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O início do primeiro mandato do Partido dos Trabalhadores, com Lula, em 2003, foi marcado pela desconfi ança a respeito da manutenção ou não da estabilização econômica do país. Os discursos eleitorais apontavam para uma possível ruptura com as bases do Plano Real e com o FMI. Tal ruptura, porém, não se deu, e um indicativo disso foi o(a):
estabelecimento de reformas estruturais
redução radical da Selic
adoção de uma taxa de câmbio fixa
preservação do superávit primário
A economia brasileira no primeiro mandato do governo Lula (2003-2006) enfrentou diversos desafios e alcançou conquistas importantes.
Das ações a seguir, uma que foi uma característica marcante desse período foi
a implementação de um rígido controle de preços para combater a inflação.
a adoção de uma política fiscal expansionista, aumentando significativamente o déficit público.
a criação do programa Bolsa Família, que unificou e expandiu programas de transferência de renda.
a privatização de grandes empresas estatais para atrair investimento estrangeiro.
a manutenção de uma taxa de câmbio fixa para estabilizar a moeda.
Em relação à economia brasileira a partir dos anos 1990, é correto se afirmar:
O primeiro mandato do governo Lula abandonou o foco na estabilidade monetária por meio do regime de metas de inflação e, por meio de uma expansionista política fiscal, promoveu a elevação da taxa de crescimento econômico, a qual levou à melhoria dos indicadores sociais no Brasil.
A terceira fase de implantação do Plano Real consistiu na reforma monetária. Em julho de 1994, o cruzeiro real e a URV foram substituídos pelo nova moeda, o real. A taxa de câmbio nominal foi fixada em um real por um dólar, implementando-se uma das âncoras nominais da nova moeda, aspecto que gerou críticas ao Plano.
O diagnóstico do Plano Real identificava no descontrole dos gastos públicos a principal causa da inflação brasileira. Mesmo assim, o plano propiciou o aumento da intervenção do Estado, particularmente por meio da criação de agências reguladoras para manter a oferta de bens em alguns setores a preços de mercado eficientes.
Até a crise financeira global de 2008, a década dos anos 2000 observou a expansão das exportações brasileiras de maior conteúdo tecnológico, apoiadas pela melhoria dos termos de troca e pela depreciação da taxa de câmbio real no período.
Durante a primeira década do século XXI, a melhora significativa do preço das commodities, apreciação cambial, maior crescimento do PIB e forte predomínio da absorção doméstica geraram expressivos superávits em conta corrente do balanço de pagamentos.
A partir da estabilização da economia brasileira, em julho de 1994, houve no Brasil melhorias expressivas em diversos indicadores sociais e de equidade, avanços que se intensificaram ao longo da década de 2000. Nesse processo,
o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) evoluiu positivamente de 0,65 a 0,69, entre 2000 e 2010, indicando a quase eliminação da desigualdade regional, do déficit no acesso ao saneamento básico nas regiões mais pobres do país e da melhora decisiva da qualidade do ensino.
a distância entre os mais ricos e os mais pobres aumentou expressivamente ao longo da década. Entre 2001 e 2009, a renda per capita dos 10% mais ricos da população brasileira aumentou 7% ao ano, enquanto a renda dos mais pobres cresceu à taxa de 2%.
o Programa Bolsa Família (PBF), criado em 2004 e focado nas famílias de menor renda, foi uma inovação do Governo Lula que teve expressivo impacto na redução das desigualdades regionais do país. Um dos grandes problemas enfrentados em sua implementação foi o custo orçamentário relativamente alto, atingindo, em 2010, 5% do PIB.
observou-se, entre 2001 e 2009, a ascensão da Nova Classe Média (Classe C), a qual chegou a representar mais de 50% da população total. Este fenômeno decorreu do aumento da massa salarial e do maior acesso aos instrumentos de crédito, facilitado pelo Crédito Consignado e pela aprovação do Cadastro Positivo. A ampliação do crédito popularizou o acesso aos bens duráveis, uma das formas de aferição da redução da desigualdade.
a queda de 0,57 para 0,52 observada no Índice de Gini das pessoas ocupadas entre 2001 e 2009 se deveu mormente à política de valorização real do salário mínimo, ao aumento do emprego formal com carteira assinada, ao incremento da taxa de escolaridade e, por fim, à queda do trabalho infantil.
A partir da estabilização da economia, em 1994, houve, no Brasil, uma melhora importante em diversos indicadores sociais e de equidade. Esses resultados se intensificaram ao longo da década de 2000. Com base no exposto, assinale a alternativa correta.
O Atlas de Saneamento de 2011 divulgado pelo IBGE mostra que as melhorias no serviço de esgotamento sanitário ocorreram, principalmente, em áreas onde houve redução da população entre os Censos Demográficos de 2000 e de 2010.
Entre 2001 e 2009, a renda per capita dos 10% mais ricos da populaçã o brasileira aumentou 1,5% ao ano, enquanto na renda dos mais pobres cresceu a taxa de 6,8 %.
O Índice de Gini das pessoas ocupadas aumentou de 0,52 em 2001 para 0,57 em 2009, conforme divulgado pelo IBGE.
O Brasil se situou ao final da década de 2000 na posição 73, entre 169 países avaliados, com um índice que classifica o país como “médio desenvolvimento humano”.
Uma das grandes deficiências do Programa Bolsa Família é o seu custo relativamente alto, uma vez que consumiu, em 2010, cerca de 5% do PIB.
A economia brasileira, durante 2003 a 2010, foi caracterizada por
dois períodos distintos: o primeiro correspondente a uma política macroeconômica heterodoxa e a segunda correspondente a uma política ortodoxa.
aumento contínuo da dívida pública como proporção do PIB.
aumento do risco país e queda das reservas internacionais no início desse período.
queda do ritmo de crescimento da economia ao final desse período.
No Brasil, uma importante medida econômica tomada no âmbito do governo federal durante o período compreendido entre 2003 e 2006 foi
o aprofundamento do processo de privatização de estatais que vigorava desde os anos 90.
o rompimento com o Fundo Monetário Internacional.
o fim do sistema de metas inflacionárias.
a redução do “aperto fiscal”, com redução das metas de superávit primário.
o BNDES deixar de privilegiar o financiamento de aquisições de empresas estatais pelo capital estrangeiro, dando ênfase ao financiamento do investimento das empresas nacionais.
Em relação ao regime de metas de inflação no governo Lula (2002 a 2010), observou-se que, ao final dessa década, o regime apresentava alguns desafios. Em relação a tais desafios, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A alta da taxa de inflação de 2010 poderia impactar a taxa de 2011.
( ) Conciliar o regime de metas com um crescimento mais elevado do PIB.
( ) Reduzir a meta inflacionária para o nível de países desenvolvidos, abaixo de 1%.
As afirmativas são, respectivamente,
Em 2008, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o "tsunami" sofrido pela economia mundial resultaria em apenas uma "marolinha" no Brasil.
O país inicialmente escapou do risco de contágio da crise de subprime que assolava os EUA. Em meio a uma política de subsídios, gastos governamentais e incentivo ao crédito, o Brasil registrou 7,5% de crescimento em 2010 - o maior ritmo em 24 anos. Com relação a crise financeira de 2008, pode-se afirmar que:
Houve um grande endividamento por parte do governo e foi necessário tomar um novo empréstimo junto ao FMI para não quebrar o país.
“o crescimento muito baixo” no período de crise foi alavancado por uma onda especulativa gerada pela política de aumento da liquidez internacional do Banco Central Norte-Americano (FED).
O Brasil atravessou bem o período posterior a crise devido às medidas tomadas para fortalecer a economia nacional, como a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e o Programa de sustentação do Investimento (PSI).
A crise obrigou a classe média a apertar o cinto ante o aumento de até 100.000% no preço da luz, do gás e da água em relação às tarifas hiper-subsidiadas. Além disso, o poder aquisitivo diminuiu com reajustes salariais inferiores à inflação.
Com o esgotamento da política de crédito, a redução no consumo, a má situação das contas públicas, a deterioração no cenário internacional, a queda no preço das commodities, uma crise política interna e um enorme escândalo de corrupção, o país viu sua economia se contrair, entrando na que é hoje a maior recessão de sua história.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC – 2007-2010) organizava suas medidas em cinco grandes blocos. NÃO compõem os blocos de medidas:
Estímulo ao crédito e ao financiamento.
Melhora do ambiente de investimento.
Medidas fiscais de longo prazo.
Estímulo cambial à importação de bens de capital.
Investimento em infraestrutura.
A redução dos índices inflacionários durante o governo Lula permitiu que o Banco Central implementasse uma política de diminuição sucessiva da taxa de juros básica da economia.
Certo
Errado
Com relação ao primeiro governo Lula (2003-2006), assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) As medidas da equipe econômica foram definidas com o objetivo de mostrar comprometimento com o ajuste fiscal e a estabilidade econômica.
( ) A redução da instabilidade econômica se deveu, em parte, à preservação da política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso e à renovação do acordo com o FMI.
( ) A forte valorização cambial decorrente da resolução da incerteza econômico-política e do boom das commodities.
As afirmativas são, respectivamente,
V, V e V.
V, F e V.
V, F e F.
F, V e V.
F, F e F.
Em relação ao governo Lula (2003-2010), considere V para a(s) afirmativa(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
( ) A redução da desigualdade de renda pode ser atribuída tanto às políticas sociais quanto ao crescimento econômico do período.
( ) A promoção da política denominada “campeões nacionais” contribuiu para o aumento de incentivos ou subsídios estatais concedidos a grandes empresas.
( ) O custo unitário do trabalho cresceu bastante no período, mesmo que à custa de uma desvalorização real do salário mínimo.
A sequência correta é:
V – V – V;
V – V – F;
V – F – F;
F – V – F;
F – F – V.
Em relação à situação do mercado de trabalho durante a década de 2000, considere V para a(s) afirmativa(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
( ) O período foi marcado por uma redução do desemprego e elevação do salário real.
( ) A taxa de informalidade diminuiu consideravelmente, em parte devido à elevação da escolaridade e ao maior acesso ao crédito pelos trabalhadores.
( ) O mercado de trabalho foi impulsionado principalmente pelo crescimento do setor de serviços intensivo em mão de obra.
A sequência correta é:
V – V – V;
V – V – F;
F – V – V;
F – F – V;
F – F – F.