Público não-financeiro (DLSP) e as Necessidades de Financiamento do Setor Público não-financeiro (NFSP), essas últimas apuradas pela metodologia conhecida como “abaixo da linha”.

Assinale a opção correta de acordo com os dados apresentados no texto 9A1.


A

Apenas a 4 é uma combinação de produção possível e eficiente.


B

Apenas as combinações 1, 2 e 3 são combinações de produção possíveis e eficientes.


C

Apenas as combinações 1, 2, 3 e 4 são combinações de produção possíveis e eficientes.


D

Apenas a 5 é uma combinação de produção possível e eficiente.


E

Todas as combinações são combinações de produção possíveis e eficientes.

Entre as afirmações abaixo, aplicáveis ao orçamento público, assinale a que está INCORRETAMENTE definida.


A

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) é o total das obrigações assumidas pela União, Banco Central, Governos Estaduais e Municipais e empresas públicas, deduzindo-se os créditos existentes.


B

Déficit é considerada uma variável de fluxo, enquanto Dívida Pública é uma variável de estoque.


C

Déficit, no conceito “acima de linha”, consiste na apuração simples da diferença entre receitas e despesas orçamentárias.


D

Dívida Mobiliária refere-se aos títulos emitidos pelo Governo e que se encontram em poder do público.


E

O valor dos juros nominais da dívida não é somado à despesa total, para apuração do resultado nominal.

As estatísticas fiscais calculadas pelo critério “acima da linha” correspondem às medidas de receitas e despesas relacionadas.


C
Certo

E
Errado

No tocante aos conceitos “acima da linha” e “abaixo da linha”, utilizados pela Secretaria do Tesouro Nacional, considera-se:

I. Ambos são métodos de apuração fiscal, com focos distintos, ora sobre os fluxos, ora sobre os estoques.

II. O método “abaixo da linha” representa a medida do fluxo do resultado primário.

III. O método “acima da linha” corresponde à diferença entre as receitas e as despesas do setor público.

IV. Ambos possuem como ponto de partida os saldos da dívida pública para obter as necessidades de financiamento.

Está correto o que se afirma em


A

II, III e IV, apenas.


B

I, II e III, apenas.


C

II e IV, apenas.


D

I e III, apenas.


E

I, II, III e IV.

Os economistas teóricos dos ciclos reais de negócios acreditam que modelos macroeconômicos possuem maximização pelos agentes e equilíbrio nos mercados; eles diferem dos keynesianos — que não acreditam no equilíbrio no mercado de trabalho —, e dos economistas novos clássicos — que consideram que os choques de tecnologia e as mudanças nos preços relativos causam flutuações no produto e no emprego no curto, médio e longo prazos.


C

Certo


E

Errado

Leia o texto a seguir.


Um Apocalipse bem Próximo


Eis a história até o momento: quando o euro passou a existir, houve uma grande onda de otimismo na Europa – e isso, pelo que deu para ver, foi a pior coisa que poderia ter acontecido. Entrou dinheiro na Espanha e em outras nações, que passaram a ser vistas como investimentos seguros. Essa enxurrada de capital alimentou enormes bolhas imobiliárias e enormes déficits comerciais. Então, com a crise financeira de 2008, a enxurrada secou, causando crises severas nessas mesmas nações que haviam prosperado anteriormente. (...) A resposta da Europa tem sido a austeridade: cortes selvagens nas despesas em uma tentativa de garantir outra vez os mercados de títulos. Porém, como qualquer economista com bom senso poderia ter avisado (e como nós avisamos), esses cortes pioraram a depressão, o que simultaneamente minou a confiança dos investidores e levou à crescente instabilidade política. (...) Os países sob pressão precisam de uma esperança – um ambiente econômico no qual possam ter uma perspectiva razoável para emergir da austeridade e depressão. O único modo realista de providenciar um ambiente assim seria se o Banco Central abandonasse sua obsessão pela estabilidade de preços e aceitasse e realmente encorajasse vários anos de 3 ou 4% de inflação na Europa (e ainda mais do que isso na Alemanha).


Adaptado de KRUGMAN, P. Apocalypse Fairly Soon. NEW YORK TIMES May 17, 2012. Disponível em < http://www.nytimes.com/2012/05/18/opinion/krugman-apocalypse-fairly-soon.html?mcubz=3>. Acesso em 09/09/2017.


Sobre as lições da crise analisada, assinale a alternativa CORRETA, na perspectiva novo-keynesiana.


A

As medidas de austeridade fiscal são suficientes para a recuperação das economias em crise.


B

A nova arquitetura do euro, com maior presença regulatória do Banco Central Europeu e seu papel como emprestador em última instância, compõe as mudanças estruturais para sustentar a referida moeda.


C

A médio prazo, a saída de economias fortemente endividadas é inevitável para uma solução sustentável da crise europeia, sobretudo com a ocorrência do Brexit.


D

O uso de instrumentos de estímulo monetário, por parte do Banco Central Europeu, não foi importante para a retomada do crescimento na Europa.

No início do ano de 2017, o economista André Lara Resende publicou um artigo intitulado “Juros e Conservadorismo Intelectual”, em periódico especializado de grande circulação no país. O texto gerou grande polêmica, na imprensa, entre os economistas.

Escreve o autor:

Veja-se a que ponto chegamos em matéria de confusão e perplexidade. Os bancos centrais promoveram uma experiência radical de expansão monetária. Duas das três versões dos modelos macroeconômicos dominantes preveem resultados flagrantemente incompatíveis com o que efetivamente ocorreu. O único modelo compatível com a estabilidade observada da inflação é o neokeynesiano mais recente, na sua vertente neo-fisheriana, utilizado apenas na fronteira acadêmica, pois além de sérias complicações analíticas, inverte a relação entre juros e inflação. A condução da política monetária estaria assim, há décadas, seriamente equivocada. Esta não é, como poderia parecer, uma conclusão de contumazes críticos da teoria dominante. É o resultado lógico do arcabouço teórico da moderna macroeconomia, que inspira a condução das políticas monetárias no mundo, quando confrontado com evidência empírica dos últimos anos.

A proposição de Resende em seu artigo é a hipótese de que


A

a eficácia da política fiscal está condicionada ao nível de atividade da economia.


B

juros altos, no longo prazo, podem gerar aceleração da inflação.


C

há um paradoxo entre inflação e nível de emprego, no curto prazo.


D

há sinais de retorno da inflação inercial na economia brasileira.


E

a política monetária é ineficaz para estimular a atividade econômica.

Vários economistas compartilham a ideia de que, no sistema capitalista, as crises econômicas fazem parte e são integrantes do modo de produção. Os períodos de crise e de prosperidade, denominados de fases descendentes e ascendentes, surgem de maneira cíclica, de modo que o tempo para o retorno de uma mesma situação é de 40 a 60 anos. Essa teoria econômica que explica as flutuações do sistema capitalista é conhecida como

A
Teoria do equilíbrio dinâmico.

B
Ciclo de Kondratiev.

C
Teoria do retorno.

D
Ciclo sexagesimal.

E
Teoria keynesiana.
O comportamento dos determinantes do produto, do emprego e do nível de preços durante os ciclos econômicos podem ser explicados pelas teorias macroeconômicas clássicas e keynesiana, particularmente no que se refere a instabilidade e expansão da produção.

C
Certo

E
Errado

Considerando o conceito de déficit público “acima da linha” (NFSP), assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.


( ) A variação da dívida líquida das empresas estatais deve ser considerada no cálculo da NFSP.

( ) As privatizações entram de forma aditiva na fórmula da NFSP.

( ) A NFSP nominal reflete o resultado primário do governo.


As afirmativas são, respectivamente,


A

F, V e F.


B

F, F e F.


C

V, V e F.


D

V, F e V.


E

V, F e F.

Sobre as divergências entre keynesianos e monetaristas a respeito da curva de Phillips, analise as assertivas abaixo.

I. Há divergência entre keynesianos e monetaristas sobre o formato da curva tanto na sua interpretação do curto quanto na do longo prazo.

II. No modelo keynesiano, no curto prazo, a curva de Phillips tem inclinação negativa.

III. A tese de que há um trade off entre inflação e desemprego não é aceita pelos keynesianos.

É correto o que se afirma em


A
I, apenas.

B
II, apenas.

C
III, apenas.

D
I e II, apenas.

E
II e III, apenas.
Segundo a crítica de Lucas, a previsão dos efeitos decorrente de ações da política econômica deve basear-se na modelagem econométrica dos microfundamentos econômicos, isto é, nas preferências, na tecnologia e nas restrições de recursos.

C
Certo

E
Errado

Diante da atual crise econômica mundial, foram necessárias políticas econômicas que colocassem à prova modelos de mercados autorreguladores que contradizem o pensamento keynesiano.


C
Certo

E
Errado

Sobre a Teoria dos Ciclos Econômicos, assinale a alternativa INCORRETA:


A

Os ciclos longos de Kondrantieff são os mais aceitos academicamente e por isso mesmo ele é o mais citado e famoso entre os economistas que estudaram os ciclos econômicos.


B

De acordo com a teoria dos "ciclos reais de negócios", um choque tecnológico positivo leva à redução da demanda de trabalho devido ao aumento dos salários reais.


C

Segundo a idéia desenvolvida por Schumpeter, os ciclos de negócios estão à mercê dos empreendedores e as conseqüentes destruições criativas.


D

A análise Novo-keynesiana atribui as flutuações do produto às imperfeições de mercado e ao lento ajuste de preços e salários.


E

Segundo a visão Friedmaniana, ciclos econômicos decorrem da insuficiência de demanda agregada.

Segundo a hipótese da fragilidade financeira, ao longo da fase ascendente do ciclo econômico o preço dos ativos de capital aumenta e as margens de segurança desejadas diminuem, em função da melhoria no estado de expectativas dos agentes.


C
Certo

E
Errado

No seu modelo de dois preços de investimento, em que o preço de demanda e o preço de oferta de bens de capital são ajustados ao risco do tomador e ao risco do emprestador, uma elevação na taxa de juros tem como efeito aumentar o preço de demanda e reduzir o preço de oferta de bens de capital, no que resulta em um efeito nulo sobre o investimento efetivo da economia.


C
Certo

E
Errado

Períodos recessivos contraem as importações, porém, não alteram o valor da moeda nacional, caso essa economia opere em regime de taxas de câmbio flutuantes.


C
Certo

E
Errado

Existem alguns custos que podem explicar a rigidez de preços na economia, dentre os quais destacam-se os chamados "custos de menu", definidos custos de reajuste de preços por parte das empresas. Alguns economistas defendem que tais custos, por serem insignificantes, não trazem grandes custos sociais. Outros defendem que tais custos podem resultar em efeitos negativos para a sociedade. O argumento desses economistas, também denominados de "novos-keynesianos", baseiam-se no fato de que:


A

numa economia aberta, os custos de menu reduzem a competitividade do país em relação ao resto do mundo, tornando necessária desvalorizações cambiais com impactos positivos sobre a inflação


B

o custo de menu não seria pequeno, pelo contrário, seria grande o suficiente para gerar processos inflacionários crônicos com resultados indesejáveis sob o ponto de vista social, principalmente para os trabalhadores que recebem baixos salários


C

o custo de menu reduz a intensidade de deslocamento da curva IS, reduzindo assim os efeitos de uma política fiscal expansionista


D

os custos de menu tornam o processo de oferta de moeda endógeno, dificultando assim políticas de combate à inflação e estimulando indexação generalizada na economia


E

quando uma empresa reduz seus preços, ocorre uma ligeira redução no nível médio dos preços, causando portanto um aumento nos saldos monetários reais, o que expande a renda agregada de acordo com o modelo IS/LM. Tal expansão, por sua vez, aumenta a demanda pelo produto de todas as outras empresas. A presença de rigidez de preços decorrente da existência de custos de menu impede a ocorrência deste processo

 
 
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