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Considere uma economia com dois bens: peixe (F) e coco (C), e dois trabalhadores (Robinson e Sexta-Feira) que podem alocar 10 horas de trabalho por dia entre as duas atividades:
• Robinson produz 10 kg de peixe por hora ou 20 kg de coco por hora.
• Sexta-Feira produz 9 kg de peixe por hora ou 4,5 kg de coco por hora.
Com base no conceito de vantagem comparativa e na construção do conjunto de possibilidades de produção conjunto, assinale a alternativa correta.
Robinson tem vantagem comparativa em peixe, pois sua produtividade absoluta em peixe (10) é maior que a de Sexta-feira (9).
Sexta-feira tem vantagem comparativa em peixe e Robinson em coco; a fronteira de possibilidades de produção conjunta terá uma “quebra”, com inclinações distintas em dois trechos.
Ambos têm vantagem comparativa em coco, pois ambos conseguem produzir coco em cada hora trabalhada.
Não há vantagem comparativa, pois Robinson é mais produtivo em ambos os bens; logo, especialização não altera o conjunto de possibilidades de produção conjunto.
A vantagem comparativa depende apenas do bem em que cada um tem maior produtividade absoluta; portanto, Sexta-feira tem vantagem comparativa em nenhum bem.
Dois países, A e B, produzem apenas Trigo (T) e Aço (A) com a mesma dotação de fatores. Em um dia, A pode produzir 12T ou 6A; B pode produzir 6T ou 4A.
Assinale a opção correta sobre vantagem comparativa e especialização sob livre comércio.
A tem vantagem comparativa em Aço e B em Trigo; logo, B deve se especializar em Trigo e A em Aço, para gerar ganhos mútuos.
A tem vantagem comparativa em Trigo e B em Aço; logo, A deve se especializar em Trigo e B em Aço, para gerar ganhos mútuos.
Ambos têm a mesma vantagem comparativa; logo, não há ganhos potenciais com o comércio.
A tem vantagem absoluta em ambos os bens; logo, deve-se especializar em Aço.
B tem maior custo de oportunidade em ambos os bens; logo, o comércio internacional entre os dois países é prejudicial a B.
Em Wakanda são necessárias 2 horas de trabalho para produzir o bem A e 3 horas para produzir o bem B, enquanto em Nárnia são necessárias 5 horas para produzir bem A e 4 horas para produzir o bem B.
Wakanda não tem vantagens absolutas em nenhum bem quando comparado com Nárnia.
não faz sentido para Wakanda fazer comércio com Nárnia.
Nárnia não tem vantagem comparativa em nenhum bem quando comparado com Wakanda.
Wakanda tem vantagem comparativa na produção do bem B quando comparado com Nárnia.
Nárnia tem vantagem comparativa na produção do bem B em relação a Wakanda.
Analise as afirmações seguintes, quanto às teorias econômicas clássicas, e assinale a opção correta.
A teoria das vantagens comparativas, desenvolvida por Adam Smith, propõe que um país tem uma vantagem comparativa na produção de um bem ou serviço, quando consegue produzi-lo com menor custo que seus concorrentes.
Thomas Robert Malthus afirma que a população cresce de forma aritmética, enquanto a produção de alimentos cresce de forma geométrica. Em decorrência disso, a produção de alimentos não seria suficiente para atender toda a demanda populacional, levando o planeta ao colapso.
A Lei de Say, princípio econômico desenvolvido por Jean-Baptiste Say, postula que a demanda cria sua própria oferta.
Adam Smith propôs ideias sobre divisão do trabalho, liberalismo econômico, trabalho e produção de bens e serviços como fonte de riqueza de um país.
David Ricardo apresentou a teoria das vantagens absolutas, para a qual o comércio entre os países é mais vantajoso quando cada país se especializa na produção do bem em que é mais eficiente.
Considere as teorias clássicas e neoclássicas do comércio internacional. A teoria ricardiana do custo comparativo e o modelo Heckscher-Ohlin (H-O) oferecem explicações distintas para os padrões de comércio entre países.
Com base nessas teorias, assinale a afirmativa correta.
No modelo de Ricardo, o comércio é impulsionado pelas dotações relativas de fatores de produção, enquanto no modelo H-O, o motor do comércio são as diferenças tecnológicas.
O modelo de H-O prevê que países exportarão bens cuja produção utilize intensivamente os fatores de produção que são relativamente escassos.
O Teorema de Stolper-Samuelson, derivado do modelo H-O, afirma que o comércio internacional beneficia igualmente todos os fatores de produção em um país.
O modelo ricardiano de custos comparativos mostra que mesmo um país absolutamente menos produtivo em todos os setores pode se beneficiar do comércio.
A crítica de Leontief ao modelo H-O mostrou empiricamente que os Estados Unidos, país capital-abundante, exportavam principalmente bens intensivos em trabalho, confirmando as previsões desse modelo.
Sobre o assunto da Teoria da Vantagem Comparativa, escolha a opção que melhor o define.
É a teoria que afirma que um país deve se especializar na produção de bens que pode produzir mais eficientemente.
É a teoria que afirma que um país deve se especializar na produção de bens que pode produzir com menor custo.
É a teoria que afirma que um país deve se especializar na produção de bens que tem uma demanda interna alta.
É a teoria que afirma que um país deve se especializar na produção de bens que tem uma demanda externa alta.
É a teoria que afirma que um país deve se especializar na produção de bens que tem uma oferta interna alta.
Carlos tem vantagem comparativa em ser guitarrista.
Certo
Errado
Os países participam do comércio internacional por dois motivos básicos: primeiro, porque são diferentes uns dos outros; segundo, para obter economias de escala em sua produção. As relações entre diferentes países e suas respectivas trocas ensejou a formulação de teorias da economia internacional, cujo fundamento está assentado na Teoria
das Vantagens Comparativas, segundo a qual cada país se dedica à produção de bens para os quais possuem maior disponibilidade de recursos produtivos e habilidades técnicas, promovendo trocas na economia internacional.
do Valor, segundo a qual o valor impresso a cada mercadoria depende diretamente do tempo de trabalho necessário à sua produção, que por sua vez serve de base para a realização das trocas na economia internacional.
dos Choques Adversos, que explica evento atípicos na economia internacional que, ocasionalmente, podem promover incentivos ao início de processos produtivos em regiões que, anteriormente, tinham sua dinâmica econômica inteiramente dependente do comércio internacional.
do Desenvolvimento Desigual, que advoga que há, por questões naturais, diferenças econômicas entre os países, de tal modo que a estruturação da economia internacional é necessária para promover a resolução dessas diferenciações.
A sucessão das escolas de pensamento econômico, no decorrer da história, guarda íntima relação com as transformações nas formas de existência e representação da sociedade humana (OLIVEIRA; GENNARI, 2009). David Ricardo é uma referência no estudo da economia clássica e vivenciou as transformações advindas da Revolução Industrial da Inglaterra em um momento privilegiado de desenvolvimento econômico capitalista no país. Nesse contexto, formulou a teoria do comércio exterior.
OLIVEIRA, R. de; GENNARI, A. M. História do pensamento econômico. São Paulo: Saraiva Educação, 2009.
Considerando a teoria do comércio exterior formulada por David Ricardo, assinale a alternativa correta.
Na divisão internacional de trabalho, cada país apresenta vantagens naturais (solo, clima, minério) ou artificiais (mais capital acumulado, melhor infraestrutura) que determinam os produtos que pode obter com menor custo.
A Inglaterra apresenta privilégios na determinação de produção dos países exportadores dada sua hegemonia no controle do comércio exterior e mantém mais elevados os custos de produção nos países exportadores por contratos bilaterais.
O trabalho consiste no definitivo padrão-real e invariável pelo qual o valor de todas as mercadorias pode ser comparado e estimado.
A tendência do capital de buscar valorização por investimentos conduz a desequilíbrios do sistema econômico e ao empobrecimento da classe trabalhadora em benefício da valorização do próprio capital e não das necessidades de consumo/mercado.
Enquanto a propriedade não fosse democratizada, o Estado teria o papel de retardar o desenvolvimento técnico-industrial, a fim de evitar o aumento do desequilíbrio entre oferta e demanda, por meio de restrições legais ao ritmo das inovações tecnológicas.
Na existência de economias de escala na produção de um bem, a fronteira de possibilidades de produção de um país é linear.
Certo
Errado
A restrição externa de um país consiste no volume de divisas estrangeiras que o país consegue atrair para si, via comércio ou fluxos de capital, de forma a financiar suas importações. No que concerne às relações econômicas internacionais de um país,
“a lei do preço único” garante que os ganhos de comércio sejam partilhados por todos os países, uma vez que promove a livre concorrência e impede a exploração de ganhos de arbitragem.
uma melhoria nos termos de troca entre o país e o resto do mundo implica, ceteris paribus, um agravamento da restrição externa.
uma queda no diferencial entre as taxas de juros doméstica e internacional leva, ceteris paribus e em condições normais, a um relaxamento da restrição externa via maior influxo de capitais ao país.
de acordo com a teoria das vantagens comparativas, a competitividade comercial das nações varia de acordo com diferenças internacionais de clima, de disponibilidade de fatores de produção e de capacidade tecnológica.
a hipótese da deterioração dos termos de troca alega que o desenvolvimento econômico elevaria a demanda mundial por bens primários em detrimento dos bens manufaturados, uma vez que o fator terra é limitado enquanto a tecnologia baratearia crescentemente os bens manufaturados.
O modelo de vantagens comparativas de David Ricardo somente é capaz de explicar ganhos de comércio sob uma situação de especialização completa.
Certo
Errado
Na teoria clássica de comércio, as vantagens comparativas são explicadas por funções de produção diferentes dos dois países.
Certo
Errado
O modelo de comércio de David Ricardo descreve como é possível alcançar pontos acima e à direita na fronteira de possibilidades de consumo.
Certo
Errado
Um país tem vantagem comparativa quando seu custo de oportunidade para um bem específico é menor que o de outro país.
Certo
Errado
A Teoria das Vantagens Comparativas, tal como desenvolvida por David Ricardo no século XIX, propunha que o país:
deveria concentrar-se na exportação do bem que é capaz de produzir com menos recursos e na compra dos bens que produz com menos eficiência, em termos absolutos
se tornaria mais competitivo no comércio internacional em função do acúmulo de metais preciosos, portanto suas vantagens comparativas estavam associadas às suas reservas
deveria regular o mercado para a promoção da riqueza e do crescimento econômico, de forma que cada nação comercializaria os bens que trouxessem as maiores vantagens comparativas
se tornaria mais competitivo internacionalmente ao exportar os bens que produzisse de forma relativamente mais eficiente e importar os que têm custos relativos mais altos de produção
A tabela apresenta um exemplo hipotético de comércio de dois bens (borracha e munição) entre o país A e o país B.
País | Produtividade do trabalho (un. de trabalho para produzir 1 un. de um bem - em horas) | Custo de Oportunidade | ||
Borracha | Munição | Borracha | Munição | |
A | 80 | 100 | 0,8 | 1,25 |
B | 50 | 90 | 0,55 | 1,8 |
De acordo com a teoria ricardiana das vantagens comparativas, pode-se afirmar que o país:
A é mais eficiente na produção de ambos os bens e não terá interesse na troca
B é mais eficiente na produção de ambos os bens e não terá interesse na troca
Apode se especializar na produção de munição e o país B na produção de borracha, devido ao custo de oportunidade
Apode se especializar na produção de borracha e o país B na produção de munição, devido ao custo de oportunidade
Considerando a teoria do crescimento econômico e a experiência recente do Brasil (2001-2015), é correto afirmar:
O modelo de Romer de crescimento endógeno ilustra bem a trajetória de crescimento brasileiro desde os anos 1980, a qual se baseou em amplos investimentos em pesquisa e desenvolvimento que sustentam nossas taxas de crescimento de longo prazo.
A hipótese de neutralidade da moeda é compatível com uma curva de Phillips vertical, em que expansões fiscais e monetárias, bem como depreciação cambial, são eficazes em elevar o nível de produto agregado.
Segundo o modelo básico de Solow, a baixa taxa de poupança brasileira explicaria o baixo crescimento econômico do país, dada a baixa taxa de crescimento populacional nos últimos 20 anos.
Uma das hipóteses para a redução da participação do setor industrial na economia brasileira nos últimos anos diz respeito à doença holandesa, em que vantagens comparativas em recursos naturais e commodities provocam uma tendência de longo prazo à apreciação cambial, prejudicando a competitividade industrial.
Uma das explicações para o baixo crescimento econômico brasileiro recente é a prática generalizada de rent-seeking no país, segundo a qual a ineficiência do setor privado deve ser compensada por políticas seletivas de subsídios a setores estratégicos para o crescimento econômico.
Suponha que as curvas de possibilidades de produção para os países A e B sejam as apresentadas abaixo:
Qual das seguintes afirmações é verdadeira?
I- O país A tem uma vantagem comparativa na produção de carne.
II- O país B tem uma vantagem absoluta na produção de mel.
III- Não há base para existir o comércio mutuamente vantajoso entre A e B.
Assinale a alternativa correta:
Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.
Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras.
Apenas a afirmativas III é verdadeira.
Apenas a afirmativa I é verdadeira.
Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.
As teorias do comércio internacional diferenciam-se pelas hipóteses sobre o que determina as possibilidades de produção. Cada uma dessas teorias ou modelos enfatiza ou omite alguns aspectos da realidade. Assinale a opção que apresenta corretamente as hipóteses do modelo sobre o comércio internacional.
No modelo Ricardiano, as possibilidades de produção são determinadas pela alocação de um único fator: a renda. Esse modelo apresenta uma idéia essencial para o comércio: a vantagem comparativa.
No modelo de fatores específicos, enquanto o trabalho e a renda podem deslocar-se livremente pelos setores, há fatores que são rígidos, limitando as possibilidades de produção.
Uma vez conhecidas as possibilidades de produção, o modelo-padrão do comércio é o ideal para o entendimento e discussão sobre a distribuição de renda.
O modelo de Fisher relaciona a fronteira de possibilidades de produção e a curva de oferta relativa; os preços relativos e a demanda; e mensura os efeitos dos termos de troca.
No modelo de Hecksher-Ohlin, múltiplos fatores de produção podem deslocar-se entre os setores. O modelo ajuda a entender como os recursos podem direcionar os padrões de consumo.