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A tabela a seguir apresenta os dados de três cultivos de preço (em reais por toneladas), de produtividade (em toneladas por hectare), de custos (em reais por toneladas) e frete ou tarifa de transporte (em reais por tonelada de quilômetro rodado).

Com base na teoria de uso da terra de von Thünen, sabe-se que, nesta economia, cada produtor escolhe o que produzir em cada localização, de modo a maximizar a renda locacional da terra. A partir das informações da tabela acima e da teoria locacional de von Thünen, analise as afirmativas a seguir, considerando V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
( ) A qualidade (propriedades físicas) e a fertilidade do solo são crescentes quanto mais próximas ambas estiverem do centro de mercado.
( ) O raio máximo do último anel de von Thünen se dará a uma distância de 75 km do centro de mercado.
( ) A renda da terra é o que sobra após subtrairmos da produção de um hectare os custos produtivos e os gastos de transporte, ignorando o custo do hectare de terra.
A sequência correta é:
F, F, V;
F, V, V;
V, V, F;
V, F, V;
V, F, F.
No mundo globalizado, os blocos econômicos constituem uma estratégia fundamental para os países e visam aumentar as trocas comerciais, fortalecer as economias regionais e obter uma maior vantagem competitiva no cenário internacional. Diante disso, é correto afirmar que o Brasil, por exemplo, é membro pleno
do Mercado Comum Centro-Americano (MCCA).
do Mercado Comum do Sul (Mercosul).
da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA).
do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA).
da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC).
No cenário atual de globalização e interdependência econômica entre os países, o comércio internacional desempenha um papel crucial no desenvolvimento econômico e na alocação eficiente dos recursos. Nesse contexto, economistas têm desenvolvido diversas teorias para explicar os padrões e os benefícios do comércio entre as nações.
Sobre as teorias do comércio internacional, assinale a opção que relaciona corretamente o pensamento econômico à sua característica.
Teoria das Vantagens Comparativas de David Ricardo: os países devem se especializar na produção e exportação de bens nos quais possuem vantagem absoluta, independente dos custos relativos entre os países.
Teoria de Heckscher-Ohlin: as diferenças na abundância relativa de fatores de produção (trabalho e capital) entre os países explicam os padrões de comércio internacional, sendo que os países exportarão bens que utilizam intensivamente os fatores de produção mais abundantemente disponíveis.
Teoria da nova teoria do comércio internacional (NTCI): a existência de economias de escala e de marcas globais são uma explicação mais convincente para o comércio internacional, descartando as teorias tradicionais baseadas em vantagens comparativas ou diferenças na abundância de fatores de produção.
Teoria da Vantagem Absoluta de Adam Smith: os países devem se especializar na produção de bens que podem ser produzidos com uma quantidade menor de fatores de produção, independentemente dos custos de produção relativos entre os países.
A teoria clássica do comércio internacional, elaborada por David Ricardo em 1817, considera 2 países, 2 produtos e 1 fator de produção.
Assinale a opção que apresenta uma característica que não pode ser atribuída a essa teoria.
Os mercados dos produtos e do fator de produção são de concorrência perfeita.
Há inexistência de mobilidade internacional do trabalho.
Um país tem vantagem relativa na produção de um bem e o outro país na produção do outro bem.
Cada país se especializa e exporta o bem cujo custo for relativamente menor em relação ao outro país.
Não há diferenças tecnológicas relativas entre os dois países.
Considerem-se válidas as hipóteses inerentes aos modelos de vantagem absoluta (Adam Smith) e de vantagem comparativa (David Ricardo), na explicação dos fluxos e dos ganhos de comércio recíprocos internacionais. A Tabela informa os coeficientes técnicos hipotéticos de produção (expressos em horas de trabalho por unidade) das indústrias de calçados (por par) e de vestuário (por unidade), no Brasil e no México. Considere-se, ainda, que sejam nulos os custos de transporte entre os dois países.
Brasil Horas de trabalho necessárias para a produção de cada unidade do bem | México Horas de trabalho necessárias para a produção de cada unidade do bem | |
Calçados | 1/7 | 1 |
Vestuário | 1/3 | 1/2 |
Com base nas hipóteses inerentes aos modelos de comércio internacional apresentados por Smith e Ricardo, o(s)
México detém vantagem absoluta na produção de ambos os bens.
México detém vantagem comparativa em calçados.
Brasil detém vantagem comparativa em vestuário.
Brasil detém vantagem comparativa na produção de ambos os bens.
dois países, caso pratiquem livre-comércio, terão ganhos recíprocos de comércio, se o preço relativo internacional for igual a 1.
A Tabela seguinte registra os índices de Grubel-Lloyd (IGL) para países selecionados. O referido índice mensura a relevância do comércio intraindustrial no fluxo de comércio total efetivado por cada país na economia global. Se o país detiver IGL acima de 0,5, significa que a maior parte de seu fluxo de comércio exterior é do tipo intraindustrial, ao passo que se detiver IGL inferior a 0,5, significa que a maior parte de seu fluxo de comércio exterior é determinado por vantagens comparativas.

HELPMAN, E. Understanding Global Trade. Cambridge, Massachusetts, The Belknap Press of Harvard University Press, 2011. p.70. Adaptado.
De acordo com as novas teorias de comércio internacional, a maior parcela de comércio intraindustrial no fluxo total de comércio exterior de países como França, República Tcheca, Canadá e México é explicada pela
maior produtividade relativa dos setores produtivos, comparativamente aos parceiros comerciais.
abundância de fatores produtivos existentes nesses países.
relevância das economias externas de escala na estrutura produtiva desses países.
relevância das economias internas de escala na estrutura produtiva e pela elevada participação de bens sujeitos à diferenciação de produtos no padrão de comércio exterior desses países.
relevância das externalidades econômicas existentes nesses países.
Nas teorias neoschumpeterianas de comércio internacional, a determinação do padrão de comércio e a avaliação dos impactos do livre-comércio sobre os países em desenvolvimento são radicalmente distintas dos modelos de comércio tradicionais ou mesmo da nova teoria de comércio internacional (new trade theory).
Nos modelos neoschumpeterianos de comércio, o padrão quantitativo (volume e participação) e qualitativo (tipos de bens exportados e importados) de inserção de um país no comércio internacional depende, fundamentalmente,
de sua capacidade para gerar e difundir inovações tecnológicas.
da dotação de fatores de produção disponíveis.
do estoque de capital físico acumulado.
do estoque de capital humano acumulado.
do estoque de conhecimento acumulado e do acesso ao fluxo de informações internacionais.
Segundo o Teorema Hecksher-Ohlin,
o comércio internacional decorre das diferenças dos fatores de produção entre países, que induz a especialização no fator de produção abundante.
o comércio entre países eleva o preço do fator abundante, levando a convergência entre os custos dos fatores de produção.
o comércio internacional, ao elevar o custo do fator de produção abundante no país, induz os demais países a imporem barreiras às importações aos produtos concorrentes dos equivalentes nacionais que são intensivos no fator de produção não abundante para elevar o preço desse fator.
o crescimento do comércio internacional pode ser decorrente do progresso tecnológico ou pelo aumento na oferta de fatores de produção.
os países subdesenvolvidos precisam exportar mais que os países desenvolvidos para que possam obter resultados satisfatórios em termos de exportações, devido à deterioração dos termos de troca.
Trata-se de uma negociação com um único pacote de objetivos, ou na negociação de vários objetivos de forma única. Denomina-se tal de negociação de
acesso mínimo da OMC.
single undertaking.
acordo de Marraqueche.
medida de sustentação de preços de mercado (MPS).
negociação única de davos sobre acesso a mercados.
Admita, hipoteticamente, que a economia mundial seja formada por apenas dois países: Brasil, abundante em recursos naturais, e Estados Unidos, abundante em capital. Ambos os países contam com dois setores produtivos: o setor de bens industrializados, que é intensivo em capital, opera com expressivas economias de escala, produz bens diferenciados e funciona sob condições de concorrência monopolística; e o setor de commodities agrícolas, que é intensivo em recursos naturais, opera com retornos constantes de escala, produz bens homogêneos e funciona sob condições de concorrência perfeita. Considere, finalmente, que os governos do Brasil e dos Estados Unidos eliminem todas as barreiras ao comércio recíproco.
De acordo com o modelo proposto por Paul Krugman (“nova teoria de comércio internacional”), após a liberalização comercial entre os dois países, espera-se que o padrão de comércio exterior do Brasil tenha a seguinte configuração:
exportações constituídas predominantemente de commodities agrícolas, importações constituídas predominantemente de bens industrializados e comércio intraindustrial de commodities agrícolas.
exportações constituídas predominantemente de commodities agrícolas, importações constituídas predominantemente de bens industrializados e comércio intraindustrial de bens industrializados.
exportações constituídas predominantemente de commodities agrícolas, importações constituídas predominantemente de bens industrializados e ausência de comércio intraindustrial de bens industrializados.
padrão de comércio com equilíbrios múltiplos.
padrão de comércio indeterminado.
Nas últimas décadas, observou-se enorme transferência de fábricas operadas por filiais de empresas multinacionais para os países em desenvolvimento da Ásia. A tendência de fragmentação da produção de bens e serviços, em afiliadas localizadas em diferentes países, refletiu a opção estratégica das empresas multinacionais por especialização em produtos finais, partes, peças e componentes, levando à disseminação do que se convencionou denominar cadeias globais de valor.
De acordo com a nova teoria do comércio internacional, os principais fatores que explicam a disseminação das cadeias globais de valor são:
o esgotamento das oportunidades de lucro nos países de origem das empresas multinacionais e os elevados salários nos países hospedeiros.
a escassez de mão de obra nos países de origem das empresas multinacionais e a abundância de matérias-primas nos países hospedeiros.
a abundância de capital e os baixos salários nos países hospedeiros.
os diferenciais de preços de matérias-primas e a falta de concorrência nos países de origem das empresas multinacionais.
os diferenciais de custos de produção entre países e as enormes economias de escala requeridas no processo de fabricação.
O conceito de transição energética atual está relacionado a grandes mudanças na matriz energética no mundo.
Essa transformação ocorre na direção de uma economia de
baixo carbono e menor pegada ambiental
baixo carbono e maior pegada ambiental
alto carbono e menor pegada ambiental
alto carbono e menor pegada hídrica
alto metano e menor pegada hídrica
As teorias neoclássicas do comércio se diferenciam das teorias clássicas quanto ao entendimento do que constitui as vantagens comparativas. Para os teóricos neoclássicos, tais vantagens resultam de diferenças de:
tecnologia ou produtividade do trabalho
custos de oportunidade e comércio intraindústria
economias de escala e processos de abertura comercial
dotação ou abundância relativa dos fatores de produção
As teorias do comércio internacional diferenciam-se pelas hipóteses sobre o que determina as possibilidades de produção. Cada uma dessas teorias ou modelos enfatiza ou omite alguns aspectos da realidade. Assinale a opção que apresenta corretamente as hipóteses do modelo sobre o comércio internacional.
No modelo Ricardiano, as possibilidades de produção são determinadas pela alocação de um único fator: a renda. Esse modelo apresenta uma idéia essencial para o comércio: a vantagem comparativa.
No modelo de fatores específicos, enquanto o trabalho e a renda podem deslocar-se livremente pelos setores, há fatores que são rígidos, limitando as possibilidades de produção.
Uma vez conhecidas as possibilidades de produção, o modelo-padrão do comércio é o ideal para o entendimento e discussão sobre a distribuição de renda.
O modelo de Fisher relaciona a fronteira de possibilidades de produção e a curva de oferta relativa; os preços relativos e a demanda; e mensura os efeitos dos termos de troca.
No modelo de Hecksher-Ohlin, múltiplos fatores de produção podem deslocar-se entre os setores. O modelo ajuda a entender como os recursos podem direcionar os padrões de consumo.
As teorias sobre o comércio internacional evoluíram desde as primeiras teorias sobre produtividade e vantagens comparativas, passaram pelo modelo neoclássico, pela teoria do ciclo de vida do produto, pelos conceitos de monopólio e oligopólio vinculados ao comércio internacional, para, finalmente, chegarem aos modelos modernos, que incorporaram os conceitos de globalização e regionalização da produção e distribuição mundial de produtos e serviços. Contudo, uma grande contribuição às teorias sobre o comércio internacional ocorreu no final dos anos 1970 e início dos anos 1980 com a incorporação dos conceitos de
tributação seletiva de produtos, subsídios governamentais e regulação cambial.
uniformização do balanço de pagamentos, dolarização comercial e unificação regulatória.
agências de fomento ao comércio, securitização e rotas comerciais.
tecnologia da informação, proteção cambial e terceirização dos serviços de comércio.
mercados imperfeitos, economia de escala e diferenciação dos produtos.
A teoria da paridade do poder de compra pode ser útil na análise do comércio internacional. Sobre a teoria, é correto afirmar que
se foca no longo prazo.
não funciona quando existe a possibilidade de arbitragem.
se limita a evidenciar que a taxa de câmbio é constantemente ajustada pela relação entre a taxa de juros interna e a taxa de juros externa.
independe de hipóteses ou pressupostos, uma vez que se trata de uma relação contábil.
tem aplicação para as transações de mobilidade de capitais, porém deixa de ser aplicável aos bens.
Com relação ao Comércio Internacional, coloque F (falso) ou V (verdadeiro) nas afirmativas abaixo, e assinale, em seguida, a opção que apresenta a sequência correta.
( ) Comércio Internacional é a troca exclusiva de bens através de fronteiras internacionais ou territoriais.
( ) O Comércio Internacional está presente em grande parte da história da humanidade, porém a sua importância econômica, social e política se tornou crescente nos últimos séculos.
( ) O aumento do Comércio Internacional não pode ser relacionado ao fenômeno da globalização.
( ) O modelo (IS-LM) padrão para uma economia aberta com perfeita mobilidade de capital, é chamado Mundell-Fleming.
(V) (V) (V) (V)
(V) (V) (F) (V)
(V) (F) (V) (F)
(F) (F) (F) (F)
(F) (V) (F) (V)
A expressão “vantagem comparativa” indica:
Descrição dos custos de oportunidade de dois produtores.
Descrição dos custos de produção de dois produtores.
Descrição dos custos de reposição de dois produtores..
Descrição dos custos de venda de dois produtores.
Descrição dos custos de diretos de dois produtores.