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Como o produto de equilíbrio é dado pela função de produção Y=F(K,N) e pelo estoque de capital constante no curto prazo, um aumento permanente da quantidade de moeda M, com salário nominal w dado, é necessariamente neutro: eleva apenas o nível de preços P, sem alterar o produto real Y nem o emprego ܰN.
Certo
Errado
Se o salário nominal aumenta, mas o nível de preços permanece constante, o salário real também se mantém constante, e o equilíbrio do mercado de trabalho não é afetado.
Certo
Errado
Observe a figura a seguir. Fonte:

Lopes e Vasconcelos (2011).
Analisando a figura, que representa o equilíbrio no mercado de trabalho, em que (𝑊/𝑃) corresponde ao salário real, (𝑁) mão de obra, a dinâmica do salário real indica que, se
estiver acima do nível de equilíbrio, havendo excesso de oferta de trabalho, caracterizado uma situação de desemprego.
estiver abaixo do nível de equilíbrio, havendo escassez na demanda de trabalho, caracterizado uma situação de superemprego.
estiver acima do nível de equilíbrio, havendo escassez de demanda de trabalho caracterizado uma situação de superemprego.
estiver no nível de equilíbrio, havendo excesso de oferta de trabalho, caracterizado uma situação de desemprego.
No que diz respeito à determinação do produto real e do volume de emprego e aos fatores explicativos das flutuações cíclicas observadas nas economias capitalistas, considere as afirmativas abaixo.
I - De acordo com o modelo clássico, a aceitação da lei de Say e da Teoria Quantitativa da Moeda, de um lado, e a hipótese de rigidez de preços e salários nominais, de outro, levam à conclusão de que as situações de equilíbrio entre oferta e demanda agregadas convergem para o pleno-emprego e para a ausência de qualquer tipo de desemprego voluntário ou involuntário.
II - De acordo com o modelo keynesiano, só é possível haver equilíbrio entre oferta e demanda agregadas nas situações em que a economia funcione sob condições de plena capacidade e de pleno-emprego dos fatores produtivos.
III - De acordo com o modelo novo-clássico, de ciclos econômicos reais, o conjunto de propriedades macroeconômicas microfundamentadas e a incorporação de pressupostos, tais como a existência de um agente representativo que maximiza utilidades intertemporais, concorrência perfeita em todos os mercados, expectativas racionais, completa flexibilidade de preços e salários e a introdução de choques tecnológicos aleatórios, fazem com que as flutuações cíclicas sejam decorrentes de choques reais do lado da oferta, cujos efeitos se propagam até que a economia retorne a novo estado de equilíbrio.
IV - De acordo com o modelo pós-keynesiano, na abordagem de Hyman Minsky, as flutuações cíclicas observadas refletem fases transitórias de instabilidade, causada pela excessiva desregulação dos mercados financeiros, já que, para o autor, o capitalismo é um sistema caracterizado pela tendência à estabilidade no longo prazo.
Está correto APENAS o que se afirma em
III
IV
II e III
I, II e IV
II, III e IV
De modo geral, a macroeconomia não apresenta explicações consensuais para alguns fenômenos macroeconômicos. Assinale a alternativa que apresenta a interligação entre o lado real e o lado monetário.
O lado real envolve a produção de bens e serviços, a geração de emprego e a utilização de recursos econômicos, enquanto o lado monetário envolve oferta de dinheiro, taxa de juros e inflação
O Bacen desenvolve papel importante do lado real da economia, enquanto fatores como investimento em capital físico, tecnologia e políticas fiscais têm impacto no lado monetário.
Para os Clássicos, era possível ter recessão no lado real da economia, desde que o nível de demanda agregada estivesse muito baixo, enquanto para Keynes, não era possível haver superprodução generalizada no lado real da economia, apenas setorial, logo não pode haver recessão.
Para os Clássicos, a economia pode estar equilibrada no lado real fora do pleno emprego, enquanto para Keynes, a economia no lado real sempre opera em pleno emprego de mão-deobra, isto é, existe apenas desemprego voluntário ou friccional.
No modelo em que os agentes são racionais e o mercado opera dentro de uma estrutura perfeitamente competitiva, a quantidade ótima que uma firma deve ofertar no mercado é aquela que iguala a sua receita marginal ao seu custo marginal. No caso de bens públicos, pode-se dizer que:
essa mesma regra se aplica, pois a diferença entre bens privados e bens públicos está somente no fato destes últimos serem não exclusivos e não rivais.
o custo marginal é zero e o preço, por definição, também será zero, dado que em um mercado competitivo, no equilíbrio, o preço será igual ao custo marginal.
a sua produção afeta o equilíbrio no mercado de bens privados, dado que a produção desses bens está limitada pela fronteira de possibilidades de produção, segundo o modelo de Samuelson.
o equilíbrio com preços personalizados de Lindahl não é eficiente no sentido de Pareto.
pela “regra de Samuelson”, no equilíbrio, com múltiplos bens privados, a taxa marginal de substituição equivale à derivada do custo marginal.
No longo prazo, de acordo com a Teoria Clássica, verifica-se que o nível de produto é determinado pelas seguintes variáveis:
emprego, nível de preços e tecnologia
capital, emprego e nível de preços
capital, trabalho e nível de preços
emprego , trabalho e tecnologia
capital, trabalho e tecnologia
O equilíbrio macroeconômico, segundo a Teoria Clássica, registra a seguinte proposição:
flexibilidade de preços e remunerações
possibilidade de equilíbrio com desemprego
desigualdade entre poupança e investimento
viabilidade de produtividade marginal do trabalho negativa
exigência de possíveis correções induzidas pelos desequilíbrios parciais
Inicialmente, considerando-se em equilíbrio o mercado de feijão, se houver um aumento no preço de fatores utilizados na produção desse bem, mantida constante, entretanto, a demanda, para a recomposição do equilíbrio de mercado do produto deverá ocorrer
a redução apenas no preço de equilíbrio.
a redução no preço e na quantidade de equilíbrio.
o aumento no preço e na quantidade de equilíbrio.
o aumento no preço e a redução na quantidade de equilíbrio.
a redução no preço e o aumento na quantidade de equilíbrio.
Considere o seguinte modelo:
Y = f(N)
W/P = f'(N)
MV = PY
Sp(r) + T = I(r) + G
onde Y = produto real; N = volume de emprego; W = salário nominal; P = nível geral de preços; r = taxa de juros; G = despesas públicas; T = receita do setor público; M = volume dos meios de pagamento; V = velocidade de circulação da moeda; S = poupança; e I = investimento. Considere ainda que as relações funcionais presentes no modelo seguem aquelas previstas no denominado modelo clássico. Com base nestas informações, é correto afirmar queuma política monetária expansionista tem impacto positivo sobre o nível de emprego.
uma política fiscal expansionista não exerce influência sobre o produto real da economia.
o equilíbrio no mercado de trabalho determina o nível de poupança e investimento da economia.
a política fiscal é mais eficiente do que a política monetária no que diz respeito aos seus efeitos sobre o nível de emprego.
não há possibilidade de equilíbrio de pleno emprego neste modelo.