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No âmbito da análise econômica, é comum a utilização de diferentes indicadores para avaliar o desempenho das economias.
Assinale a alternativa correta a respeito dos conceitos de crescimento e desenvolvimento econômico.
O crescimento econômico pressupõe, necessariamente, redução das desigualdades sociais.
O desenvolvimento econômico restringe-se ao aumento do PIB per capita, sendo desnecessária a consideração de indicadores sociais.
O desenvolvimento econômico pode ocorrer mesmo com redução persistente da renda real per capita.
Crescimento econômico refere-se ao aumento quantitativo do produto real de uma economia ao longo do tempo, enquanto desenvolvimento econômico envolve, por exemplo, a melhoria na distribuição de renda.
Crescimento econômico e desenvolvimento econômico são conceitos equivalentes, diferenciando-se apenas pelo horizonte temporal de análise.
Segundo a teoria de Joseph Schumpeter, qual é o principal motor do desenvolvimento econômico e qual é o conceito que descreve a dinâmica do ambiente capitalista, respectivamente?
A acumulação de capital e a Lei dos Rendimentos Decrescentes.
O crescimento econômico e o fluxo circular.
A inovação e a destruição criativa.
A intervenção estatal via políticas fiscais e o equilíbrio geral.
O crescimento econômico e o equilíbrio geral.
Proposto por economistas brasileiros como Luiz Carlos Bresser-Pereira, o novo desenvolvimentismo surgiu como uma alternativa ao velho desenvolvimentismo, que, de certa forma, pavimentou a via para a crise da dívida, mas também ao liberalismo econômico dos anos 1990, que conduziu à estagnação e ao entrincheiramento da indústria nacional. Segundo Bresser-Pereira, qual é o principal preço macroeconômico que deve ser mantido competitivo para evitar a chamada “doença holandesa” e assegurar o crescimento sustentado?
A tarifa de importação, zerada para forçar a eficiência da indústria nacional frente à concorrência internacional.
O câmbio, mantido em um patamar de depreciação que garanta equilíbrio das contas externas e estimule exportações industriais.
A taxa de juros, mantida alta para atrair poupança externa, financiar investimentos e controlar a inflação.
O nível do salário mínimo, comprimido para minimizar custos de produção e aumentar a competitividade da indústria nacional.
O câmbio, mantido em patamar flutuante livre, sem intervenção, para assegurar automaticamente a competitividade industrial.
Nas últimas décadas, os indicadores de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) evoluíram de métricas baseadas no modelo linear (como gastos em P&D e patentes) para abordagens sistêmicas, que consideram interações entre atores. Contudo, críticos argumentam que a maioria dos indicadores ainda não capturou adequadamente a complexidade da inovação e sua relação com o desenvolvimento.
Considerando as críticas contemporâneas aos indicadores de CT&I, uma limitação dos manuais tradicionais (como Frascati e Oslo) para mensurar a inovação na atualidade é o fato de tais manuais:
desconsiderarem dimensões como sustentabilidade e impacto social;
ignorarem a contribuição de patentes para o crescimento econômico;
subestimarem as relações de colaboração entre universidades e empresas;
subestimarem o papel do setor público no financiamento de atividades inovativas;
desconsiderarem a relação entre publicações científicas e desenvolvimento tecnológico.
Considere o trecho a seguir.
“Os efeitos da desindustrialização têm implicações diretas para o desenvolvimento do país, pois a indústria de transformação pode ser considerada o motor de crescimento econômico no longo prazo. Isto decorre da operação de economias de escala dinâmicas e estáticas, e da criação e difusão do progresso técnico nesse setor de atividade econômica. Adicionalmente, a indústria de transformação apresenta fortes efeitos de encadeamentos insumo-produto a jusante e a montante com outros setores da economia; portanto, apresenta efeitos multiplicadores na renda e no emprego que têm maior impacto. Do ponto de vista econômico, a desindustrialização é um fator importante para a perda do dinamismo de crescimento econômico e, por conseguinte, limita o processo de desenvolvimento socioeconômico.”
(Magalhães et al., In: Pompeu et al., 2023).
Sobre o processo de desindustrialização no Brasil, é correto afirmar que:
a queda da participação da indústria no PIB brasileiro desde os anos 1980 decorre de um processo de desindustrialização natural;
o processo foi marcado por uma redução da participação da indústria de transformação no PIB, após o país ter consolidado um setor de serviços altamente sofisticado;
o setor industrial brasileiro perdeu participação no PIB após os anos 2000 como resultado do protecionismo crescente e da redução da concorrência externa;
ele foi impulsionado principalmente pela substituição da produção industrial doméstica por exportações de produtos manufaturados de alto valor agregado;
sua manifestação expressa-se pela menor participação da indústria no PIB, pela perda de espaço de setores mais tecnológicos, pela queda das exportações de manufaturados e pela redução do emprego industrial.


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Ao longo do século XX, diversos autores se propuseram a estudar as dinâmicas de crescimento regional, buscando explicar a diferença entre regiões e propondo formas de superar o subdesenvolvimento.
Em relação às diferentes teorias de localização e desenvolvimento regional, é correto afirmar que:
Hirschman afirma que o processo de crescimento não surge de forma homogênea, manifestando-se com intensidades variáveis nos chamados polos de crescimento;
Boudeville defende que o crescimento regional ocorre de forma concentrada em polos e se propaga espacialmente para as áreas vizinhas por meio de diferentes canais, gerando efeitos variáveis na região;
a teoria do desenvolvimento desequilibrado de Hirschman sustenta que a desigualdade inicial leva a desequilíbrios permanentes e desestimula investimentos e inovações em setores atrasados;
os autores da teoria clássica da localização não levam em conta fatores como custo de transporte e proximidade de mercados consumidores na explicação de como as atividades industriais se desenvolvem;
para os autores da teoria da base da exportação, as atividades do setor interno são a base do desenvolvimento econômico regional, gerando efeitos multiplicadores em outros setores da região.
A intensificação da produção agropecuária no Brasil teve impactos diferenciados entre regiões, refletindo desigualdades históricas. Um desses desdobramentos territoriais é a:
Homogeneização da renda per capita rural nas regiões Sul e Nordeste.
Convergência na produtividade agrícola entre regiões metropolitanas e interiores.
Expansão da fronteira agrícola no Centro-Oeste e maior concentração fundiária.
Uniformização do acesso à tecnologia agropecuária entre grandes e pequenos produtores.
O desenvolvimento econômico de um país depende, em grande parte, da capacidade de gerar inovações que transformem a produção, criem mercados e estimulem o crescimento. O papel do empreendedor e da inovação como motores do desenvolvimento econômico foi destacado por
Joseph Schumpeter.
Robert Solow.
Paul Samuelson.
John Maynard Keynes.
Friedrich Hayek.
O desenvolvimento econômico se distingue do crescimento econômico por incluir, além do aumento da renda per capita, avanços na qualidade de vida da população. Nesse cenário, diversos fatores podem representar obstáculos, sobretudo em países em processo de desenvolvimento.
A partir do trecho, assinale a afirmativa correta a respeito do desenvolvimento econômico.
O crescimento do PIB real garante o desenvolvimento econômico, pois implica na redução da desigualdade social.
A baixa qualificação da força de trabalho e a má distribuição de renda são obstáculos típicos ao desenvolvimento econômico.
A elevada taxa de investimento estrangeiro direto é considerada um obstáculo ao desenvolvimento econômico, por reduzir a competitividade doméstica.
O desenvolvimento econômico está exclusivamente ligado a variáveis quantitativas, como a taxa de crescimento da produção e do consumo.
A abundância de recursos naturais em um país elimina os obstáculos ao seu desenvolvimento econômico.
Com o propósito de integrar a macroeconomia à teoria do desenvolvimento econômico, desde o início dos anos 2000, o professor Luiz Carlos Bresser-Pereira e outros autores têm formulado um conjunto de proposições teóricas, acompanhadas de evidências empíricas, com o objetivo de explicar por que muitos países em desenvolvimento, como o Brasil, após percorrerem uma trajetória inicialmente exitosa de crescimento econômico e alcançarem níveis de renda per capita em torno da média mundial, recaem em processos crônicos e persistentes de estagnação econômica. O conjunto dessas proposições forma o chamado novo-desenvolvimentismo.
De acordo com o novo-desenvolvimentismo, o principal obstáculo à superação da estagnação em países em desenvolvimento de renda média, como o Brasil, está relacionado à
insuficiência crônica de demanda efetiva, interna ou externa, por causa da forte pressão competitiva com países asiáticos, que pagam baixos salários.
insuficiência da oferta, decorrente da baixa capacidade de inovações, da precária infraestrutura física e do reduzido estoque de capital humano, que, ao manter baixa e estagnada a produtividade, faz com que essas economias caiam na chamada “armadilha da renda média”.
ausência de política industrial cujo objetivo esteja centrado na promoção de inovações, no avanço da produtividade e no fomento da competitividade de bens e serviços transacionados no mercado global.
persecução de uma estratégia de crescimento financiado com poupança externa que, em contexto de livre mobilidade de capitais, faz com que, nos ciclos de expansão e elevada liquidez internacional, o excessivo influxo de capitais externos provoque sobrevalorização real das moedas domésticas em relação ao Dólar, por longos períodos de tempo e, consequentemente, aumento dos salários reais em ritmo superior ao da produtividade, redução da taxa de lucro esperada e queda da taxa de investimento.
escassez de poupança doméstica, que, ao tornar insuficientes os recursos financeiros requeridos para o incremento da taxa de investimento, impede, consequentemente, a sustentação de taxas mais expressivas de crescimento nesses países.


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“Crescimento e desenvolvimento econômico são dois conceitos diferentes. Crescimento econômico é o crescimento contínuo da renda per capita ao longo do tempo. O desenvolvimento econômico é um conceito mais qualitativo, incluindo as alterações da composição do produto e a alocação dos recursos pelos diferentes setores da economia, de forma a melhorar os indicadores de bem-estar econômico e social (pobreza, desemprego, desigualdade, condições de saúde, nutrição, educação e moradia)”.
(VASCONCELLOS, Marco Antônio Sandoval. Economia: micro e macro. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2015.)
A respeito das fontes de crescimento, analise as alternativas a seguir:
I. O crescimento econômico decorre de variações na quantidade e na qualidade de dois insumos básicos, sendo eles capital e mão de obra.
II. O crescimento econômico pode ser alcançado a partir do aumento na força de trabalho, que deriva do crescimento demográfico e da imigração.
III. A melhoria tecnológica contribui com o aumento da eficiência na utilização do estoque de capital.
IV. O aumento na qualidade de mão de obra é alcançado por meio do aumento da capacidade produtiva industrial.
É CORRETO o que se afirmar em:
Apenas II e III.
Apenas I e III.
I, II e III.
Apenas I e IV.
I, II, III e IV.
Qual indicador é frequentemente utilizado para medir o desenvolvimento econômico de um país?
Taxa de Desemprego.
PIB (Produto Interno Bruto).
Índice de Inflação.
Balança Comercial.
Assinale a opção que indica como a diferença entre os conceitos de crescimento e desenvolvimento econômico é definida.
Crescimento econômico refere-se ao aumento da produção total de bens e serviços em uma economia ao longo do tempo, enquanto desenvolvimento econômico refere-se às melhorias qualitativas e institucionais na qualidade de vida e bem-estar da população.
Crescimento econômico diz respeito à redução das desigualdades de renda e riqueza entre os indivíduos de uma sociedade, enquanto desenvolvimento econômico diz respeito ao aumento da produção total de bens e serviços.
Crescimento econômico e desenvolvimento econômico são termos intercambiáveis que descrevem o mesmo fenômeno de aumento da atividade econômica em uma sociedade.
Crescimento econômico e desenvolvimento econômico referem-se ambos à expansão da infraestrutura física de uma economia, incluindo estradas, escolas e hospitais.
Na macroeconomia, o estudo das diferentes teorias de desenvolvimento econômico oferece perspectivas variadas sobre como as nações podem alcançar e sustentar o crescimento econômico. Entre essas teorias, estão o keynesianismo, o monetarismo, a teoria neoclássica, e a teoria do desenvolvimento endógeno. Cada teoria enfatiza diferentes mecanismos e agentes como motores do desenvolvimento econômico. Com base nesse entendimento, identifique a alternativa que associa uma teoria de desenvolvimento econômico com seu respectivo agente ou mecanismo principal:
Keynesianismo: foca no papel crucial dos investimentos privados e na eficiência do mercado como principais impulsionadores do desenvolvimento econômico.
Teoria do desenvolvimento endógeno: baseia-se na ideia de que o desenvolvimento econômico é impulsionado principalmente pela inovação e pelo capital humano, gerados internamente.
Monetarismo: enfatiza o controle rigoroso da oferta monetária pelo banco central como o principal meio de promover a estabilidade e o crescimento econômico.
Teoria neoclássica: destaca a importância do equilíbrio entre oferta e demanda, impulsionado pela intervenção governamental, como chave para o desenvolvimento econômico.
Sobre o desenvolvimento econômico, é CORRETO afirmar que:
Refere-se a um crescimento econômico contínuo, porém em ritmo inferior ao crescimento demográfico.
Envolve mudanças nas estruturas mantendo estáveis os indicadores econômicos e sociais per capita.
É um fenômeno de curto prazo.
Implica a ampliação da economia de mercado e a elevação geral da produtividade.
Baseia-se em maior concentração de renda.


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Uma ferramenta básica para a aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável são os indicadores que permitem resumir as informações de caráter técnico e científico de fenômenos complexos e melhorar a comunicação e a gestão. De acordo com a classificação proposta em 1998 pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os indicadores ambientais são sistematizados pelo modelo PER.
Esse modelo é formado por três grupos-chave de indicadores, denominados indicadores de
Pressão, Estado e Resposta
Poluição, Excessos e Resíduos
Produção, Escala e Remanufatura
Permanência, Elevação e Resistência
Proximidade, Extremidade e Redundância
Dentro dos Modelos de Crescimento e Desenvolvimento Econômico pode-se destacar a importância da Teoria dos dois hiatos, que ilustra que tanto o investimento quanto o crescimento podem ser restringidos pela insuficiência de dois fatores, que são:
-
1. Poupança interna
2. Divisas
3. Eficiência marginal do investimento
4. Demanda interna
5. Nível de preços externos
-
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 4 e 5.
Segundo neoinstitucionalistas como Douglass North, as instituições, entendidas como as regras do jogo de uma sociedade, são o principal elemento responsável pelo aumento do nível de renda nos últimos séculos.
Certo
Errado
Economistas como Jeffrey Sachs atribuem a fatores geográficos, como a propensão à incidência de malária, uma contribuição substantiva para as diferentes trajetórias de crescimento e a presença de armadilhas de pobreza.
Certo
Errado
Fundado em 1952, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é um dos maiores bancos de desenvolvimento do Mundo e hoje o principal instrumento do Governo Federal para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira. Para isso, apoia empreendedores de todos os portes, inclusive pessoas físicas, na realização de seus planos de modernização, de expansão e na concretização de novos negócios, tendo sempre em vista o potencial de geração de empregos, renda e de inclusão social para o Brasil. O apoio do BNDES ocorre por meio de financiamento a investimentos, subscrição de valores mobiliários, prestação de garantia e concessão de recursos não reembolsáveis a projetos de caráter social, cultural e tecnológico.
(Fonte: https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/quemsomos).
Sendo assim, são aspectos considerados relevantes na análise de projetos realizados pelo BNDES as seguintes questões:
I - O padrão de concorrência do mercado do projeto.
II - A avaliação da empresa/grupo e de sua estratégia.
III - O projeto e seus impactos micro e macroeconômicos.
IV - A avaliação do projeto sob a ótica da política de alocação de recursos do Sistema BNDES.
V - As conclusões e recomendações da análise.
Considerando as assertivas acima, é possível afirmar que:
Todas as assertivas estão corretas.
Todas as assertivas estão incorretas.
Somente a V está incorreta.
Somente a II está correta.
I e V estão incorretas.


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