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Tendo em conta os modelos clássico e keynesiano de determinação da renda, é INCORRETO afirmar que.
No modelo clássico, a demanda possui papel passivo na determinação do produto, a política fiscal somente altera a composição dos gastos, e é válida a hipótese de neutralidade da moeda.
No modelo clássico, a possibilidade de ocorrência de desemprego decorre de imperfeições de mercado; caso o mercado funcione perfeitamente, o governo não consegue (e nem precisa) influenciar os níveis de emprego e renda.
No modelo keynesiano, assim como no modelo clássico, a demanda é totalmente passiva, enquanto a oferta é limitada.
O modelo keynesiano se ajusta bem a uma situação de ampla capacidade ociosa, de modo que as empresas podem atender qualquer demanda adicional sem pressionar os custos e, por consequência, os preços.
A política fiscal é importante no modelo keynesiano, a fim de evitar grandes oscilações na economia, pois o governo consegue ampliar ou retrair a demanda agregada por meio dos gastos e tributos.
Considere as seguintes informações sobre uma economia fechada e com governo: o consumo das famílias é dado por C = 10 + 0,5 (Y − T), o investimento por I = 500 − 50r, o gasto do governo é G = 250, o tributo é T = 150, a função de demanda por moeda é L= 0,5Y − 25r e a oferta de moeda é M⁄P = 700, onde Y é a renda e r é a taxa de juros. A taxa de juros e a renda de equilíbrio, respectivamente, serão
10 e 1.250.
4 e 1.700.
1 e 1.550.
2 e 1.420.
10 e 3.450.
Considere o seguinte cenário: um governo decide aumentar os gastos públicos para estimular a economia durante uma recessão. Essa estratégia é consistente com qual modelo econômico?
Teoria do equilíbrio geral.
Monetarista.
Keynesiano.
Liberal clássico.
Em períodos de recessão, a lentidão no ajuste de preços e salários (rigidez nominal) impede o restabelecimento rápido do equilíbrio econômico. Essa ideia, incorporada de maneira formalizada em modelos com expectativas racionais e rigidez nominal, fundamenta a defesa do uso de políticas fiscais e monetárias ativas pela teoria
Novo-Clássica.
Novo-Keynesiana.
Monetarista.
Comportamental.
Novo Institucional.
Em um modelo keynesiano simples, representado por Y = C + I + G, em que Y representa a renda, C, o consumo, I, o investimento e G, o gasto do governo, considere C = a + b (Y − T), em que a representa o consumo autônomo, b, a propensão marginal a consumir e T, os impostos, sendo T = T0 + tY, em que t é a alíquota de imposto sobre a renda e T0, a parcela autônoma dos impostos. Nessas circunstâncias, caso ocorra um aumento dos gastos do governo igual a ΔG, a variação na parcela autônoma nos impostos (ΔT0) necessária para anular o efeito desse aumento dos gastos do governo sobre a renda será
b × ΔG.
t × ΔG.
ΔG/t.
ΔG/b.
ΔG.
Um país enfrenta uma recessão severa, com alto desemprego e queda no Produto Interno Bruto (PIB). Dois economistas, F e G, discutem as melhores políticas a serem adotadas para reverter essa situação:
• O economista F acredita que a economia se autorregulará no longo prazo e que o governo não deve intervir.
• O economista G defende a adoção de políticas fiscais expansionistas, como o aumento dos gastos públicos.
Com base em modelos macroeconômicos, assinale a afirmativa correta acerca das posições adotadas pelos economistas.
F segue uma perspectiva keynesiana, enquanto G adota uma visão clássica.
Ambos os economistas, F e G, seguem uma visão clássica.
F segue uma perspectiva clássica, enquanto G adota uma visão keynesiana.
Ambos os economistas, F e G, seguem uma visão keynesiana.
Um dos temas mais controversos em Macroeconomia é a determinação das taxas de variação do PIB real e do nível de emprego.
No trecho seguinte, Keynes sintetiza sua teoria de determinação do nível de emprego e dos ciclos econômicos nas economias capitalistas.
Não é, portanto, a desutilidade marginal do trabalho, expressa em termos de salários reais, que determina o volume de emprego, exceto no caso em que a oferta de mão de obra disponível a certo salário real fixe um nível máximo de emprego. A propensão a consumir e o nível do novo investimento é que determinam, conjuntamente, o nível de emprego, e é este que, certamente, determina o nível de salários reais, e não o inverso.
KEYNES, J. M. Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. São Paulo: Nova Cultural, 1996 [1936], capítulo 3. Adaptado.
No trecho citado, Keynes argumenta que o nível de emprego nas economias capitalistas depende, fundamentalmente, da(o)
demanda efetiva
carga tributária
oferta agregada
salário real
salário nominal
Assinale a opção correta no que diz respeito ao modelo keynesiano na situação de armadilha da liquidez.
A elasticidade-preço da demanda por títulos se aproxima de zero.
Na armadilha da liquidez, a curva IS é horizontal.
Em armadilha da liquidez, a política de redução da taxa de juros deverá ser utilizada para estimular a economia.
A inclinação da curva IS é uma função diretamente proporcional à propensão marginal a consumir.
Em armadilha da liquidez, a elasticidade da demanda por moeda é nula.
Em macroeconomia, o papel das expectativas e o conceito de incerteza são elementos fundamentais não apenas na determinação do nível do produto e do emprego, como também na explicação das flutuações cíclicas nas economias capitalistas. No trecho seguinte, Keynes explicita seu entendimento acerca do termo “incerteza” em economia.
Por conhecimento incerto, não pretendo distinguir o que é conhecido como certo do que é, apenas, provável. Neste sentido, o jogo da roleta não está sujeito à incerteza; nem sequer à possibilidade de se ganhar na loteria. Ou, ainda, a própria esperança de vida é apenas moderadamente incerta. O sentido em que estou usando o termo [incerteza] é aquele segundo o qual a perspectiva de uma guerra europeia é incerta, o mesmo ocorrendo com o preço do cobre e a taxa de juros daqui a vinte anos ou a obsolescência de uma nova invenção [...]. Sobre esses problemas, não existe qualquer base científica para cálculos probabilísticos. Simplesmente, nada sabemos a respeito.
KEYNES, J. M. The general theory of employment. The Quarterly Journal of Economics, v. 51, n. 2, February, 1937, p.213-214, (tradução nossa). Adaptado.
De acordo com Keynes, diante da incerteza futura, os agentes econômicos tomam decisões relevantes, baseando-se
no conjunto de informações disponíveis no presente e decidindo sobre o futuro, de acordo com a opinião da maioria ou da média.
no conjunto de informações disponíveis no presente e decidindo sobre o futuro, de forma aleatória e independentemente da opinião da maioria.
no melhor conjunto de informações disponíveis no presente, projetando-as para o futuro, mediante expectativas racionais.
nas informações relevantes do passado, projetando-as para o futuro, mediante expectativas racionais.
nas informações relevantes do passado, projetando-as para o futuro, mediante expectativas adaptativas.
Em conhecido trecho da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, Keynes expõe as dificuldades de se estabilizarem as taxas de juros de mercado em situações de crise.
Um aumento da taxa monetária de juros retarda a produção de riquezas em todos os ramos em que ela é elástica, sem estimular a produção da moeda (que, por hipótese, é perfeitamente inelástica). A taxa monetária de juros, determinando o nível de todas as demais taxas de juros de mercadorias, refreia o investimento para produzir essas mercadorias, sem poder estimular o investimento necessário para produzir moeda que, por hipótese, não pode ser produzida [...]. Quer isso dizer que o desemprego aumenta porque as pessoas querem a Lua; os homens não podem conseguir emprego quando o objeto de seus desejos (isto é, o dinheiro) é uma coisa que não se produz e cuja demanda não pode ser facilmente contida. O único remédio consiste em persuadir o público de que Lua e queijo verde são praticamente a mesma coisa, e a fazer funcionar uma fábrica de queijo verde (isto é, um Banco Central) sob o controle do poder público.
KEYNES, J. M. Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. São Paulo: Nova Cultural, 1996, p.229. Adaptado.
No trecho mencionado, Keynes reconhece o papel do Banco Central na estabilização da economia nos períodos que se seguem às crises monetário-financeiras. Apesar disso, o autor não viveu para testemunhar as políticas monetárias não convencionais, como as taxas de juros nominais próximas de zero (Zero Lower Bound) e as políticas de afrouxamento monetário (Quantitative Easing - QE), adotadas pelo Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve Bank - FED) e pelo Banco Central Europeu, nos anos imediatamente após a crise financeira global de 2008.
Com respeito ao QE, o principal objetivo do FED e do Banco Central Europeu, alinhado com a concepção de Keynes sobre a determinação das taxas de juros, foi
reduzir a demanda de moeda para fins especulativos, mediante venda expressiva de títulos de médio e longo prazos nos mercados financeiros, forçando a redução de seus preços e a consequente queda das taxas de juros.
reduzir a demanda de moeda para fins especulativos, mediante compras expressivas de títulos de médio e longo prazos nos mercados financeiros, forçando o aumento de seus preços e a consequente queda das taxas de juros.
aumentar a oferta monetária e promover a redução da demanda de moeda para transações.
aumentar os spreads entre as taxas de juros de longo prazo e as taxas de juros de curto prazo.
aumentar as taxas de juros de curto prazo, alinhando-as às taxas de juros de longo prazo.
Um deslocamento para a direita da curva de demanda de um bem ocorre quando há
uma queda do preço desse bem.
um aumento do preço de um bem complementar.
uma queda no preço do insumo desse bem.
um aumento do preço de um bem substituto.
um choque tecnológico positivo.
Assinale a opção que apresenta uma diferença entre a abordagem keynesiana e a abordagem clássica em relação à política fiscal.
A abordagem keynesiana enfatiza a necessidade de intervenção do governo na economia por meio de gastos públicos para estimular a demanda agregada, enquanto a abordagem clássica defende a ideia de que a economia se autorregula e que o governo deve manter um papel mínimo em relação a ela.
Ambas as abordagens concordam que o governo deve aumentar os impostos para reduzir o déficit fiscal.
Tanto a abordagem keynesiana quanto a abordagem clássica defendem o uso exclusivo de políticas monetárias para estabilizar a economia.
A abordagem clássica apoia fortemente a ideia de que o governo deve intervir na economia por meio de programas de bem-estar social, enquanto a abordagem keynesiana se concentra principalmente em investimentos em infraestrutura.
A abordagem keynesiana e a abordagem clássica concordam que o déficit fiscal é sempre prejudicial para a economia.
Considere o modelo IS-LM e uma situação extrema de escassez total de liquidez, em que não existe demanda especulativa por moeda.
Logo, é correto concluir que
a elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros é infinita.
a política monetária possui eficiência máxima, ou seja, afeta a taxa de juros o máximo possível.
a política fiscal possui eficiência máxima, ou seja, afeta a renda o máximo possível.
toda moeda emitida pelo BACEN é retida pelo público.
só existe demanda por transação e precaução de moeda.
Num modelo Keynesiano fechado, considere os efeitos de curto prazo na demanda agregada decorrentes de variações nos gastos do governo e na tributação.
Com base nesse cenário, analise as seguintes afirmações e indique se cada uma é verdadeira (V) ou falsa (F).
( ) Um aumento nos gastos do governo de R$100 milhões, assumindo um multiplicador de gastos do governo de 5, resultará em um aumento de R$500 milhões na demanda agregada, demonstrando o poderoso efeito multiplicador dos gastos governamentais.
( ) A redução da tributação, ao aumentar a renda disponível das famílias, estimula o consumo e, consequentemente, a demanda agregada, porém o efeito multiplicador da redução da tributação é geralmente menor do que o dos gastos do governo diretos, devido à propensão marginal a consumir.
( ) O efeito multiplicador dos gastos do governo é instantaneamente anulado pelo efeito da tributação sobre a renda, resultando em nenhuma mudança na demanda agregada, independentemente do tamanho do ajuste fiscal implementado.
( ) A eficácia do multiplicador fiscal depende da propensão marginal a consumir (PMC) da economia; quanto maior a PMC, maior será o impacto dos gastos do governo e da tributação na demanda agregada.
As afirmativas são, respectivamente,
V – V – F – F.
V – F – V – F.
V – V – F – V.
F – F – V – V.
F – F – F – V.
John Maynard Keynes foi um economista que construiu, frente principalmente ao período chamado A Grande Depressão, uma teoria econômica que se apresentou como uma alternativa a outras da época. Acerca das características que representam essa teoria, assinale a alternativa INCORRETA.
O pleno emprego pode ser dar através de medidas econômicas de cunho estatal.
Assemelha-se ao liberalismo econômico, podendo ser considerada sua complementação.
O protecionismo econômico é defendido através de ações políticas.
Existência de um eficaz equilíbrio entre demanda e oferta.
Tem-se, como um dos motes, a redução da taxa de juros.
Num modelo keynesiano simples, um aumento de $100 nos gastos do governo levou a um aumento de $200 no produto. Se a economia é fechada e tem impostos que totalizam 20% do produto, a propensão marginal a consumir é:
0,4.
0,525.
0,625.
0,75.
0,8.
A base monetária é igual à soma das reservas bancárias e dos recursos depositados em bancos comerciais.
Certo
Errado
Seja uma economia aberta no modelo keynesiano, com demanda agregada doméstica dada por 𝐷𝐴 = 250 + 0,8𝑌 − 2500𝑖 (onde Y é o nível de renda e i é a taxa de juros). As exportações são 𝑋 = 300 e as importações são 𝑀 = 0,2𝑌. Considere 𝑖 = 0,02. Sabendo que, em equilíbrio, o nível de renda corresponde à soma da demanda agregada doméstica com o saldo da balança comercial, o nível de equilíbrio da renda dessa economia é igual a:
625.
500.
1.500.
1.625.
1.250.
Com base no Modelo keynesiano e seus desdobramentos: IS-LM; Mundell-Fleming (IS-LM-BP); Teoria Keynesiana da taxa de juros, assinale a afirmativa INCORRETA.
De acordo com a estrutura do Modelo IS-LM, o mercado de ativos, representado pela oferta e pela demanda de moeda, determina a taxa de juros da economia.
O Modelo IS-LM considera a política monetária (oferta de moeda); a política fiscal (impostos e gastos públicos); e, o nível de preços (que é considerado constante) como variáveis exógenas.
O Modelo IS-LM é um modelo de equações simultâneas. Nele tem-se a determinação simultânea da taxa de juros e da renda que equilibram o mercado de bens e o mercado de ativos.
No Modelo Keynesiano Simples, o investimento é considerado uma variável exógena. No Modelo IS-LM, em virtude da introdução da taxa de juros, o investimento passa a ser definido endogenamente, conforme oscilação da taxa de juros.
O Modelo IS-LM, também conhecido como Análise Hicks-Hansen, demonstra a interligação entre o Lado Real da economia (IS) e o Lado Monetário da economia (LM). Apesar de agregar o mercado de ativos e a determinação da taxa de juros à análise econômica, este modelo não é capaz de esclarecer como a taxa de juros influi na determinação da renda.
Nos últimos anos, pesquisas têm buscado fundamentar, em termos microeconômicos, a existência de ciclos econômicos a partir de um referencial denominado novo keynesiano, que incorpora imperfeições de mercado e rigidez de preços. Sobre os fatores explicativos desse referencial, assinale a afirmativa INCORRETA.
Os sindicatos negociam em favor da classe trabalhadora como um todo.
Os trabalhadores são avessos a riscos e têm medo de amplas flutuações no nível de renda.
A existência de rigidez salarial decorre do custo da empresa em avaliar o esforço e a produtividade dos trabalhadores isoladamente.
A existência de contratos de trabalho de prazo longo faz com que os salários não convirjam rapidamente para equilibrar o mercado de trabalho.
Alterações nos custos nominais envolvem custos para as empresas devido a relações produtor-cliente, custos de remarcação etc. Com isso, mesmo em situações de excesso de demanda, as empresas podem relutar a elevar os preços.